quinta-feira, 1 de maio de 2014
Lula não se cala e causa ódio aos inquilinos da Casa Grande

Por Davis Sena Filho — Blog Palavra Livre
Vamos lá. Luiz Inácio Lula da Silva concedeu recentemente entrevista à
Rádio e Televisão de Portugal (RTP) porque está convencido, tal qual a milhões de brasileiros que não votam nos
candidatos da direita partidária e da imprensa mercantil e alienígena, que suas
palavras jamais vão ser repercutidas fidedignamente pelos jornalistas
empregados das mídias tradicionais, que, por conta própria ou a mando de seus
patrões magnatas bilionários de
imprensa, deturpam e manipulam o que foi dito, a fim de, evidentemente,
colocá-lo em xeque, bem como impedi-lo de se fazer entendido pelo público
ouvinte, leitor ou telespectador.
O negócio é o seguinte: a imprensa burguesa, as seis famílias que a controla e seus
empregados de confiança, que agem como feitores da Casa Grande, “lutam” e
“defendem” ferozmente as liberdades de imprensa e de
expressão, mas somente as liberdades deles, porque a verdade é
que esses grupos econômicos e financeiros querem falar sozinhos.
Por isto e por causa disto é necessária a efetivação urgente do marco
regulatório para as mídias, pois, do contrário, esses poderosos conglomerados,
vinculados a interesses internacionais, vão continuar a trilhar por veredas tortuosas, que visam, primordialmente,
desestabilizar governantes eleitos, principalmente se eles forem chefes de
estado e de governos populares, a exemplo de Getúlio Vargas, João Goulart, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
A imprensa de negócios privados é a favor da liberdade de expressão
dela. Só isto, e nada mais. Lula, o maior e mais importante político da América
Latina, além de ser incrivelmente conhecidíssimo no mundo, bem como premiadíssimo
por seu profícuo trabalho à frente da Presidência da República durante oito
anos, não pode falar no Brasil e muito menos aparecer nas televisões abertas e
fechadas, notadamente os inúmeros canais pertencentes às Organizações(?) Globo, um dos maiores e mais
poderosos oligopólios de comunicação do
mundo.
Isto mesmo, meus camaradas! Lula não pode falar e ser
ouvido no Brasil. Ponto! E quando o líder petista e trabalhista fala, por mais
que ele seja democrático, sensato e lógico, quase que instantaneamente os
porta-vozes da Casa Grande tratam de rebatê-lo
com intolerância e veemência, pois para essa gente herdeira da escravidão já
foi de mais que um nordestino de origem pobre e depois operário de fábrica, que
chegou ao Estado de São Paulo em um pau-de-arara tivesse tido a ousadia e a
petulância de subir a rampa do Palácio do Planalto, caminhado por seus tapetes
e sentado na cadeira da Presidência da
República.
Ainda mais quando se trata de um político de esquerda que nunca abaixou a cabeça para essa burguesia perversa, violenta e preconceituosa, que acha que sua suposta e ridícula
“superioridade” retrata a realidade dos fatos quando todo mundo sabe, aqui e no
exterior, que o ex-presidente Lula teve uma performance administrativa
infinitamente superior à dos ex-presidentes “doutores”, cujos governos se
atolaram na areia movediça da inflação, desempregaram, não criaram programas
sociais que sustentassem as economias das diferentes regiões deste País,
sucatearam as estatais e a infraestrutura brasileiras e, terrivelmente, venderam o Brasil, como se vendessem
qualquer bugiganga em simples feiras. Verdadeira privataria e traição à pátria, que em muitos países
acabaria em processos e cadeia.
A privataria tucana foi, de longe, o maior caso de desmantelamento do
Estado brasileiro, bem como de corrupção da história deste País. O tucano
Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal I — conseguiu superar em traição o traidor da Inconfidência
Mineira, Joaquim Silvério dos Reis, um coronel de Cavalaria que delatou seus companheiros
inconfidentes para ter suas dívidas perdoadas pela coroa portuguesa, bem como
angariar benefícios, como ganhar 30 moedas de ouro, pensão vitalícia, título de
fidalgo da Casa Real, uma mansão para morar, além de ter sido recebido pelo
príncipe regente Dom João, na corte de Lisboa, entre outras coisas. Deu no que
deu: os inconfidentes foram presos e
exilados. Tiradentes, porém, foi
enforcado, esquartejado e suas partes espalhadas por vários pontos da cidade do
Rio de Janeiro.
Obviamente, que FHC, aquele que foi ao FMI três vezes, de joelhos e com o pires nas mãos, porque o
gênio tucano e seus economistas mequetrefes quebraram o País três vezes, não recebeu as vantagens,
digamos pecuniárias, de Joaquim Silvério dos Reis, mas vendeu o País e o administrou como se fosse
um caixeiro viajante.
Incompetente, mas caixeiro viajante, pois jamais quis ser um estadista,
porque ser um estadista não é uma questão mera de querer sê-lo ou não. Ser um
estadista é nato; e apenas poucas
lideranças em todo o mundo e em todos os tempos possuem a vocação e a
compreensão de que o ofício de governar é intrinsecamente ligado ao
conhecimento daquele que se fez estadista, no que concerne a conhecer os anseios do povo e defender os interesses da
sociedade, bem como do estado quando este se submete ao direito e à democracia.
Definitivamente, Lula compreendeu essas questões, o que, evidentemente, não
aconteceu com FHC, que optou por
governar para os ricos, ou seja, para
poucos, pois homem das elites, que sempre lutaram por um País VIP.
Um acinte completo, bem como, inquestionavelmente, traição ao povo
brasileiro. E eles estão aí... Livres, leves e soltos, a fazerem caras e bocas,
além de cinicamente se arvorarem como “nacionalistas”, interessados que são pelo destino
da Petrobras e de outras empresas públicas, que a direita, os tucanos e seus
aliados trataram quando no poder de sucateá-las para vendê-las bem
barato para os gringos, que até hoje deitam e rolam com as remessas de lucros bilionárias provenientes, por exemplo,
da Telebras, megaempresa de comunicação, que foi fatiada em partes e que hoje
gera lucros incontáveis para que europeus possam, inclusive, por intermédio
dessa derrama, combater suas crises econômicas, que desde 2008 afligem quase
todos os países europeus. Ponto!
Lula tem de ficar calado. Mas ele não fica, e
concede entrevista a uma empresa de comunicação europeia, de língua
portuguesa, como se desse um aviso ao sistema midiático monopolizado que não
vai ficar quieto e vai falar quando quiser e na hora que desejar. Lula é a personalidade política mais
internacional do Brasil, sem sombra de dúvida, e pretende falar muito mais
quando se der o início do horário político gratuito nas televisões e
rádios.
E aí, meus camaradas, o governo trabalhista vai mostrar as milhares de
obras e programas e projetos que não têm visibilidade, porque os magnatas bilionários donos da imprensa-empresa boicotam, sabotam e censuram, de todas as formas e maneiras, as
conquistas sociais e econômicas do povo brasileiro acontecidas nos últimos 12
anos. São muitas e vão ser mostradas na televisão. Somente nesse interregno
eleitoral é que a grande mídia conservadora e reacionária deixa de falar sozinha.
É no decorrer desse curto espaço de tempo que as liberdades de expressão
e de imprensa tão decantadas falsamente e cinicamente pelos barões da imprensa realmente funcionam. De quatro em quatro anos,
mas o suficiente para os trabalhistas, os socialistas, o PT e seus aliados se
comunicarem com a população brasileira e mostrar o que foi feito e o que poderá ser realizado. E essa
realidade incomoda de mais a Casa Grande.
Venhamos e convenhamos, duvido que o povo abra mão de suas conquistas para colocar, no
lugar dos presidentes trabalhistas, políticos privatistas, colonizados,
complexados e subservientes aos interesses internacionais, como o são
geralmente os políticos do espectro ideológico à direita, a exemplo de Aécio
Neves, José Serra e, evidentemente, Fernando Henrique Cardoso — o Neoliberal
Lula
não se cala, pois fala, e causa ódio aos inquilinos da Casa Grande. É isso aí.
ATENÇÃO: as palavras na cor vermelha
constam no texto, mas os destaques são deste BLOGUEIRO.
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