quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Confirmado: EUA são o maior Estado terrorista do mundo ! ! !


Um novo marco no terrorismo americano: um artigo de Noam Chomsky




Publicado no site truth.


Obama

Obama

Noam Chomsky

“É oficial: os Estados Unidos são o maior Estado terrorista do mundo e se orgulham disso.”

Essa deveria ser o título da história principal do “The New York Times” de 15 de outubro, que foi intitulada mais polidamente de “Estudo da CIA sobre Ajuda Secreta Alimenta Ceticismo a Respeito de Ajuda aos Rebeldes Sírios”.

O artigo tratava de uma análise da CIA das recentes operações secretas dos Estados Unidos para determinar sua eficácia. A Casa Branca concluiu que, infelizmente, os sucessos eram tão raros que um repensar da política era necessário.

O presidente Barack Obama foi citado no artigo como tendo dito que pediu à CIA que realizasse a análise, para descobrir casos de “financiamento e fornecimento de armas a uma insurreição em um país que tenham funcionado. E ela não conseguiu encontrar nenhum”. Assim, Obama exibiu relutância em prosseguir com esses esforços.

O primeiro parágrafo do artigo do “Times” cita três exemplos de “ajuda secreta”: Angola, Nicarágua e Cuba. Na verdade, cada caso foi uma grande operação terrorista conduzida pelos Estados Unidos.

Angola foi invadida pela África do Sul, que, segundo Washington, estava se defendendo de um dos “grupos terroristas mais notórios” do mundo –o Congresso Nacional Africano de Nelson Mandela. Isso foi em 1988.

Na época, o governo Reagan estava virtualmente sozinho em seu apoio ao regime do apartheid, até mesmo violando as sanções do Congresso ao aumentar o comércio com seu aliado sul-africano.

Enquanto isso, Washington se juntava à África do Sul no fornecimento de apoio crucial ao exército terrorista Unita, de Jonas Savimbi, em Angola. Washington continuou fazendo isso mesmo depois de Savimbi ter sido esmagadoramente derrotado em uma eleição livre cuidadosamente monitorada e da África do Sul ter retirado seu apoio. Savimbi era um “monstro cuja sede por poder levou uma miséria terrível ao seu povo”, nas palavras de Marrack Goulding, o embaixador britânico em Angola.

As consequências foram horrendas. Uma investigação da ONU em 1989 estimou que os ataques sul-africanos levaram a 1,5 milhão de mortes nos países vizinhos, sem contar o que estava acontecendo dentro da própria África do Sul. Forças cubanas finalmente derrotaram os agressores sul-africanos e os levaram a se retirar da Namíbia ilegalmente ocupada. Os Estados Unidos continuaram apoiando sozinhos o monstro Savimbi.
Em Cuba, após o fracasso da invasão na Baía dos Porcos em 1961, o presidente John F. Kennedy lançou uma campanha assassina e destrutiva para levar “os terrores da Terra” a Cuba –as palavras de um associado próximo de Kennedy, o historiador Arthur Schlesinger, em sua biografia semioficial de Robert Kennedy, que foi encarregado pela condução da guerra terrorista.

As atrocidades contra Cuba foram severas. Os planos eram para que o terrorismo culminasse em um levante em outubro de 1962, que levaria a uma invasão americana. Agora, estudos acadêmicos reconhecem que esse foi um dos motivos para o premiê russo Nikita Khruschov ter instalado mísseis em Cuba, iniciando uma crise que chegou perigosamente perto de uma guerra nuclear. O secretário de Defesa americano, Robert McNamara, reconheceu posteriormente que se ele fosse um líder cubano, ele “esperaria uma invasão americana”.


Os ataques terroristas americanos contra Cuba continuaram por mais de 30 anos. O custo para os cubanos foi severo, é claro. Os relatos das vítimas, pouco ouvidos nos Estados Unidos, foram relatados em detalhes pela primeira vez em um estudo de autoria do acadêmico canadense Keith Bolender, “Voices From the Other Side: an Oral History of Terrorism Against Cuba”, em 2010.

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