Em 1977, Henfil começou a colaborar com a revista IstoÉ. Cartas da Mãe era o nome da coluna em que críticas e desabafos do cartunista vinham à tona sob o pretexto de serem endereçadas a dona Maria da Conceição. Nas cartas, burlava a censura e tratava de temas como exílio político e anistia.
Na décade de 1980, foi morar por dois anos em Nova York, em busca de tratamento para a hemofilia, e na volta ao Brasil se estabeleceu em Natal, capital do Rio Grande do Norte.
Como cartunista, foi criador de vários personagens: Graúna, uma ave magrinha, mas muito combativa; Francisco Orelano*, um bode intelectual que gostava de devorar livros; Zeferino, um cangaceiro-macho-lutador, porém dado a gestos carinhosos. Estas personagens “discutiam” esporadicamente no semanário O Pasquim, diariamente no Jornal do Brasil e mensalmente na revista Fradim – os problemas sociais políticos e econômicos por que passava o Brasil dos anos 1970.
Autor de vários livros de humor participou de forma incisiva das campanhas pelas Diretas-Já e pela anista para os presos políticos.
Morreu em quatro de janeiro de 1988, vítima de AIDS, contraída por meio de transfusão de sangue.
* inspirado no músico/cantor/poeta baiano Elomar Figueira Mello
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