Que loucura!
O Brasil perdeu o rumo. Em nome do
Combate à Corrupção, estamos trocando um presidente sobre o qual não há
qualquer processo, por um vice-presidente envolvido sob diversas maneiras na
Operação Lava Jato.
Em nome do Direito, estamos trocando um
presidente que fez “pedaladas”, por um vice-presidente que também as fez.
Em nome da Economia, estamos trocando um
ministro da Fazenda competente, Nelson Barbosa, que está buscando retomar o
investimento público e impedir a revalorização do real para enfrentar a
recessão, por um ministro, Henrique Meirelles, cuja única proposta é a
“austeridade fiscal”, e que, enquanto no Banco Central, durante governo Lula,
recebeu de FHC, em janeiro de 2003, uma taxa de câmbio de R$ 7,30 reais por
dólar (a preços de hoje) e a entregou a Dilma, em janeiro de 2001, a R$ 2,20
por dólar, quando a taxa de câmbio competitiva, de equilíbrio industrial, gira
em torno de R$ 3,90 por dólar – por um novo ministro que foi, portanto, o
principal responsável por tirar competitividade das boas empresas industriais
brasileiras, e, assim, causar a desindustrialização brutal e o baixo
crescimento do país .
Em nome da Hegemonia de capitalistas
rentistas e financistas, estamos trocando um presidente que tudo fez pelo
acordo de classes, mas fracassou, por um presidente que provavelmente chegará
ao poder dentro de duas semanas porque foi apoiado por grupos de direita
envolvidos na luta de classes.
O novo ministro e o novo presidente
“devolverão a confiança aos empresários”, nos dizem os defensores desse
impeachment em marcha. Na verdade, graças ao câmbio competitivo, a confiança já
está retornando, e a economia já está começando a se recuperar. É para isso que
está trabalhando o ministro Nelson Barbosa, procurando aumentar o investimento
público e tentando impedir a revalorização do real. Mas com a notícia de que
Meirelles deverá ser o ministro da Fazenda, o real já voltou a se valorizar, e
a recuperação durará mais, não menos tempo.
Aécio Neves, Eduardo Cunha e Michel
Temer, PSDB e PMDB, a direita e a classe média tradicional venceram.
Paralisaram o Brasil, desestabilizaram a democracia, tornaram o país sujeito a
crises políticas sempre que a popularidade do presidente da República cair,
trocaram o acordo pela luta de classes, mas satisfizeram seu desejo de poder.
Que desastre, que loucura, que
irresponsabilidade!

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