
Quebra, quebra, Guabiraba!
Eu quero ver quebrar!
Na CartaCapital dessa semana há uma história dentro de uma história. A
história da capa é o desfecho de uma tragédia jornalística anunciada
desde que a Editora Abril decidiu, após a eleição de Luiz Inácio Lula
da Silva, em 2002, que a revista Veja seria transformada num panfleto
ideológico da extrema-direita brasileira. Abandonado o jornalismo,
sobreveio a dedicação quase que exclusiva ao banditismo e ao exercício
semanal de desonestidade intelectual. O resultado é o que se lê, agora,
em CartaCapital: Veja era um dos pilares do esquema criminoso de
Carlinhos Cachoeira. O outro era o ex-senador Demóstenes Torres, do DEM
de Goiás. Sem a semanal da Abril, não haveria Cachoeira. Sem Cachoeira,
não haveria essa formidável máquina de assassinar reputações recheada
de publicidade, inclusive oficial.
A outra história é a de um jornalista, Policarpo Jr., que abandonou uma
carreira de bom repórter para se subordinar ao que talvez tenha
imaginado ser uma carreira brilhante na empresa onde foi praticamente
criado. Ao se subordinar a Carlinhos Cachoeira, muitas vezes de forma
incompreensível para um profissional de larga experiência, Policarpo
criou na sucursal da Veja, em Brasília, um núcleo experimental do que
pior se pode fazer no jornalismo. Em certo momento, instigou um jovem
repórter, um garoto de apenas 23 anos, a invadir o quarto do
ex-ministro José Dirceu, no Hotel Nahoum, na capital federal. Esse ato
de irresponsabilidade e vandalismo, ainda obscuro no campo das
intenções, foi a primeira exalação de mau cheiro desse esgoto
transformado em rotina, perceptível até mesmo para quem, em nome das
próprias convicções políticas, mantém-se fiel à Veja, como quem se
agarra a um tronco podre na esperança de não naufragar.
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