Publicado em 03-Dez-2012
Tudo isso só para dar garantias aos credores internacionais e nacionais; só para aprovar leis que garantam o capital financeiro.
É um discurso desmoralizado no mundo – basta ver os efeitos de tal
política econômica em países como a Espanha e a Grécia –, mas
que aqui encontra eco na grande imprensa e ressuscita economistas
responsáveis por desastres sem proporções. Entre esses desastres,
está o câmbio fixo, que dobrou nossa dívida interna, ainda hoje um
dos principais problemas do país.
Economistas que também aumentaram a carga tributária em sete pontos
porcentuais na era FHC, apesar da venda na privataria de US$ 100
bilhões de patrimônio publico que valia pelo menos cinco vezes
mais...
Esses economistas são os mesmos que adoravam os juros altos e
chegaram a pagar 27,5% de juros reais durante quase três anos. E
agora voltam com as mesmas propostas sob o pretexto de aumentar
investimentos, desconhecendo a crise mundial, seus efeitos no Brasil
e todas as medidas adotadas pelo governo para evitar o pior: uma
recessão com inflação, desemprego, paralisia nos avanços na
infraestrutura, na educação e na inovação.
Parecem desconhecer a redução dos custos tributários, os R$ 45
bilhões de desonerações fiscais, a queda de 5,25 pontos da taxa
Selic, a primeira redução dos spreads bancários após várias
décadas, as medidas para diminuir as tarifas da energia e todas as
ações para estimular a economia e aumentar o investimento público.
Isso sem falar que a oposição bloqueia a reforma tributária, assim
como a política, que, junto com a renegociação dos royalties e da
dívida dos Estados, podem reduzir em muito os custos da economia,
aumentar os investimentos e descentralizar a prestação dos serviços
públicos de saúde, educação, saneamento, segurança e justiça –
os que realmente interessam ao povo.
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