O
pedido do ex-ministro José Dirceu para que estudantes fossem às
ruas defendê-lo, feito anterior ao julgamento pelo Supremo Tribunal
Federal começar a julgar o processo do mensalão, está fora das
prioridades da União Nacional dos Estudantes (UNE), segundo o
presidente da entidade, Daniel Iliescu.
Zé
Dirceu, ex-líder estudantil nos anos 1960, fez o pedido no mês de
julho, na cidade do Rio de Janeiro, ao discursar em congresso da
União da Juventude Socialista (UJS), da qual Iliescu faz parte.
Ligada ao PC do B, a UJS controla a UNE desde os
anos de 1990. Embora diga que não há nenhum ato de desagravo na
agenda, o presidente da UNE afirma que nem o "mais fragoroso
opositor de Dirceu" pode negar o papel que o ex-ministro, hoje
condenado por corrupção e formação de quadrilha, teve na luta
pela redemocratização.
"Como
entidade, não está em nossa pauta hoje realizar nenhuma
manifestação nesse sentido. Mas nem o mais fragoroso opositor de
Dirceu pode negar o papel que ele teve na luta democrática, no
movimento estudantil contra a ditadura militar. Isso, no entanto, não
o exime dos erros que cometeu, assim como não nos exime de
reconhecer o papel que ele teve na história", afirmou o
dirigente estudantil.
"O
Dirceu é uma figura polêmica, uns amam, outros odeiam. A UNE nem
ama nem odeia, mas reivindica respeito por sua história. Não
interessa à UNE o achincalhamento ou a crucificação de qualquer
pessoa no Brasil", acrescentou.
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