Golpista
Paulinho da Força vira réu no STF
O deputado federal Paulo Pereira da Silva (SP), fundador e
presidente do partido Solidariedade, se tornou réu por ação penal aberta nesta
terça-feira 8 pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O parlamentar responderá por
formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro
nacional.
Paulinho da Força, como é conhecido por sua ligação com a Força
Sindical, foi denunciado por envolvimento na Operação Santa Tereza, da Polícia
Federal, que investigou desvios de recursos do BNDES. O Supremo decidiu aceitar
a denúncia contra o parlamentar, apresentada pelo Ministério Público Federal,
que acredita que ele se beneficiou do esquema.
O deputado já é julgado pelo Supremo por falsificação de
documento particular, falsidade ideológica e estelionato, em um caso que pode
resultar, caso haja condenação, em uma pena de até 15 anos de prisão. Nesse
episódio, o deputado e outras 11 pessoas são acusadas de superfaturar em 77% a
compra de uma fazenda para implementação de um projeto de reforma agrária.
O deputado vem sendo uma das principais vozes a favor do golpe
contra a presidente Dilma Rousseff, inclusive participando de protestos contra
o governo e o PT e em defesa do impeachment. Paulinho já chegou a dizer que
Dilma deveria estar na prisão. Nesta segunda-feira 7, Dia da Independência, o
Solidariedade pediu a renúncia de Dilma pelo Facebook.
Mais informações na reportagem da Agência Brasil:
STF abre ação penal contra deputado Paulinho da Força
André Richter - A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal
(STF) abriu hoje (8) ação penal contra o deputado federal Paulo Pereira da
Silva (SD-SP), conhecido como Paulinho da Força Sindical. Por unanimidade, os
ministros receberam denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República
(PGR), por entenderem que há provas do cometimento dos crimes de lavagem de
dinheiro e contra o sistema financeiro nacional.
De acordo com a procuradoria, o parlamentar foi beneficiário de
um esquema de desvios de dinheiro em empréstimos de financiamento entre o Banco
Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a prefeitura de Praia
Grande (SP) e as Lojas Marisa. Os fatos foram investigados na Operação Santa
Tereza, deflagrada pela Polícia Federal em 2008.
Segundo a acusação, o esquema de desvios ocorria por meio da
falsificação de notas fiscais para tentar explicar a aplicação do dinheiro
repassado pelo banco, cujos montantes eram divididos entre os envolvidos. De
acordo com a denúncia, os crimes eram facilitados por João Pedro de Moura,
ex-assessor do deputado e ex-integrante da Força Sindical no conselho do BNDES.
Segundo o subprocurador Paulo Gonet, o valor cobrado nos
contratos era 4%. "O denunciado [deputado], em troca de favores políticos,
recebia uma parte das comissões. Que era paga à quadrilha e beneficiários
desses empréstimos concedidos pelo BNDES", disse.
Para o ministro Teori Zavascki, relator da ação penal, conversas
telefônicas gravadas pela Polícia Federal indicam que houve o desvio dos
recursos. Segundo o ministro, planilhas manuscritas e cheques apreendidos
mostram a divisão dos valores, que foram recebidos por intermédio de
consultorias inexistentes e depositados na conta da ONG Meu Guri, ligada ao
deputado, para ocultar a origem dos recursos.
"A denúncia apontou que a suposta associação criminosa
seria composta, entre outros, pelo acusado [Paulinho], que se utilizaria sua
influência junto ao BNDES para conseguir aprovação do financiamento, cobrando
como contrapartida, comissões, que variavam de 2% e 4% do valor financiado. A
influência exercida decorreria dos cargos ocupados pelo acusado, deputado
federal, e de presidente da Força Sindical", disse o ministro.
Advogado do parlamentar, Marcelo Leal afirmou que os e-mails que
constam nas investigações provam que os serviços da empresa de consultoria
Probus, acusada de falsificar as notas, foram efetivamente prestados. "O
paciente não teve participação nos supostos fatos delituosos", afirmou
Leal.
Fonte: Saite TERROR DO NORDESTE

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