
Ninguém é mais atacado do
que Lula, ninguém causa mais temor nas elites tradicionais do que o Lula, pela
força política e moral que ele adquiriu.
Lula
incomoda. Basta ele falar sobre algo, que as que se creem “autoridades” deitam
falação para contestá-lo, criticá-lo, acusá-lo, denunciá-lo, homenageando-o como a ninguém se homenageia, com
sua atenção, sua energia, seu rancor, suas insônias.
Lula
nasceu do nada, do quase nada, de uma região que era para não dar nada ao país,
de uma mãe amorosa, que lutava para que seus filhos sobrevivessem e, se pudessem, chegassem à escola –
como o extraordinário filme sobre o Lula recorda. Ele foi chegando: da
sobrevivência à escola, da formação profissional ao emprego industrial, do
operário metalúrgico ao líder sindical, do desafio à vida para sobreviver ao
desafio aos patrões e à ditadura. Se houve um milagre brasileiro, foi ele.
Entre
paternalismo e temor, lideres políticos tradicionais e meios da imprensa
tiveram que reconhecer seu papel, que tentavam restringir a um dirigente
corporativo, com um papel determinado num certo momento, que mereceria carinho
e compreensão. Mas quando ele foi se transformando em dirigente político, em
fundador de um partido dos trabalhadores começou a incomodar não apenas ao Dops e à ditadura, mas aos que pretendiam
restringi-lo a um papel limitado.
Até
que aquele nordestino, operário, que perdeu um dedo na máquina, mas que nunca perdeu a esperança,
ousou ser candidato a presidente e a quase ganhar. Denunciando a desigualdade e
a injustiça, apontando que um Brasil melhor era possível e necessário. Até que
um dia, depois de fracassarem
bacharéis e políticos de profissão, o Lula se tornou presidente.
Ia fracassar, tinha que fracassar, para que as elites pudessem governar com calma o Brasil – como chegou a dizer um ex-ministro da ditadura. Haviam fracassado a ditadura, Sarney, Collor, FHC, ia fracassar Lula e a esquerda e o movimento popular estariam condenados por décadas – como ameaçou um outro ex-procer da ditadura.
Ia fracassar, tinha que fracassar, para que as elites pudessem governar com calma o Brasil – como chegou a dizer um ex-ministro da ditadura. Haviam fracassado a ditadura, Sarney, Collor, FHC, ia fracassar Lula e a esquerda e o movimento popular estariam condenados por décadas – como ameaçou um outro ex-procer da ditadura.
Mas
Lula encontrou a forma de dar certo. Em meio à herança maldita de uma década de
desarticulação do Estado, da sociedade e das esperanças nacionais, Lula foi o
responsável por uma arquitetura que permite ao Brasil resgatar a esperança, combater a
desigualdade e a miséria, resgatar o Estado, projetar um Brasil soberano e
solidário. Lula preferiu enfrentar os desafios de construir uma alternativa a
partir do país realmente existente do que dormir tranquilo com seus sonhos
nunca realizados, em meio a um povo sem
sonhos.
Lula
saiu dos 8 anos mais formidáveis de governos no Brasil com mais de 90% de referências negativas
da mídia e
mais de 80% de
apoio do povo.
Não pode haver maior consagração. Elegeu sua sucessora, está prestes a conseguir
que ela tenha um segundo mandato, mas ele não dá trégua aos que achavam que
eram donos do Brasil, que ainda acham, apesar de terem perdido as três ultimas
eleições presidenciais e estarem em pânico pelo risco iminente de perderem uma
quarta, ficando já quase duas décadas sem dispor do Estado que construíram para
perpetuar-se como donos do
Brasil.
Lula
incomoda. Uma forma de tentar neutralizá-lo é especular que ele vai ser
candidato de novo agora. Ele nega, mas não aceita comprometer-se a que não
volte a ser candidato. E quando abre a boca, quando escreve, quando aparece em
publico, as elites tradicionais entram em pânico. Porque sabem que atrás daquelas palavras, daquela figura, está
o maior dirigente político, o maior líder
popular que o Brasil já teve, que quando se pronuncia, suas palavras não são
palavras que o jornal amanhecido leva pro lixo, mas expressam realidades pelas quais ele é responsável.
Quando
ele fala de miséria e de desigualdade, fala com a autoridade de quem mais
contribuiu para sua superação. Quando fala da construção de um outro tipo de
Brasil, se pronuncia a partir de mais de uma década de passos nessa direção,
iniciados por seu governo. Quando critica as elites tradicionais – sua mídia, seus juízes, seus partidos e seus
políticos – fala como quem é um contraponto real e concreto a essas elites.
Fala como quem é reconhecido pelo povo como um dos seus, como alguém em quem
confiam – ao contrario da mídia, de juízes, de partidos que já mostraram ao que
vieram e em quem o povo não
confia.
Lula
incomoda. Não apenas pelo que foi, pelo que é, pelo que pode vir a ser. Mas por
sua vida, argumento contra o qual ninguém pode contrapor nada. Ele é a prova viva que se pode nascer na pobreza
e se tornar um dos maiores estadistas do mundo atual,
se pode nascer na miséria e se tornar quem mais faz para superar a miséria. Se
pode enfrentar as maiores dificuldades na vida e na política e manter a
dignidade, a grandeza, o sorriso franco e o espírito de solidariedade.
Se pode ser de esquerda e enfrentar os desafios de construir uma vida melhor
para o povo, em meio a aliados e instituições que foram feitos para outra
coisa. Se pode topar os desafios de receber um país desfeito e recuperar a esperança, a auto-estima, uma vida melhor para
dezenas e dezenas de milhões de pessoas. Se pode prometer que ia fazer com que
todos os brasileiros teriam três
refeições diárias e cumprir.
Isso
é insuportável para quem promoveu sempre a miséria e a passividade do povo,
para quem governou para as elites e foi sempre recompensado pelas elites,
enganando o povo e se enganando que iam ficar para sempre no controle do Estado
e da política.
Lula incomoda. Por isso é atacado, atacado, atacado. Ninguém é mais atacado do que o Lula, ninguém causa mais temor nas elites tradicionais do que o Lula, pela força política e moral que ele adquiriu e que o povo reconhece nele.
Lula incomoda. Por isso é atacado, atacado, atacado. Ninguém é mais atacado do que o Lula, ninguém causa mais temor nas elites tradicionais do que o Lula, pela força política e moral que ele adquiriu e que o povo reconhece nele.
Lula
mostrou que se pode governar sem falar inglês, sem almoçar e jantar com os donos da mídia, sem ter medo das elites tradicionais, sem
temor a aliar-se com quem se faz necessário para fazer o que é necessário e
fundamental para o povo e para o Brasil. Lula mostrou que se pode defender os
interesses do Brasil e ao mesmo tempo ser solidário com os outros países e com
os outros povos.
Lula
desmentiu mitos, sua vida é uma afirmação de que um outro mundo é possível, de que
as elites podem falar todos os dias contra os interesses populares, mas quando
o povo consegue visualizar uma política diferente e lideres que as defendem, se
pronuncia contra as
elites.
Lula
tinha que dar errado, na vida e na política. E deu certo. Isso é insuportável
para as elites tradicionais, isso gera medo neles, acordam e dormem com o fantasma do Lula na cabeça,
nas redações dos jornais, revistas televisões, nas reuniões dos especuladores e
dos seus partidos, nos organismos que pregam um mundo de poucos e para poucos.
Quem
tem medo do Lula, tem medo do povo, tem medo das alternativas populares, tem
medo que o Brasil vá se tornando, cada vez mais uma democracia social, de forma
irreversível.
Por isso cada palavra do Lula, cada sorriso, cada viagem, cada homenagem, cada
abraço que dá e recebe do povo,
incomoda tanto a alguns e provoca esse sentimento de confiança que o Brasil
está dando certo em tanta gente.
Ter
medo ou esperança no Lula é a própria definição de onde está cada um no Brasil
e no mundo de hoje.
ATENÇÃO: as palavras
na cor vermelha
constam no texto, mas os destaques são deste BLOGUEIRO

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