
Os advogados de defesa dos réus na Operação Lava Jato notaram que a
decisão da juíza Célia Regina Ody Bernardes, que determinou as buscas na
empresa do filho de Lula, traz trechos idênticos aos usados pelo juiz Sérgio
Moro em suas decisões. São várias as cópias de partes das decisões de Moro.
Isso significa com clareza que o texto da juíza foi feito por Moro e assinado
por ela. É um golpe que joga o Judiciário mais ainda no fundo do poço da
corrupção, desqualifica juízes, no caso juíza e explica os elogios de Moro à
sua “colega”, feitos publicamente. Onde está o CNJ (Conselho Nacional de
Justiça)? E onde fica o Supremo Tribunal Federal (STF)? Uma juíza que se presta
a esse tipo de papel, além de ser parte do golpe, se mostra incompetente para
uma decisão de natureza simples. O caso é grave, gravíssimo, não pode passar em
branco sob pena de cumplicidade dos tribunais superiores e do CNJ com esse tipo
de prática. O Judiciário refém de um juiz corrupto, ligado a um partido
político e em franca atividade golpista. Por que acusados tucanos são tratados
de forma diferenciada? Por que o nome de Aécio, citado várias vezes pelo
doleiro Youssef não aparece? O Brasil, em todas as manobras golpistas, no
Judiciário e no Legislativo, respaldadas pela mídia e pelas elites interessadas
em recolonizar o País, está mergulhando numa crise sem tamanho e nem faço juízo
de mérito do governo Dilma, do qual discordo, da qual a saída será dolorosa se
não houver reação.
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