terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Artigo sóbrio, LEAL e alertador ao Partido dos Trabalhadores ! ! !

Os equívocos do PT e o sonho de Lulapor Leonardo Boff *



Durante quatro a cinco décadas houve vigorosa movimentação das bases populares da sociedade discutindo que “Brasil queremos”, diferente daquele que herdamos. Ele deveria nascer de baixo para cima e de dentro para fora, democrático, participativo e libertário. Mas consideremos um pouco os antecedentes histórico-sociais para entendermos por quê esse projeto não conseguiu prosperar.
É do conhecimento dos historiadores, mas muito pouco da população, como foi cruenta a nossa história tanto na Colônia, na Independência como no reinado de Dom Pedro I, sob a Regência e nos inícios do reinado de Dom Pedro II. As revoltas populares, de mamelucos, negros, colonos e de outros foram exterminadas a ferro e fogo, a maioria fuzilada ou enforcada. Sempre vigorou espantoso divórcio entre o Poder e a Sociedade. Os dois principais partidos, o Conservador e o Liberal, se digladiavam por pífias reformas eleitorais e jurídicas, porém jamais abordaram as questões sociais e econômicas.
O que predominou foi a Política de Conciliação entre os partidos e as oligarquias mas sempre sem o povo. Para o povo não havia conciliação mas submissão. Esta estrutura histórico-social excludente predominou até aos nossos dias.
No entanto, pela primeira vez, uma coligação de forças progressistas e populares, hegemonizadas pelo PT, vindo de baixo, chegou ao poder central. Ninguém pode negar o fato de que se conseguiu a inclusão de milhões que sempre foram postos à margem. Far-se-iam em fim as reformas de base?
Um governo ou governa sustentado por uma sólida base parlamentar ou assentado no poder social dos movimentos populares organizados.
Aqui se impunha uma decisão. Na Bolívia, Evo Morales Ayma buscou apoio na vasta rede de movimentos sociais, de onde ele veio como forte líder. Conseguiu, lutando contra os partidos. Depois de anos, construiu uma base de sustentação popular, de indígenas, de mulheres e de jovens a ponto de dar um rumo social ao Estado e lograr que mais da metade do Senado seja hoje composta por mulheres. Agora os principais partidos o apoiam e a Bolívia goza do maior crescimento econômico do Continente.
Lula abraçou a outra alternativa: optou pelo Parlamento no ilusório pressuposto de que seria o atalho mais curto para as reformas que pretendia. Assumiu o Presidencialismo de Coalizão. Líderes dos movimentos sociais foram chamados a ocupar cargos no governo, enfraquecendo, em parte, a força popular.
Para Lula, mesmo mantendo ligação com os movimentos de onde veio, não via neles o sustentáculo de seu poder, mas a coalizão pluriforme de partidos. Se tivesse observado um pouco a história, teria sabido do risco desta política de Coalização que atualiza a política de Conciliação do passado.
A Coalizão se faz à base de interesses, com negociações, troca de favores e concessão de cargos e de verbas. A maioria dos parlamentares não representa o povo mas os interesses dos grupos que lhes financiam as campanhas. Todos, com raras exceções, falam do bem comum, mas é pura hipocrisia. Na prática tratam da defesa dos bens particulares e corporativos. Crer no atalho foi o sonho de Lula que não pode se realizar.
Por isso, em seus oito anos, não conseguiu fazer passar nenhuma reforma, nem a política, nem a econômica, nem a tributária e muito menos a reforma agrária. Não havia base.
A “Carta aos Brasileiros” que na verdade era uma Carta aos Banqueiros, obrigou Lula a alinhar-se aos ditames da macroeconomia mundial. Ela deixava pouco espaço para as políticas sociais que foram aproveitadas tirando da miséria 36 milhões de pessoas. Nessa economia, o mercado dita as normas e tudo tem seu preço. Assim parte da cúpula do PT, metida nessa Coalizão, perdeu o contato orgânico com as bases, sempre terapêutico contra a corrupção. Boa parte do PT traiu sua bandeira principal que era a ética e a transparência.
E o pior, traiu as esperanças de 500 anos do povo. E nós que tanta confiança depositávamos no novo, com as milhares comunidades de base, as pastorais sociais e os grupos emergentes… Elas aprenderam articular fé e política. A mensagem originária de Jesus de um Reino de justiça a partir dos últimos e da fraternidade viável, apontava de que lado deveríamos estar: dos oprimidos. A política seria uma mediação para alcançar tais bens para todos. Por isso, as centenas de CEBs não entraram no PT; fundaram células dele e grupos, como instrumento para a realização deste sonho.
O partido cometeu um equívoco fatal: aceitou, sem mais, a opção de Lula pelo problemático presidencialismo de coalizão. Deixou de se articular com as bases, de formar politicamente seus membros e de suscitar novas lideranças.
E aí veio a corrupção do “mensalão” sobre o qual se aplicou uma justiça duvidosa que a história um dia tirará ainda a limpo. O “petrolão” pelos números altíssimos da corrupção, inegável, condenável e vergonhosa, desmoralizou parte do PT e parte das lideranças, atingindo o coração do partido.
O PT deve ao povo brasileiro uma autocrítica nunca feita integralmente. Para se transformar numa fênix que ressurge das cinzas, deverá voltar às bases e junto com o povo reaprender a lição de uma nova democracia participativa, popular e justa que poderá resgatar a dívida histórica que os milhões de oprimidos ainda esperam desde a colônia e da escravidão.
Apesar de tudo, e quer queiramos ou não, o PT representa, como disse o ex-presidente uruguaio Mujica, quando esteve entre nós, a alma das grandes maiorias empobrecidas e marginalizadas do Brasil. Essa alma luta por sua libertação e o PT redimido continua sendo seu mais imediato instrumento.
Quem cai sempre pode se levantar. Quem erra sempre pode aprender dos erros. Caso queira permanecer e cumprir sua missão histórica, o PT faria bem em seguir este percurso redentor.
*Leonardo Boff escreveu “Depois de 500 anos que Brasil queremos”, Vozes. Petrópolis 2000. Nasceu em Concórdia, Santa Catarina, aos 14 de dezembro de 1938. É neto de imigrantes italianos da região do Veneto, vindos para o Rio Grande do Sul no final do século XIX.Fez seus estudos primários e secundários em Concórdia-SC, Rio Negro-PR e Agudos-SP. Cursou Filosofia em Curitiba-PR e Teologia em Petrópolis-RJ. Doutorou-se em Teologia e Filosofia na Universidade de Munique-Alemanha, em 1970. Ingressou na Ordem dos Frades Menores, franciscanos, em 1959.Atualmente vive no Jardim Araras, região campestre ecológica do município de Petrópolis-RJ e compartilha vida e sonhos com a educadora/lutadora pelos Direitos a partir de um novo paradigma ecológico, Marcia Maria Monteiro de Miranda. Tornou-se assim ‘pai por afinidade’ de uma filha e cinco filhos compartilhando as alegrias e dores da maternidade/paternidade responsável. Vive, acompanha e re-cria o desabrochar da vida nos "netos" Marina , Eduardo, Maira, Luca e Yuri. É autor de mais de 60 livros nas áreas de Teologia, Ecologia, Espiritualidade, Filosofia, Antropologia e Mística. A maioria de sua obra está traduzida nos principais idiomas modernos.

Barraqueira da "grobo" tem paladar refinado: excrementos de seus patrões ! ! !





Uma cadela barraqueira e fofoqueira de botequim se auto proclama jornalista (?) que se esconde na “rede grobo”, conhecida pela alcunha de Eliane Castanheira ou Cantanhêde, a mando de seus patrões ladrões, corruptos e maiores sonegadores de impostos do nosso País, teve a desonra de tentar macular a Presidenta Dilma Rousseff.

Num dos programas chinfrins daquela maldita emissora, no dia de ontem (08), que se tratava do zika vírus, essa miserável energúmena teve a petulância de fazer o seguinte comentário, após ouvir do apresentador que nossa representante havia conversado com o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, sobre o assunto:        

"Para a presidente Dilma, que sofre um processo de impeachment aqui no Brasil, é importante passar a imagem de que ainda consegue conversar com o presidente da maior nação do mundo."

Oh asno de sete botas, nem sempre se diz tudo que o ‘patrão’ quer, a não ser que sejas uma boneca ventríloca: o que mais se adequa ao seu caráter – se é que tens.

Por mais que seus nojentos líderes lhes recomendem “meter o pau no governo”, há limites e você se torna ‘a mostrada’ e vista como ‘uma papagaia da outra loura burra’. Você entende ou não consegue?
    
A forma como o jornalismo das emissoras “grobo” é dirigido para atacar o governo Dilma, e o ex-presidente Lula, impressiona, ao extrapolar os limites da racionalidade e da crítica jornalística, e se transformar numa verdadeira campanha de ódio e desumanidade.

Interesses monstruosos (se esquivando em pagar impostos), estão por trás das mensagens que procuram desmoralizar, ridicularizar e pintar como a encarnação da corrupção o PT, Dilma e Lula.

A CASA GRANDE ENCHE O PEITO DE SATISFAÇÃO COM SEUS REPRESENTANTES FASCISTAS E MIÚDOS DE RESPEITO.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

"Olha, não só são os políticos", Gilberto Gil ! ! !

O camarote mais disputado por quem quer ver e ser visto no carnaval de Salvador é o Expresso 2222. Claro, o principal anfitrião é o cantor, compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil. Por isso, políticos, artistas e celebridades buscam um lugarzinho ao sol naquele espaço. Mas no carnaval também há espaço para que opiniões sobre política sejam dadas. Foi exatamente o que conseguiu a jornalista Patrícia França, do jornal A Tarde, na entrevista concedida por Gilberto Gil.

Gilberto Gil elogiou a estratégia da presidente Dilma Rousseff de criar uma aproximação maior com a situação e os partidos da base aliada ao retomar o ‘Conselhão’, formado por 90 notáveis de vários segmentos da sociedade. “Um dos aspectos mais insistentes nas críticas que se fazem à presidente é o fato de que ela não dialoga, não investe na aproximação com os vários setores da vida política, não trabalha no sentido mais ecumênico da política. Então, tenho impressão de que os gestos todos dela são nesta direção, de tornar uma gestão mais ativa, mais partilhada”.

Ele disse acreditar que o processo de impeachment morreu e que a política precisa se reeducar. Para Gil, a Operação Lava Jato pode ser o início desse processo. “Há quatro, cinco, oito anos atrás, quando vinha essa queixa contra os políticos e a corrupção, eu costumava dizer sempre: ‘Olha, não só são os políticos’. E se a gente for olhar bem, eles não são nem os principais responsáveis. A Lava Jato mostra muito claramente isso, os grandes interesses (empresariais e econômicos).”
Já sobre o ex-presidente Lula, Gil falou que tem esperanças de que ele “possa se livrar das investigações”. “Que ele possa ter saídas, que não comprometam definitivamente sua estatura, sua presença, sua história, sua dimensão de homem público, defensor dos setores menos protegidos da sociedade brasileira, que ninguém pode negar que ele seja um deles. Ele tem sido um deles. Enfim, tomara que ele se livre de tudo isso”.

Luis Nassif OnlineLuis Nassif Online

Relato de um historiador brasileiro em Havana, capital cubana ! ! !

Uma experiência interessante
Bitencourt em visita a Cuba, ao fundo a Praça da Revolução. Por Denise Felipe Ribeiro.


Por Roberto Bitencourt da Silva no Diário Liberdade

Cheguei essa semana de viagem à Cuba. Trata-se de um país sensacional, com um povo tão simpático e acolhedor como o brasileiro, que revela traços culturais muito semelhantes, na música, na alimentação, no jeitão descontraído.

Em função das imagens depreciativas e preconceituosas a respeito da nação coirmã da América Latina, que grassam nos principais meios de comunicação brasileiros, me vejo impelido a tecer algumas observações sobre o que vi, li e ouvi no belo país caribenho.

Privilegio impressões que tive do cotidiano, especialmente da cidade de Havana e em conversas com moradores, trabalhadores e estudantes.

Assim, essas observações possuem um caráter fragmentário, mas que procuram destacar algumas características, virtudes, problemas e dilemas vivenciados pelo povo cubano.

Está aí um povo conversador. Os cubanos gostam, realmente, de uma prosa, em nada devendo à nossa boa gente, em particular da querida Minas Gerais.

Um povo curioso com o que se passa em outros lugares, inclusive o Brasil, apresentando-se bastante compreensivo com as diferenças políticas e culturais dos países. Tem muito o que ensinar, mas gosta bastante de aprender.

Uma nação marcada por grande tranquilidade e segurança nos espaços públicos. Subproduto do acentuado igualitarismo social e econômico e da expressiva assistência social e educacional concedida às crianças e aos jovens.

Dá bastante gosto ver a criançada e a juventude com seus uniformes arrumadinhos nas escolas. A educação é oferecida em regime de horário integral. Não existem menores abandonados nas ruas.

À noite os adolescentes circulam tranquilamente nas praças e demais áreas públicas, desfrutando o sabor da idade. Não existe a lastimável condominização da vida urbana, que conhecemos em nossas metrópoles.

Os cubanos são fãs das telenovelas produzidas pela Rede Globo. Ao saberem que sou brasileiro, sempre disparavam ansiosas perguntas em relação ao final da novela “Império”. Demonstram um verdadeiro encantamento com a técnica, a capacidade artística, o humor e certa imagem de prosperidade do Brasil.

Por via das novelas, as questões da violência e da falta de assistência aos jovens e às crianças em nosso país chamam demasiadamente a atenção dos cubanos. Compreensível, já que, entre os países que integram a periferia do sistema internacional, difícil encontrar nação que ombreie com Cuba na importância concedida à infância e à adolescência.

Cumpre destacar que se trata de um país dotado de contradições, menores que as brasileiras, nem por isso mais fáceis de serem resolvidas. O embargo norte-americano e a tímida base técnica e industrial da nação cubana são fatores problemáticos.

As estreitas – e possivelmente inevitáveis – relações comerciais estabelecidas no passado com a Rússia socialista não propiciaram diversificação das atividades produtivas. Um fenômeno que há muito preocupava a Ernesto Che Guevara, um extraordinário ícone político local.

Sob o ponto de vista da base produtiva, o país revela algumas características que tipificam as nações dependentes e periféricas. Suas atividades principais são o açúcar, o tabaco, o rum e o turismo. Contudo, possui grande domínio técnico-cientifico em tecnologias associadas à saúde.

Restringindo o comércio exterior cubano, o bloqueio econômico norte-americano implica em encarecimento dos bens e insumos importados. O governo dos EUA, entre 2009 e 2016, aplicou significativas multas às empresas norte-americanas que fizeram negócios com Cuba, alcançando soma superior a 14 bilhões de dólares (Granma, 30/01/2016, pág.5).

Um problema que eleva demasiadamente os preços de diversos bens de consumo pessoal e familiar. Fonte de descontentamento entre diversas pessoas com as quais tive a oportunidade de conversar, que não possuem acesso a produtos tidos como triviais para os parâmetros brasileiros, mesmo para um trabalhador humilde do nosso país.

Visando superar tal dificuldade, o governo cubano tem implementado políticas de atração do investimento externo, principalmente por meio da criação de joint ventures com empresas espanholas e francesas.

Segundo notícia do jornal Granma (30/01/2016, pág.1), o Partido Comunista de Cuba, em 2011, decidiu “fazer da inversão” estrangeira “uma base principal do desenvolvimento”, com o objetivo de construir um “socialismo justo, sustentável e próspero”.

Todavia, há distorções sociais claras, estimuladas pelo incentivo ao turismo enquanto fonte de divisas. Obter CUCs (a moeda conversível ao dólar e, principalmente, ao euro) permite a aquisição de bens de consumo iluminados pela propaganda das corporações multinacionais e que propiciam mais conforto individual e doméstico.

Com isso, não foram poucos os casos em que me deparei com profissionais altamente qualificados, que deixaram setores como o ensino e a saúde, para dedicarem-se ao setor de turismo. A contradição gerada não é pequena, pois causa certa insatisfação com o que alguns disseram tender à promoção de um rebaixamento da qualidade da educação e da saúde.

As distâncias sociais não são pronunciadas, variando ao redor de 6 a escala entre os menores e os maiores rendimentos da população. Estes, alcançados por médicos, dirigentes de empresas estatais e professores com titulação mais alta.

Os salários variam, aproximadamente, entre 250 e 1500 pesos cubanos (moeda não conversível), o que corresponde a cerca de 10 a 60 euros.

A moradia é assegurada a todos, que detém uma espécie de propriedade familiar. A alimentação é subvencionada pelo Estado, assim como a educação e a saúde são gratuitas. Artes e entretenimento, em boa medida, também subvencionados, com amplo acesso.

O calcanhar de Aquiles, como mencionado anteriormente, é o acesso a bens elaborados não produzidos no país. Aí o CUC torna-se um atrativo especial. O contraste com o padrão de consumo dos turistas e com conhecidos e familiares de Miami também reforça certo descontentamento em face do escasso poder de compra de bens importados.

O “jineterismo”, isto é, práticas que vão de pequenas, mas não violentas, malandragens à prostituição é visível, particularmente em alguns trechos na área turística de Habana Vieja. Diga-se, fenômeno que, de forma alguma, envolve crianças e jovens.

Outra variável que suscita distorções na sociedade cubana é a estratégia norte-americana de estímulo à imigração, por intermédio da política dos “pés molhados” (Granma, 29/01/2016), em que são reservados direitos que nenhum latino-americano possui ao emigrar para os Estados Unidos.

Ademais, há lei norte-americana especialmente voltada à emigração de médicos cubanos, nos países em que atuam por conta das parcerias com o Estado cubano. São fortes atrativos, que guardam o potencial de minar os laços de solidariedade coletiva.

O poder do dinheiro, do comércio, como diriam Marx e Engels, são vetores poderosos para derrubar qualquer muralha da China. Afetam, precisamente, a vida cotidiana, implicando na disseminação de possíveis hábitos, costumes e expectativas das pessoas.

No entanto, para mobilizar categorias do antigo debate promovido por Che Guevara, não são apenas os “estímulos materiais” que marcam o horizonte dos cubanos. O idealismo, ou o guevarista “estímulo moral”, também se encontra presente e com força.

Foi bastante perceptível no evento promovido por estudantes da educação básica e universitária em homenagem a José Martí, personagem merecedor de enorme reverência em diversos lugares de memória nos espaços públicos.

A Marcha de las Antorchas, em que ocorre um desfile estudantil em homenagem ao ícone que simboliza o ideal de soberania e libertação nacional, ocorrido ao final de janeiro, foi emocionante. Uma multidão que ecoava cânticos a favor da Revolução socialista e da defesa do interesse nacional.

Senhores com idade mais avançada bradavam, com empolgação nas ruas, o nome do Comandante Fidel.

Estudantes do curso de História da Universidade de Havana, com os quais tive a satisfação de trocar ideias, exaltavam a Revolução, afirmando que “antes os negros não tinham acesso à universidade”.

Os negros, me informaram, inclusive, eram proibidos de circular no bairro cujo nome é autoexplicativo: Vedado. Uma localidade aprazível, que antes da Revolução liderada por Fidel Castro era habitada somente por ricos. Hoje, nele moram trabalhadores, também, negros.

Ademais, simpático e erudito médico, com quem tive a oportunidade de conversar mais longamente, explicou-me haver certos contrastes geracionais, particularmente envolvendo os adultos entre 30 e 50 anos, de um lado, e os mais velhos e mais jovens, de outro.

O referencial civilizatório norte-americano na geração que passou pelo duro “período especial” dos anos 1990, disse-me, é forte. Mas, de acordo com o médico, ele não sai do país porque gosta do que faz, se sente importante e prestigiado, apesar de receber muito menos do ganharia se emigrasse.

Reforçou sua opinião, bem ao estilo preconizado pelo ideário guevarista, que o “importante na política, veja, não se esqueça, é a igualdade. A igualdade sempre”.

Em franca convergência com esta dimensão moral, no período em que lá estive, encontrou-se em visita à Cuba o ex-presidente e senador uruguaio, Pepe Mujica. Em conferência na Casa de las Américas, assim como na televisão, Pepe ressaltou a necessidade de as esquerdas e os povos valorizarem aspectos da vida não submetidos ao universo do consumo material.

Em resumo, o que se pode dizer é que a dialética entre os estímulos materiais e morais reflete com certa nitidez as contradições sociais e econômicas do país. Só o povo e o governo cubanos têm capacidade e autoridade para definir como combiná-los, ou o que deve ou vai prevalecer com o tempo.

Encerro essas ponderações com a lembrança de diálogo travado com um garçom, que demonstrava bastante curiosidade sobre o nosso país.

Ao dizer-lhe que o Brasil era um país diversificado, cultural, étnica e geograficamente, salientando que era territorialmente imenso, aproximadamente do tamanho da Europa menos a Rússia, ele silenciou e ficou pensativo. Não disse mais nada. Não sei em que pensava.

Mas, hoje, posso afirmar que, ao visitar Cuba, um país pequenino, com poucos recursos, que fez e faz muito, também fico muito pensativo sobre nossas enormes possibilidades enquanto sociedade mais justa, solidária e soberana. Igualmente sobre as inconsequentes, conservadoras e subalternas escolhas que há décadas temos feito.

Roberto Bitencourt da Silva é historiador e cientista político brasileiro.

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Entenda o PORQUE da “grobo” espalhar a crise e mais crise... ! ! !

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Globo, Sergio Moro e PSDB; tudo a ver.

Por que a TV Globo faz uma programação sinistra que só fala em crise, crise e crise? A crise existe, mas o noticiário dela Globo é excessivamente pessimista, ocultando – de propósito - as notícias boas, que também existem.

A banda larga fixa cresceu 6,7% em 2015, fechando o ano com 25,6 milhões de acessos fixos (quase 40% dos domicílios brasileiros). A banda larga móvel teve um crescimento maior, chegando aos 14% no mesmo período, com 191,8 milhões de acessos. Isso no pior ano da crise. Imagine o crescimento que terá neste ano em que a economia e o emprego já começam a dar ares da graça.

A propaganda exagerada que a Globo faz da crise provoca desânimo em pequenos empresários para iniciarem ou expandirem seus negócios e provoca medo nos consumidores, e isso também atrapalha a economia retomar o crescimento.


A Globo espalha o "vírus da crise" igual o mosquito Aedes Egypt espalha o Zika.

Alguns mercadinhos ficaram com algumas prateleiras vazias na virada de ano porque vendeu mais do que esperava e ficou sem estoque. Ou seja, a “grobo” fez projeção pessimista e acabou influenciando pequenos comerciantes em suas vendas.

Tá certo que a história da emissora sempre foi golpista e a propaganda do "quanto pior, melhor" se encaixa no golpe para derrubar um governo trabalhista e popular, mas seus donos não costumam rasgar dinheiro, e a crise tem afetado o faturamento da emissora.


Acho que tem uma explicação. Com a crise a Globo sente essa decadência aí, com o meio TV aberta perdendo cerca de 7% em receitas. Sem crise, a banda larga chega mais rápido a mais lares, fazendo a TV perder mais audiência ainda para o Netflix, para o Youtube, para as redes sociais.

Ou seja, para a Globo não quebrar mais cedo, depende do brasileiro mais pobre não melhorar de vida para não ter banda larga. Mais um motivo para os brasileiros que querem prosperar e ver
o Brasil prosperando não assistirem a urubulogia da Globo.

Veja AQUI o que a "grobo" NÃO vê ! ! !

Como a TV Globo é uma espécie de mosquito do zika vírus para espalhar crise econômica na cabeça do brasileiro, provavelmente você não verá essa notícia no Jornal Nacional, ou se ver será sem destaque.

A lotação dos hotéis no carnaval está maior neste ano do que no ano passado. Isso é crescimento da atividade econômica no setor.

Em Salvador (BA), os últimos números apurados já davam 95% de ocupação (maior do que no ano passado), e a rede hoteleira esperava chegar a quase 100%.

Em Fortaleza (CE) os números divulgados antes do início do carnaval também teve um aumento de 5,1% na ocupação em relação ao ano passado. Às vésperas do carnaval a ocupação atingia 88,9%. Com os turistas de última hora, o número deve ter aumentado. No interior do Ceará a ocupação era maior ainda. Canoa Quebrada estava com 94,8% de ocupação, seguida por Jericoacoara (93,6%), Porto das Dunas/Prainha (93%), Guaramiranga (88%), Cumbuco (86%) e Praia das Fontes/Morro Branco (82,9%).

No Rio de Janeiro, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis-RJ, na semana passada a média de ocupação na capital também teve um crescimento em relação ao ano passado, atingindo 82,20%. No interior o crescimento foi 3,35% com ocupação de 95%.

Hospedagens alternativas tem um crescimento maior ainda. A plataforma Airbnb, uma espécie de "uber" de imóveis, onde proprietários particulares oferecem quartos ou casas para hospedagem, registrou crescimento expressivo. Os destinos com maior crescimento foram Cabo Frio/RJ (122%) e Florianópolis (72%).

A quantidade de turistas que desembarcaram no Rio em navios de cruzeiro é 85% maior do que no carnaval 2015.

Os aeroportos do país também estão cheios. A expectativa é 7,3 milhões de passageiros passando pelo 15 principais aeroportos do País no período de carnaval. Estão programadas 16.200 partidas no período, 3% a mais que as 15.770 decolagens do Carnaval 2015.

A alta do dólar facilita o crescimento do turismo internacional ao Brasil. E o turista brasileiro também viaja mais pelo Brasil quando as viagens ao estrangeiro tornam-se mais caras.
 Acesse: osamigosdopresidentelula.blogspot.com.br

FRASE DA SEMANA ! ! !

“Nós identificamos como prioridade derrotar a tentativa de golpe e aprovar as medidas para retomada da atividade econômica, do emprego, da renda, com a manutenção de direitos sociais; precisamos taxar as grandes fortunas para que programas sociais em benefício do povo sejam mantidos.”


Afonso Bandeira Florence nasceu na cidade de Salvador, capital baiana, no dia quinze de outubro de 1960. É filho de Luiz de Carvalho e Aracy Bandeira Florence, professores da rede pública estadual. Formado em História pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), é professor da Universidade Católica de Salvador. Membro da Democracia Socialista, tendência interna do PT. Entre 2007 e 2010, exerceu o cargo de secretário estadual de Desenvolvimento Urbano da Bahia, durante a primeira gestão do governo Jaques Wagner (PT). Naquela função, desenvolveu a maior política pública de reforma urbana, habitação, água e saneamento da história do Estado, além de coordenar programas para populações de baixa renda como o Casa da Gente e o Água Para Todos. Foi diretor do Centro de Estudos Afro-Orientais (CEAO) e recebeu da Câmara Municipal de Salvador, em 2010, a Medalha Zumbi dos Palmares, por sua contribuição à luta contra o racismo, a discriminação e a intolerância. Neste mesmo ano, foi eleito deputado federal e indicado pela Presidenta Dilma Rousseff para compor seu governo como ministro do Desenvolvimento Agrário. Militante histórico do PT, Florence tem sua trajetória pautada nas lutas dos movimentos sociais. Ele defende imposto sobre grandes capitais a cima de um milhão de reais, pois essa tributação vai ajudar na manutenção dos programas sociais do governo, como o Bolsa Família, o mais Médicos e mais investimentos na estrutura pública para voltar a alavancar empregos e o progresso do País. Foi eleito no dia 3 deste mês, por unanimidade, entre os colegas de bancada, líder do partido na Câmara dos Deputados, e comandará os trabalhos e diretrizes do PT na casa até janeiro de 2017.