
Velhos canalhas que
não pensem nos netos
Fala João,
Diz Moniquinha,
Se você não delatar,
Nunca volta pra Bahia.
Vai, vai, vai, falando,
Vai, vai, vai, acusando,
Diz que o Lula que roubou,
Olha o promotor, olha o promotor, olha o promotor...
Diz Moniquinha,
Se você não delatar,
Nunca volta pra Bahia.
Vai, vai, vai, falando,
Vai, vai, vai, acusando,
Diz que o Lula que roubou,
Olha o promotor, olha o promotor, olha o promotor...
Um
ex-presidente da companhia de saneamento de Campinas foi o primeiro "rato
de laboratório" testado pelo Ministério Público, que queria ver como a
sociedade reagiria diante de um criminoso beneficiado por delação premiada.
Deu
certo!
Nenhuma
prova material foi apresentada pelo delator, mas isso era apenas um detalhe que
a mídia local se encarregara de resolver, publicando matérias sem qualquer
compromisso com a verdade.
Não
encontraram nenhum sinal de incompatibilidade patrimonial no curso das
investigações, e mesmo assim o juiz responsável pelo processo condenou a mulher
do ex-prefeito, Hélio de Oliveira Santos, a mais de 20 anos de prisão.
Esse
é o roteiro pronto e acabado para o desfecho do processo contra o ex-presidente
Luís Inácio Lula da Silva.
A
diferença é que, nesse caso, são necessários vários delatores para levar a
missão a cabo.
Um
bando de homens velhos, brancos, ricos, que não se reconhecem como criminosos,
mas sim como "profissionais que abraçam oportunidades".
E
a Justiça reforça essa anomalia conceitual, mandando-os de volta para casa com
uma tornozeleira eletrônica, que depois ninguém mais vai se lembrar de trocar a
pilha.
Na
base da pirâmide social, o vagabundo é dono de uma ética que os criminosos do
andar de cima desconhecem.
Para
o assaltante, assinar 30 processos é parte do ofício. Já a turma da Lava Jato,
beneficiada por delação premiada, a culpa é sempre de outro. Em síntese, a
culpa é do Lula. Confirmando, portanto, o power point moleque do promotor
Dellagnol.
Bando
de calças frouxas. Velhos que borram os fundilhos das calças e não assumem as
merdas que fizeram.
De
onde veio o grosso do dinheiro repatriado? Dos ladrões beneficiados por
delação, ora bolas! Tanta grana lá fora, nas contas de padres, santos e
coroinhas, e a Operação Lava Jato buscando pelo em ovo para provar que Lula é
dono de um caixote no Guarujá.
Em
troca da liberdade, os delatores estão entregando para seus netos um país
mergulhado no caos, na miséria e na violência.
Um
país ingovernável.
Entre
todos os condenados pelo juiz Sérgio Moro, só conheço um com colhão para mudar
esse jogo de cartas marcadas: Eduardo Cunha.
Esse
derruba os barões da mídia, o Temer, o PMDB e mais uma dúzia de partidos de
aluguel. Explode o Congresso Nacional, fura o pato da Fiesp, desmascara o MBL,
talvez até vire herói daqui cem anos nos livros de História.
O
problema é que Cunha está nas masmorras, com uma máscara de ferro para não
falar o que sabe sobre esse golpe.
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