Pequena Memória Para Um Tempo Sem Memória
Memória de
um tempo onde lutar
Por seu
direito
É um
defeito que mata

São tantas
lutas inglórias
São
histórias que a história
Qualquer
dia contará

De
obscuros personagens
As
passagens, as coragens
São sementes
espalhadas nesse chão

De
Juvenais e de Raimundos
Tantos
Júlios de Santana
Essa
crença num enorme coração
Dos
humilhados e ofendidos
Explorados
e oprimidos
Que
tentaram encontrar a solução

São cruzes
sem nomes, sem corpos, sem datas
Memória de
um tempo onde lutar por seu direito
É um
defeito que mata

E tantos
são os homens por debaixo das manchetes
São braços
esquecidos que fizeram os heróis
São
forças, são suores que levantam as vedetes
Do teatro
de revistas, que é o país de todos nós
São vozes
que negaram liberdade concedida
Pois ela é
bem mais sangue
Ela é bem
mais vida

São vidas
que alimentam nosso fogo da esperança
O grito da
batalha
Quem
espera, nunca alcança
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Ê ê,
quando o Sol nascer
É que eu
quero ver quem se lembrará

Ê ê,
quando amanhecer
É que eu
quero ver quem recordará

Ê ê, não quero esquecer
Essa
legião que se entregou por um novo dia
Ê eu quero
é cantar essa mão tão calejada
Que nos
deu tanta alegria
E
VAMOS À LUTA !
DETALHE:
essa música foi composta e gravada por
Gonzaguinha no ano de 1981
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