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Hoje, 20 de novembro, comemora-se
o DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA em
homenagem ao grande líder negro ZUMBI
DOS PALMARES. Houve missa no platô da Serra da Barriga na cidade de União
dos Palmares. Mãe Neide, do Grupo Espírita Santa Bárbara, fará duas oferendas
com a presença de guias espirituais oriundos de outros estados brasileiros.
Este ato ecumênico foi iniciado dando início aos festejos dos 320 anos da
Consciência Negra no Brasil.
O cantante carioca Martinho da
Vila será a principal atração do evento e se apresentará na Praça Basiliano
Sarmento, centro de União dos Palmares.
Os
portugueses chegaram ao continente africano em 1483. Conta-se que receberam
prisioneiros de guerra como pagamento pelas mercadorias vendidas aos africanos.
Estas pessoas teriam seguido como escravos para Lisboa, capital portuguesa, onde
foram realizar trabalhos domésticos. Portugal, a partir daí, não encontrou
obstáculos em organizar expedições para capturar homens livres na África e
torná-los escravos, muitas vezes contando com a ajuda dos próprios
conterrâneos.
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Os
negros africanos, em meados do século XVI, foram trazidos para os novos
domínios de Portugal. Entre nós, eles ficaram na condição de escravos por mais
de 300 anos.
No
começo Palmares era habitado por mocambos e cada um tinha o seu chefe. A guerra
do açúcar contra os holandeses cegava os colonos. A vigilância diminuía.
Centenas de escravos fogem do tronco, da chibata e das senzalas. Vão para um
lugar de muitas palmeiras: Palmares. Centenas de homens, mulheres e crianças
emprestando seu suor à vida, num ziguezague ritmado e alegre, com um só
objetivo: viver em LIBERDADE.
Palmares ficava numa zona um
tanto afastada do litoral, com terra fértil onde predominavam palmeiras e era
cercada por alta cerca de pau-a-pique. Os negros viviam das culturas do milho, mandioca,
feijão e bananeiras. Possuía apenas três entradas, cada uma guarnecida por aproximadamente
200 guerreiros. Nestes quilombos existiam armas e munições com as quais foi
organizada a república dos Palmares, abrigando, por quase um século, o anseio
de liberdade dos negros, sob o comando do rei Ganga-Zumba, o deus da guerra.
Com sua morte, o seu substituto foi Zumbi,
Rei dos Palmares.
Símbolo
de luta e resistência à escravidão, Zumbi
foi um herói negro. Nasceu no Quilombo, em 1655. Ainda jovem, foi capturado por
soldados e doado ao Padre Antônio Melo, que o batizou com o nome de Francisco e
lhe ensinou português e latim. Em 1670, fugiu da paróquia e retornou ao
Quilombo, onde se tornou líder organizando a resistência aos ataques militares.
Possuidor
de grande poder espiritual, resistiu a várias expedições militares. Zumbi queria liberdade para todo. Em
palmares a maioria apoiava seu novo líder: Zumbi.
Só uma ideia animava o Grande Líder negro: lutar até o fim.
Zumbi, mais do que uma
história, é o grande herói de uma raça que, mesmo sob o jugo violento da
chibata, nunca deixou de sonhar e lutar pela LIBERDADE.
Mais
de três séculos depois, quando o Brasil era o segundo país do mundo em número de
negros, Zumbi continuava sendo
símbolo de luta e denúncia da discriminação racial, na busca de uma sociedade
mais justa, fraterna e sem preconceitos. Para os negros, Zumbi ainda vive, pois deus não morre. Sua luta, sua determinação
os inspira, os enche do orgulho.
Zumbi é, sem dúvida, o maior
símbolo da liberdade, da força, os negros tentando vencer para conscientizar o
mundo de que também são capazes de revolucionar, de mudar esse mundo racista
que quer nos excluir.
MERA COINCIDÊNCIA NOS DIAS ATUAIS
A
vida de rua, que também é bastante parecida com a história de Zumbi, pois a maioria dos meninos e meninas
de rua fogem de suas casas porque os pais os prendiam dentro de casa, bebiam,
os espancavam e os exploravam. Quando a criança sai de casa para ir para a rua
em procura da liberdade, também tem um esconderijo para se esconder dos pais e
da polícia – os novos quilombos. E muitas vezes existem meninos que preferem
morrer na rua do que morrer presos pelos pais. Isso serve para nos lembrar que
ainda existem pessoas neste mundo que ainda lutam pela liberdade.
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Zumbi não está como símbolo de
um guerreiro só para os negros. É exemplo típico da procura, de todos nós, pela
LIBERDADE.
Zumbi, o
grande líder, só foi localizado e assassinado quase dois anos depois da queda
da capital do Quilombo, oculto num esconderijo localizado no sumidouro da Serra
Dois Irmãos, área localizada no atual município de Viçosa, interior alagoano.
Uma pergunta que não se cala: o
estado de Alagoas e seus representantes políticos respondem à altura ao
potencial ideológico do Quilombo dos Palmares e de Zumbi? Quais as cidades alagoanas que existem museus e qual deles
consta a Biografia de Zumbi?
OS NEGROS ALAGOANOS
AGRADECEM A RESPOSTA !!!
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