O
piloto alemão Michael Schumacher, 43 anos, sete vezes campeão
mundial de Fórmula 1, informou nesta manhã que irá se aposentar ao
final da atual temporada. O anúncio do piloto acontece na semana
seguinte ao anúncio da Mercedes ter comunicado que não renovaria o
seu contrato para a próxima temporada automobilística.
"É
tempo de dizer adeus. Perdi a motivação e a energia necessárias",
afirmou Schumacher à imprensa no circuito japonês de Suzuka, onde
será disputada no domingo a 15ª prova do calendário.
Esta
é a segunda vez que Schumacher se “aposenta”, no ano de 2006,
quando estava na Ferrari. No ano de 2010 retornou às pistas fazendo
dupla com o compatriota Nico Rosberg na Mercedes.
Em
seu retorno, o melhor resultado do piloto foi um terceiro lugar no GP
da Europa deste ano. Apesar disso, Schumacher afirmou que não se
arrepende de ter voltado. “Tomei a decisão de me aposentar da
Fórmula UM no fim da temporada, embora eu ainda seja capaz de
competir com os melhores pilotos do mundo. Isso é algo que me deixa
orgulhoso, e isso é parte da razão pela qual jamais me arrependi do
meu retorno”, finaliza o alemão.
O maior campeão de Fórmula 1 de todos
os tempos é, sem dúvida, Michael Schumacher. Nasceu em 3 de janeiro de
1969, na cidade de Hürth-Hermülheim, e começou a andar de kart ainda
aos quatro anos de idade, no kartódromo da cidade de Kerpen, que tinha
como administrador seu pai.
Michael Schumacher
Antes
de chegar à Fórmula 1, disputou muitos campeonatos, tendo ganhado em
1988 a Fórmula König e a Fórmula 3 Alemã, em 1990. Estreou na Fórmula 1
em 1991, no GP da Bélgica, pilotando uma Jordan. Já em 1992, correndo
pela Benetton, terminou a temporada em 3º lugar, atrás somente dos dois
pilotos da Williams, Nigel Mansell e Ricardo Patrese, e à frente de
Ayrton Senna por três pontos. Schumacher também foi um dos
protagonistas na temporada seguinte, tendo ficado entre os quatro
melhores do campeonato, mostrando ao mundo que o título seria questão
de tempo. E ele veio em 1994, no GP da Austrália, em Adelaide, com a
diferença de apenas 1 ponto para o piloto inglês, Damon Hill, da
Williams. O título é contestado por muitos já que Schumacher
praticamente jogou sua Benetton para cima da Williams de Damon Hill,
causando assim o inevitável choque, prejudicando o inglês.
Todo o mundo viu neste mesmo
ano, um dos maiores pilotos da Fórmula 1 sofrer um grave acidente e
perder a vida durante a prova de San Marino. Schumacher estava em 2º
lugar quando viu a Williams de Ayrton Senna ir em direção ao muro
Tamborello. Em 1995, a briga pelo título ficou novamente entre o inglês
e o alemão, e pela segunda vez, Michael Schumacher era campeão mundial.
Após 2 títulos pela equipe
Benetton, Schumacher foi contratado pela Scuderia Ferrari, que na época
vivia um bom tempo sem títulos. E somente em 1996 que Damon Hill
conseguiu conquistar o campeonato, tendo Schumacher terminado em 3º
lugar.
Schumacher voltou a praticar o
“jogo sujo” em 1997, na decisão do campeonato contra o canadense
Jacques Villeneuve, da Williams, o que causou uma penalização ao piloto
alemão. Michael Schumacher e Ferrari escreveriam juntos uma das maiores
hegemonias da Fórmula 1, entretanto, ainda esse tempo não havia
chegado, e o alemão e toda a torcida italiana viram o finlandês Mika
Hakkinen, da Mclaren ser bicampeão em 1998 e 1999. Neste último ano,
Schumacher sofreu seu mais grave acidente na categoria, ficando, pela
primeira vez desde que ganhou seu 1º título mundial, de fora da briga
pelo título.
Ano 2000. Início de século.
Início da hegemonia Schumacher-Ferrari. O piloto alemão conquistou e
derrubou todos os recordes da categoria, entre eles e principalmente, o
número de títulos de Juan Manuel Fangio, além também do número de pole
positions, que pertencia a Ayrton Senna. Schumacher-Ferrari
conquistaram os títulos de 2000 a 2004 com extrema soberania. Contudo,
mesmo com tamanha superioridade, Schumacher precisou da “ajuda” de seu
companheiro de equipe para vencer o GP da Áustria de 2002 e 2003. Mas
tal “ajuda” não passou sem agradecimento. A retribuição veio no GP dos
Estados Unidos em 2002, quando próximo de cruzar a linha de chegada
Schumacher devolveu a vitória a Rubens Barrichello.
Nada parecia deter a máquina
Schumacher-Ferrari. Foram 5 anos de pura hegemonia. Schumacher
conquistou 5 títulos mundiais, a Ferrari 5 títulos de Construtores, mas
a vida é feita de ciclos, e somente em 2005 que o ciclo de conquistas
se encerrariam, com a era Alonso-Renault, ambos campeões das temporadas
2005 e 2006. Neste último ano, após vencer o GP da Itália, Schumacher
anunciou que se aposentaria da categoria. Fez sua despedia no GP Brasil
com uma belíssima corrida que, após ter o pneu traseiro furado fez uma
parada no box e ao voltar ultrapassou quase todos que estavam à sua
frente.
De 2007 a 2009, Schumacher
permaneceu como Consultor da Ferrari e para alegria de todos amantes da
Fórmula 1, o rei das conquistas voltaria às pistas, mas para
infelicidade dos italianos, Michael Schumacher não voltou para a
escuderia italiana. Pilotando pela equipe Mercedes GP, o alemão marcou
seu retorno, tendo embora conseguido resultados não muito expressivos,
terminando a temporada de 2010 em 9º lugar.
Recordes de Schumacher: 7
títulos; 91 vitórias; 68 pole positions; 154 pódios; 1.441 pontos; 76
voltas rápidas; 23,947 quilômetros na liderança; 5,096 voltas na
liderança; maior número de vitórias numa temporada, 13; o campeão
mundial mais antecipadamente, 2002; recordista da maior diferença entre
o campeão e o vice, 67 pontos. Se não bastassem todos estes recordes, o
piloto alemão é o recordista de doação aos países atingidos pelo
tsunami, na costa do Oceano Índico, em 2004.
Michael Schumacher é casado com Corinna e tem dois filhos, Gina Maria e Mick.
Ayrton Senna nos deu muitas alegrias em forma de vitórias
Jamais o esqueceremos - Saudades...
Fonte:
http://www.portalescolar.net/ com adaptação deste blogueiro



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