Collor
apresenta novas denúncias contra Janot
VIDA PREGRESSA
Chefe da Procuradoria-geral
da República é ligado a relações criminosas do irmão
Foto:
DIVULGAÇÃO
Fernando Collor destaca a recorrente seletividade de Rodrigo Janot em investigar eventuais suspeitos
O líder do PTB no Senado, Fernando Collor (PTB), alertou, em discurso na sessão de ontem, sobre o suposto desvio de conduta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a recorrente seletividade em investigar eventuais suspeitos. Collor apontou ainda uma ligação entre Janot e uma série de relações criminosas, inclusive, com a suspeita de acobertar o próprio irmão, Rogério Janot Monteiro de Barros, procurado pela Interpol por crimes contra a ordem financeira na Bélgica.
Caçado internacionalmente como responsável por falsificação de escrituras, fraude e infração à legislação tributária, o irmão de Rodrigo Janot nunca foi preso, apesar de as autoridades brasileiras, inclusive do Ministério Público Federal (MPF), terem o endereço e conhecimento de onde ele residia. Collor apontou que o procurado pela Interpol sempre se gabou da competência jurídica de seu irmão mais novo, ou seja, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Rodrigo Janot, o senhor chegou a orientar seu irmão nas atividades de ludibriar a lei e escafeder-se das malhas da justiça, seja ela nacional ou internacional? O senhor ajudou de alguma forma o seu irmão a se manter, aqui no Brasil, na clandestinidade internacional?”, questionou Collor.
Dados da Interpol apontam que o irmão do procurador-geral sonegou dos cofres públicos da Bélgica cerca de 140 milhões de francos belgas em impostos não recolhidos.
Rogério Janot Monteiro fugiu da Bélgica em 1995. Contra ele, constava a Ordem de Captura, conhecida na Interpol como “Difusão Vermelha”, requerida pela Juíza de Instrução Calewaert, de Bruxelas, com pedido de extradição ao Brasil caso ele fosse encontrado.
CASA DE PRAIA
No discurso, Collor indagou ainda se Rodrigo Janot possui uma casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, km-110, da Rodovia Rio-Santos. “Janot, o senhor continua homiziando na referida residência um contumaz e confesso estelionatário, sócio do irmão, como fez nos anos noventa, depois de exercer o cargo de procurador-chefe substituto no Distrito Federal? O senhor continua recebendo renda de aluguel sem passar recibo? O senhor continua sonegando imposto por não declarar os recursos recebidos desses aluguéis? O que foi feito dessa casa, afinal, Janot? O senhor abandonou o imóvel? Transferiu? Alugou de novo? Vendeu?”.
O irmão do procurador também é suspeito de fazer fortuna por um período, entre 1990 e 1992, vendendo equipamentos de informática com notas frias. O procurador-geral é apontado de usar seus conhecimentos para intermediar o negócio do seu irmão com uma grande empreiteira mineira.
Empresa essa que, mesmo com indicativos de participação em esquemas na Operação Lava-Jato, os empresários não foram presos, ao contrário de outros empreiteiros citados na investigação.
Por: JONATHAS MARESIA – REPÓRTER
O líder do PTB no Senado, Fernando Collor (PTB), alertou, em discurso na sessão de ontem, sobre o suposto desvio de conduta do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e a recorrente seletividade em investigar eventuais suspeitos. Collor apontou ainda uma ligação entre Janot e uma série de relações criminosas, inclusive, com a suspeita de acobertar o próprio irmão, Rogério Janot Monteiro de Barros, procurado pela Interpol por crimes contra a ordem financeira na Bélgica.
Caçado internacionalmente como responsável por falsificação de escrituras, fraude e infração à legislação tributária, o irmão de Rodrigo Janot nunca foi preso, apesar de as autoridades brasileiras, inclusive do Ministério Público Federal (MPF), terem o endereço e conhecimento de onde ele residia. Collor apontou que o procurado pela Interpol sempre se gabou da competência jurídica de seu irmão mais novo, ou seja, do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.
“Rodrigo Janot, o senhor chegou a orientar seu irmão nas atividades de ludibriar a lei e escafeder-se das malhas da justiça, seja ela nacional ou internacional? O senhor ajudou de alguma forma o seu irmão a se manter, aqui no Brasil, na clandestinidade internacional?”, questionou Collor.
Dados da Interpol apontam que o irmão do procurador-geral sonegou dos cofres públicos da Bélgica cerca de 140 milhões de francos belgas em impostos não recolhidos.
Rogério Janot Monteiro fugiu da Bélgica em 1995. Contra ele, constava a Ordem de Captura, conhecida na Interpol como “Difusão Vermelha”, requerida pela Juíza de Instrução Calewaert, de Bruxelas, com pedido de extradição ao Brasil caso ele fosse encontrado.
CASA DE PRAIA
No discurso, Collor indagou ainda se Rodrigo Janot possui uma casa em Angra dos Reis, no Condomínio Praia do Engenho, km-110, da Rodovia Rio-Santos. “Janot, o senhor continua homiziando na referida residência um contumaz e confesso estelionatário, sócio do irmão, como fez nos anos noventa, depois de exercer o cargo de procurador-chefe substituto no Distrito Federal? O senhor continua recebendo renda de aluguel sem passar recibo? O senhor continua sonegando imposto por não declarar os recursos recebidos desses aluguéis? O que foi feito dessa casa, afinal, Janot? O senhor abandonou o imóvel? Transferiu? Alugou de novo? Vendeu?”.
O irmão do procurador também é suspeito de fazer fortuna por um período, entre 1990 e 1992, vendendo equipamentos de informática com notas frias. O procurador-geral é apontado de usar seus conhecimentos para intermediar o negócio do seu irmão com uma grande empreiteira mineira.
Empresa essa que, mesmo com indicativos de participação em esquemas na Operação Lava-Jato, os empresários não foram presos, ao contrário de outros empreiteiros citados na investigação.
Nenhum comentário:
Postar um comentário