Jornal Nacional censura agressão de Bolsonaro a deputada
Que Jair Bolsonaro tem seus defensores e fãs, ninguém
questiona. Basta que a população tenha 10% de fanáticos fundamentalistas para
que seres como ele, Marco Feliciano et caterva sigam exercendo mandatos
parlamentares.

Em abril passado, Jair Bolsonaro foi ignorado pelo público durante sessão solene sobre os 50 anos do Golpe de 1964 (Foto: Antonio Augusto/Ag.Câmara)
Daí a ser
protegido pelo jornalismo da maior emissora do País são outros mil e quinhentos
motivos para criticar a Rede Globo.
Na terça-feira (9), véspera do Dia Mundial dos Direitos Humanos, o fascista com
broche de deputado voltou a soltar sua língua para destilar o ódio medieval.
Afirmou, em plena tribuna da Câmara, que não estupraria a deputada Maria do
Rosário (PT-RS) – que acabara de fazer um pronunciamento – porque ela “não
merece”. Quem quiser conferir, o vídeo com a agressão está aqui:
aqui:
—
O fato gerou
revolta e protestos que dominaram o debate na Internet durante o resto do dia.
A repercussão na imprensa foi proporcional à gravidade da ofensa, que não é
inédita na carreira de Bolsonaro.
O mais
surpreendente, entretanto, é o fato de o principal telejornal da Rede Globo,
que alcança* em média 70 milhões de pessoas por noite, ter simplesmente
IGNORADO o episódio, decisão editorial que equivale a um ato de CENSURA, sobretudo
quando se olha a grade do JN desta noite: uma reportagem sobre o número
crescente de viúvos e divorciados, por exemplo, ocupou TRÊS MINUTOS e cinco
segundos do programa, mais de 10% do seu total.
Já
o novo ataque de Bolsonaro não mereceu sequer uma nota dos apresentadores…
merece ser ignorado pelos milhões de telespectadores do telejornal.
É
com esse jornalismo que a Globo diz defender “intransigentemente o respeito a
valores sem os quais uma sociedade não pode se desenvolver plenamente: a democracia,
as liberdades individuais, a livre iniciativa, os direitos humanos (…)”,
conforme prega o seu documento “Princípios Editoriais”.
PS: Nesta
quarta-feira (1o), é grande a chance de o deputado André Vargas (sem
partido/PR, ex-PT) ter o seu processo de cassação votado pelo plenário da
Câmara. Veja quanto tempo este tema vai ganhar no Jornal Nacional….
Política, cultura e afinidades seletivas
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