José Genoino: “Rapaz, você não sabe quanto eu sofri nesses 14 anos”

Publicado originalmente no blog do Esmael Morais
O
ex-presidente do PT, José Genoino, falou ao Blog do Esmael após a decisão do
Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), de Brasília, que, na terça-feira
(18), extinguiu a punibilidade dele e do ex-tesoureiro do Partido dos
Trabalhadores, Delúbio Soares.
A Terceira Turma do TRF1, por unanimidade, decidiu pela prescrição do crime de
falsidade ideológica na ação penal relativa ao BMG, uma derivação do chamado
Mensalão.
“Rapaz, você não sabe quanto eu sofri nesses
últimos 14 anos”, disse Genoino ao titular desta página. O ex-presidente do PT
iria conceder uma entrevista exclusiva ao Blog do Esmael, mas teve de
cancelá-la em virtude do contrato com sua editora.
José Genoino está escrevendo uma
autobiografia sobre a participação dele na militância estudantil, na guerrilha
do Araguaia, no parlamento e na presidência do PT. A história começa em
Quixeramobim, cidade em que ele nasceu no Ceará.
Na obra ainda no prelo, o petista detalha
como ele passou de guerrilheiro a figura estratégica na articulação entre PT e
as Forças Armadas nos governos Lula (2003-2010) e Dilma (2011-2016).
Ex-presidente nacional do PT, Genoíno foi condenado em 2012
no processo do mensalão a 4 anos e 8 meses de reclusão. Cumprida em regime
semiaberto e domiciliar, a pena foi extinta em 2015 pelo STF.
Em novembro de 2013, o então deputado
federal licenciado sofreu um infarto. Na época, ele cumpria pena no Complexo
Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Isso e muito mais
José Genoino promete relatar na sua esperada biografia.
Deu no New York Times:
Bolsonaro chafurda na lama da corrupção
O New York Times,
em página inteira, diz que a reeleição do presidente brasileiro Jair Bolsonaro,
em 2022, pode ser atrapalhada por casos de corrupção.
A
maior publicação do mundo relata os repasses do ex-assessor Fabrício de
Queiroz, de R$ 89 mil, para a primeira-dama Michelle Bolsonaro.
O Times ainda
discorre sobre a rachandinha, que o jornal descreve como “roubo” de dinheiro
público a partir de contratação de funcionários fantasmas para cargos públicos.
Além do filho
Zero Um, o senador Flávio Bolsonaro, o New York Times também lista o próprio
presidente Jair Bolsonaro como praticamente desse “esporte” da rachadinha
quando era deputado federal.
O
jornal americano ainda destaca a falência do modelo de combate à corrupção,
pelo judiciário, agravado com a saída do ex-juiz Sérgio Moro do governo
Bolsonaro.
Mas, com certeza,
Sérgio Moro também não seria solução para o Brasil. A Lava Jato quebrou o
Brasil, enquanto o ex-juiz falava em suposto combate à corrupção.
No Brasil, somos
mais de 80 milhões de desempregados, precarizados, informalizados, uberizados,
pejotizados, enfim, semiescravizados pelo capital.
Bolsonaro
faz um governo para os banqueiros e barões da velha mídia, enquanto cede
algumas migalhas a título de auxílio emergencial de R$ 600 durante a pandemia.
Para comprovar
seu desprezo com os mais pobres, o presidente Jair Bolsonaro tende a reduzir
para R$ 300 essa importante porém pequena ajuda governamental.
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