O Ciúme
Dorme o sol à flor do Chico,
meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme
O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre, nem triste, nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
E se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre, nem triste, nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta
Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só eu, só eu só, eu
Juazeiro, nem te lembras dessa
tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê
Tanta gente canta, tanta gente
cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme
Caetano Emanuel Vianna Telles Velloso é um músico, cantor,
compositor, produtor, ator, arranjador e escritor. Nasceu na cidade de Santo
Amaro da Purificação, no recôncavo baiano próximo de Salvador, no dia sete de
agosto de 1942. É o quinto filho dos sete do Seu Zezinho, funcionário público
do Departamento de Correios e Telégrafos, e Dona Canô (ambos falecidos). Pai do
Moreno, da Júlia, do Zeca e do Tom VELOSO’s
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