O legado de Joaquim Barbosa, um antibrasileiro
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O legado
de Barbosa resume-se em duas palavras absolutamente incompatíveis com a posição
de juiz e, mais ainda, de presidente da mais alta corte nacional: ódio e vingança. Foi a
negação do brasileiro, um tipo cordial, compassivo e tolerante por natureza.
A
posteridade dará a ele o merecido espaço, ao lado de personalidades nocivas ao
país como Carlos Lacerda e Jânio Quadros.
Barbosa
acabou virando herói da classe média mais reacionária do Brasil e do chamado 1%. Ao mesmo tempo, se tornou uma
abominação para as parcelas mais progressistas da sociedade.
É uma
excelente notícia para a Justiça. Que os jovens juízes olhem para JB e
reflitam: eis o que nós não devemos
fazer.
Sua
anunciada saída revela cálculo e orgulho: ele está hoje em monumental minoria
no STF, depois da renovação dos quadros. Só impõe sua vontade a marretadas, monocraticamente, sem
que tenha que convencer seus pares. Das marretadas foram vítimas notáveis
Dirceu e Genoino.
Este o
cálculo: JB sabe que perdeu todo o poder de
influência. O orgulho entra na seguinte questão: como aceitar, depois de tudo,
ser comandado por Lewandowski no
próximo rodízio na presidência no Supremo?
O que
será dele?
Dificuldades
materiais Joaquim Barbosa não haverá de ter. O 1% não falha aos seus.
Você
pode imaginá-lo facilmente como um palestrante altamente requisitado, com
cachês na casa de 30 000 reais por uma hora, talvez até mais. Com isso poderá
passar longas temporadas em
Miami.
Na
política, seus passos serão necessariamente limitados. Ambições presidenciais
só mediante uma descomunal dose de delírio.
Joaquim
Barbosa é adorado por aquele tipo de eleitor ultraconservador que não elege presidente nenhum.
Ele foi,
na vida pública brasileira, mais um caso de falso novo, de esperanças de renovação destruída, de expectativas
miseravelmente frustradas.
Que o
STF se refaça depois do trabalho de profunda desagregação de Joaquim Barbosa em
sua curta presidência.
Nunca,
desde Lacerda, alguém trouxe tamanha carga de raiva insana à sociedade a serviço do reacionarismo mais petrificado.
Que se
vá – e não volte a assombrar os
brasileiros.
Vi, em
Trafalgar Square, a festa que os ingleses fizeram quando Maggie Thatcher
morreu. Um sindicalista contou que abriu e tomou uma garrafa de uísque que guardara durante
vinte anos para a ocasião.
Penso
aqui comigo que muita gente no Brasil haverá de comemorar o fim de JB como
juiz. Mentalmente me uno à festa.
ATENÇÃO: As palavras na cor vermelha constam no texto, mas os
destaques são deste BLOGUEIRO.
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