Se escolas reabrirem em setembro teremos 17 mil crianças mortas por Covid-19, afirma matemático da FGV

O debate virtual com especialistas realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp) e o Butantan contou com a participação do matemático Eduardo Massad, professor titular da Escola de Matemática Aplicada Fundação Getúlio Vargas (FGV). No evento, ele afirmou que São Paulo e o Brasil não vivem um bom momento para reabertura de escolas.
“As aulas absolutamente não podem voltar em setembro. Eu fiz
hoje as contas sobre isso. Nós temos hoje no Brasil 500 mil crianças portadoras
do vírus zanzando por aí. Se você reabrir agora em 1o de agosto, mesmo usando
máscara, mesmo botando distância de dois metros. No primeiro dia de aula nós
vamos ter 1700 novas infecções, com 38 óbitos. Isso vai dobrar depois de 10
dias e quadruplicar depois de 15 dias. Então, abrir as escolas agora é
genocídio”, declarou.
Através de fórmulas matemáticas, Eduardo Massad afirmou que,
caso aconteça uma reabertura precipitada das escolas no Brasil, o país pode
saltar de 300 mortes de criança abaixo de 5 anos para 17 mil até o final do
ano.
As mortes diárias por coronavírus no estado de São Paulo
podem continuar em um “patamar elevado” até 2021, segundo projeção apresentada
nesta terça-feira (14) pelo diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas.
“Nós vamos manter essa epidemia por um bom tempo ainda.
A taxa de mortalidade, embora possa estar estabilizada, está em um patamar
elevado. Temos algo em torno de 300 óbitos por dia no estado de São Paulo. O
que corresponde a um Boeing 747. Estamos tendo a explosão de um Boeing 747 por
dia e pode ser que isso se prolongue até o ano que vem”, afirmou durante debate
virtual com especialistas realizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp)
e o Butantan.
Dimas Covas faz parte do Centro de Contingência montado
pelo governo de São Paulo e já coordenou o grupo em um dos revezamentos de seus
membros. No entanto, apresenta posições diferentes das defendidas pela gestão
João Doria (PSDB). Nesta
semana, o governo comemorou o fato de que as mortes semanais no estado tenham
caído pela 3ª semana seguida, atingindo um platô, e anunciou a maior
flexibilização da quarentena em 9 regiões do estado. Embora os números semanais
tenham sido menores, a média móvel de mortes indica uma estabilidade nos
registros (platô) no ponto mais alto, e não uma queda.(…)
O debate virtual com especialistas realizado pela
Fundação de Amparo à Pesquisa (Fapesp) e o Butantan também contou com a
participação do matemático Eduardo Massad, professor titular da Escola de
Matemática Aplicada Fundação Getúlio Vargas (FGV). No evento, ele afirmou que
São Paulo e o Brasil não vivem um bom momento para reabertura de escolas.
Fonte: DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO
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