Publicado em 26-Abr-2012
O texto aprovado não corresponde à expectativa da sociedade que queria um novo código sem anistia a desmatadores e com recomposição das matas ciliares e áreas devastadas. Muito menos queria um Código que traz exatamente essa anistia dupla, desobrigando-os de pagar as multas e recompor o que destruíram.
Plenário do Congresso
A chefe do governo terá de vetá-lo porque os dispositivos adicionados representam um grave retrocesso em relação ao projeto aprovado por acordo da maioria dos partidos no Senado, e até ao que passou na primeira votação da Câmara. Aliás, a forma como tramitou este código em cada etapa revela bem as diferenças de posição política e votação hoje entre o Senado Federal e a Câmara dos Deputados.
Enquanto o partido do relator, deputado Piau votou em massa no susbstitutivo elaborado por ele, o PT sustentou maciçamente a posição da presidenta da República em torno do texto aprovado pelo Senado. Nosso partido deu uma demonstração de coesão e unidade com aquilo que era a expectativa da sociedade: um projeto, um novo código sem anistia e com recomposição das matas ciliares e áreas desmatadas.
Sociedade não esperava um Código como o aprovado
Muito menos a sociedade esperava um projeto como o aprovado, com dupla anistia, isentando os devastadores do pagamento das multas e da reposição das matas ciliares desmatadas.
Mas, na verdade e ao contrário do que passa a mídia à opinião pública, a votação na Câmara, ontem, não expressa uma divisão entre governo e sua base já que a questão ambiental e particularmente o Código Florestal divide de alto a baixo a maioria dos partidos uma vez que reflete interesses dos ruralistas e do agronegócio.
Assim, ruralistas e senhores do agronegócio obtiveram uma vitória de Pirro, como se diz de vitórias a tão alto preço e luta, mas que são, no fundo acarretadoras de prejuízos irreparáveis, como foi a do inspirador da expressão, o rei Pirro, do Épiro, sobre os romanos na Batalha de Heracleia.
Fonte: Blog do Zé Dirceu
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