domingo, 12 de janeiro de 2014

Família Jereissati ADORA (?) pobre !!!

ROLEZINHO: UMA COLOSTOMIA NO CINISMO E NO PRECONCEITO DE CLASSES. NO SHOPPING DA FAMÍLIA JEREISSATI, PRETO, POBRE E PUTA, SÓ A SERVIÇO.



Medo de 'rolezinho' faz JK Iguatemi barrar menores e até funcionários

Após pedido do shopping, Justiça estabeleceu multa para quem participasse do evento

11 de janeiro de 2014 | 18h 24
Polícia em frente ao shopping JK para impedir o rolezinho. - Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão
Polícia em frente ao shopping JK para impedir o rolezinho.
(Atualizado às 18h39)
SÃO PAULO - Marcado para o início da tarde deste sábado, 11, o "Rolezaum no Shoppim", no JK Iguatemi, na zona sul de São Paulo, não aconteceu, mas causou apreensão entre lojistas e a administração do shopping. O evento tinha cerca de 2.200 confirmados no Facebook, mas segundo seu próprio criador, o professor de Inglês Giancarlo Ferreira, de 23 anos, tudo não passava de uma brincadeira. "Estamos buscando nossa criança interior e essa é apenas uma maneira de conectar pessoas em um ambiente seguro e confortável", disse ele.
As portas de abertura automática do shopping permaneceram desligadas até por volta das 16h, e os seguranças organizaram uma espécie  de "seleção" na entrada. Menores de idade (ou quem parecesse menor de idade) desacompanhados eram barrados e só podiam entrar se comprovassem trabalhar no local.
"Eu cheguei e me pediram um documento. Quando apresentei, eles perguntaram se eu trabalhava aqui e pediram um cartão da loja. Aí não explicaram nada e me deixaram entrar", contou Enock Reis, de 21 anos, vendedor da Luigi Bertolli.
Na entrada do shopping, um cartaz avisava que o "Rolezaum" tinha sido proibido por uma liminar de Justiça e que os participantes poderiam receber multar de R$ 10 mil. "A imprensa tem noticiado reiteradamente os abusos cometidos por alguns manifestantes. Ressalta-se que não se pretende impedir o direito de manifestação, mas este deve ser exercido dentro de limites que facilmente se extraem da interpretação sistemática do arcabouço constitucional", diz a liminar do juiz Alberto Gibin Villela, da 14ª Vara Cível da Comarca de São Paulo.
O próprio Giancarlo não compareceu ao "Rolezaum". "Estava de ressaca e não consegui acordar", contou ele, que também não sabe de ninguém que tenha ido até o JK. De acordo com o professor, o shopping - um dos mais caros da cidade - foi escolhido porque ainda não havia sido organizado nenhum evento do tipo lá. "Não esperava toda essa repercussão", garantiu. Giancarlo nega ainda que a brincadeira tenha sido uma crítica. "Deixo as críticas sociais para a academia."
"Se eu soubesse desse evento nem teria vindo aqui. Poderia ter sido roubado no meio da confusão. Vi carros da polícia quando cheguei, mas imaginei que uma loja tinha sido assaltada, e não que havia possibilidade de arrastão", comentou o consultor de vendas José Braz.
A notícia de que um "rolezinho" poderia ter acontecido no JK Iguatemi - um dos shoppings mais caros da cidade - também causou descrença entre alguns frequentadores. "Tem gente falando que esses rolezinhos são uma manifestação de vanguarda, mas isso é uma grande bobagem. E duvido que fosse acontecer aqui. Esse shopping é do Jereissati. Se acontece alguma coisa, o governador manda um batalhão inteiro da Policia Militar", afirmou o advogado João Antônio Carlos da Silva, que fazia compras ao lado da mulher e da filha na tarde deste sábado.
Em nota, o shopping limitou-se a afirmar que "tem como procedimento padrão atuar para garantir a segurança e a tranquilidade de seus clientes, lojistas e colaboradores visando conforto nas compras, lazer, cultura e entretenimento". 
Acesse 

sábado, 11 de janeiro de 2014

Daniel Dantas e ministro Gilmar Mendes são citados em livro-denúncia !!!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Censurado pela imprensa mais corrupta da face da Terra, 'Jornal Nacional' à frente, aquela ligada aos poderosos que nos escraviza desde a formação do Estado Brasileiro, aquela que quer retornar ao poder, aquela que conta com colunistas nauseabundos que vivem das migalhas das mesas da 'Casa Grande' e pensam que fazem parte da 'elite', mas não passa de capachos e capitães-do-mato que perseguem o povo brasileiro por 30 moedas essa instituição falida e corrupta sim, censurado pela Imprensa Brasileira.

Daniel Dantas e ministro Gilmar Mendes são citados em livro-denúncia

10/1/2014 12:07
Por Redação - de São Paulo

Daniel Dantas volta à tona em um livro-denúncia sobre a investigação da Polícia Federal
Daniel Dantas volta à tona em um livro-denúncia sobre a investigação da Polícia Federal

O livro-denúncia do jornalista Rubens Valente, que chegou às prateleiras nesta sexta-feira, detalha os bastidores da operação policial que investigou os negócios do banqueiro Daniel Dantas, em 2008, e traz documentos inéditos recolhidos durante as investigações. Conduzida pela Polícia Federal (PF), a Operação Satiagraha, expressão em sânscrito que significa “busca da verdade”, causou um alvoroço na República após a prisão temporária de Dantas e outros 23 envolvidos. Após um extenso trabalho de investigação policial, conduzido por Protógenes Queiróz, delegado da PF à época e hoje deputado federal (PCdoB-S), todo o processo foi anulado no Superior Tribunal de Justiça, devido à possíveis ilegalidades cometidas ao longo das investigações.
O material inédito inclui mensagens eletrônicas interceptadas pela PF na casa do consultor Roberto Amaral, que trabalhou para Dantas entre 2001 e 2002, no fim do governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Segundo o livro, as mensagens sugerem que Dantas pediu ajuda ao ex-presidente e a outras autoridades para barrar investigações que o Ministério Público conduzia sobre seus negócios na época. Dantas, que controla o grupo Opportunity e administra recursos de investidores brasileiros e estrangeiros, adquiriu participações em várias empresas privatizadas no governo FHC, em especial no setor de telecomunicações.
Parte do dinheiro administrado pelo Opportunity, na época, pertencia a um fundo sediado nas Ilhas Cayman, um paraíso fiscal no Caribe, e as autoridades sempre suspeitaram que políticos e investidores brasileiros participavam desse fundo, o que as leis brasileiras proibiam. Verônica Serra, filha do candidato tucano derrotado em 2010, José Serra, operava uma empresa em sociedade com Verônica Dantas, irmã do banqueiro envolvido na investigação. Segundo apurou o jornalista, Amaral enviou várias mensagens a ajudantes de ordem de Fernando Henrique, na tentativa de falar com o então presidente da República. Não há registro de que esses e-mails foram encaminhados a FHC e lidos por ele, embora este dado seja irrelevante, pois as mensagens poderiam chegar ao então ocupante do Palácio do Planalto por outros meios.
Nas mensagens obtidas por Valente, Dantas era tido como amigo do atual ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, então chefe da Advocacia-Geral da União. Um trunfo dentro do governo. “Um dos e-mails sugere que Dantas contava com o apoio de Mendes numa disputa com a Agência Nacional de Telecomunicações e para manter na agência um procurador simpático a seus interesses. Em 2008, quando Mendes estava no Supremo e Dantas estava preso, o ministro concedeu habeas corpus para libertá-lo e fez críticas públicas à maneira como as investigações foram conduzidas”, afirma o texto de divulgação do livro, publicado na edição desta sexta-feira do diário conservador paulistano Folha de S. Paulo.
– Eu nunca vi Daniel Dantas. Na Satiagraha, houve abuso na investigação e minhas decisões impuseram uma derrota ao Estado policial – defende-se Mendes, em entrevista à Folha.
Em mensagem a Rubens Valente, o ex-presidente Fernando Henrique disse que sabia da relação de Roberto Amaral com Daniel Dantas e afirmou que nunca tomou medidas para favorecê-lo. A assessoria do Opportunity afirmou que Dantas desconhece as mensagens encontradas pela polícia na residência de Roberto Amaral.
Mensagem cifrada
Dantas e Mendes estão na capa da revista Carta Capital desta semana
Dantas e Mendes estão na capa da revista Carta Capital desta semana

O livro Operação Banqueiro – Uma trama brasileira sobre poder, chantagem, crime e corrupção, além de contar a história de como o banqueiro Daniel Dantas escapou da prisão com apoio do STF, mostra como ele virou o jogo, passando de acusado a acusador. A primeira edição chega às livrarias com 20 mil exemplares de 464 páginas, ao custo de R$ 44,90. Entre as ‘pérolas’ reproduzidas na obra, está uma mensagem de Amaral a Daniel Dantas, cifrada, na qual encaminha uma possível resposta a outra mensagem, que lhe teria escrito o então ministro José Serra. O tom é extremamente mal criado:
“Recebi seu recado lido por amigo comum. Aviso‑lhe: não mais mande‑me (sic) recados neste tom: acho que você estava fora de si quando mandou esta infeliz mensagem. Não sou lambe‑cu acanalhado ou acarneirado. Você sabe disso. Já fiquei seis anos sem falar com você e, se necessário, fico mais vinte. Não sou Roseana ou Sarney. Você precisa de mim e eu não preciso de você. Você vá ser acavalado, acerbo, com quem tem obrigação de aguenta-lo. Quanto à sua bizantina observação sobre D (Dantas), devo dizer‑lhe: Você não sabe de nada — nada mesmo. Ponha isto na sua cabeça. Ele é credor, grande credor. Eu e duas pessoas sabemos disso. Não seja encegueirado e não se deixe embair pelo pequeno Sérgio Andrade (…) Cópia deste vai para a Pessoa”.
Além de Serra, o autor de Operação Banqueiro também fala do papel do então presidente do STF, Gilmar Mendes, na campanha contra a operação policial e a favor de Dantas e desmonta “algumas versões mentirosas alimentadas com o único intuito de anular a condenação do banqueiro a 10 anos de prisão por suborno”, afirma. Em entrevista à revista CartaCapital, que chegou aos assinantes nesta sexta-feira, afirma que “o aspecto mais grave foi a interdição da investigação, a impossibilidade de as autoridades levarem a apuração inteira até o final. Em termos gerais, a regra do jogo do processo penal no Brasil é simples: o delegado aponta evidências, o procurador acusa ou não, o juiz julga”.
– Ao longo do processo, o réu se defende. Em caso de inocência, após o processo o réu pode buscar a punição dos responsáveis por um eventual erro judicial. Mas no caso da Satiagraha, o delegado foi proibido de investigar e o juiz foi impedido de julgar. O sistema foi brutalmente bloqueado, de modo a não funcionar, a não concluir sequer a apuração inicial. Ao longo de 24 anos como repórter, li e acompanhei algumas dezenas de inquéritos policiais. Mas nunca vi uma inversão de fatores tão dramática e na dimensão deste caso. Eu só posso qualificar o rumo dos acontecimentos como espantoso. Que dizer de um cidadão que não chega a ser julgado, mas em poucos meses passa a acusador em um processo contra o próprio delegado e o próprio juiz que o prenderam? É o sonho de todo investigado. As instituições estão em risco quando um acusado consegue impedir que a atribuição de um fato criminoso seja devidamente apurada até o fim pelos órgãos públicos – afirmou.
Leia, adiante, a entrevista de Valente à revista:
– Daniel Dantas não só conseguiu anular na Justiça a operaçao como leis e regras judiciais foram mudadas depois da ação policial, entre elas o uso de algema (a Lei Dantas), que passou a ser disciplinado. De onde provém tanto poder?
– Até 2010, o Opportunity sequer constava nas listas de doadores das principais campanhas eleitorais registradas na Justiça eleitoral. Estranho que uma empresa com tantas relações no meio político não tenha colaborado para eleições até aquele ano. Mas certa vez um advogado de Dantas o descreveu como um indivíduo com boas relações com o Congresso, com os poderosos, uma pessoa “que se vira”. De fato, as relações de Dantas com políticos parece ser um traço fundamental na sua trajetória. Mas isso não explica tudo. No livro procurei descrever as relações de amizade e acadêmicas de advogados de Dantas e do banco Opportunity com o ministro do Supremo Gilmar Mendes. Que durante a presidência do STF disse abertamente se opor ao que chamava de abusos do Ministério Público e da Polícia Federal. As coisas se juntaram. Sem Mendes na presidência do Supremo, nem todo o prestígio de Dantas teria sido capaz de reverter o jogo de forma tão espetacular. A alteração de regramentos se deveu ao empenho pessoal de Mendes, que chegou a convocar um “pacto social” e chamar o presidente da República “às falas”. Ele se tornou um ator fundamental no processo de desqualificação da Satiagraha. Partiu do Supremo o vazamento de um relatório, depois desmontado pelos fatos, que sugeria a existência de grampo sobre autoridades do tribunal. E partiu de Mendes a decisão de acolher a tese de que o juiz Fausto De Sanctis havia se “insurgido” contra o Supremo pelo simples fato de ter ordenado uma segunda ordem de prisão contra Dantas. Como se um juiz não pudesse julgar de acordo com sua consciência. A ideia de uma suposta “rebeldia” comoveu outros ministros do STF, que chegaram a falar em “união” em defesa do tribunal. Como se o Supremo fosse um clube no qual os filiados devem “defender” uns aos outros, e não meramente analisar fatos e provas.
– A introdução de Operação Banqueiro cita excessos e equívocos do delegado Protógenes Queiroz. Essas falhas eram suficientes para anular o processo?
– A defesa do banqueiro se aproveitou dessas falhas. Mas o delegado muito mais acertou do que errou. Ele acertou ao elaborar e colocar em prática um plano que levou à documentação da oferta de suborno e à apreensão do dinheiro que seria usado como propina para ele e outro delegado do caso. Foi uma situação arriscada, que ele soube concluir com sucesso. Acertou ao conseguir uma ampla interceptação de telefones e de comunicações por internet com ordem judicial que trouxe evidências importantes para a investigação. Acertou ao não se dobrar às dificuldades do inquérito, que tratava de temas variados e de certa complexidade técnica. Esses méritos, porém, foram ofuscados pela intensa campanha de desmoralização que ele e a Satiagraha sofreram em diversos níveis e por diferentes meios. Seus erros, por mais banais, acabaram amplificados à exaustão. Por quê? Porque ele era a peça mais fraca do inquérito, havia sido abandonado à própria sorte pela sua instituição, a Polícia Federal. Qualquer jornalista com alguma experiência em processos judiciais sabe que todo e qualquer inquérito policial, todo e qualquer, repito, contém certa dose de erros, imprecisões ou conclusões sem rigorosa base nos fatos. Mas o trabalho de um delegado é apenas uma parte do processo. O sistema judicial possui freios e contrapesos que permitem que as opiniões do delegado sejam verificadas por outras instâncias, a saber: o Ministério Público, o juiz e os advogados dos réus. O beabá de um advogado criminalista é descobrir esses erros e, por meio deles, tentar obter alguma vitória judicial, na estratégia de convencer o Judiciário sobre as “ilegalidades” da polícia. O jornalista isento que ler com paciência o inquérito da Satiagraha vai concluir que os erros cometidos pelo delegado ao longo da operação, talvez o principal deles tenha sido pedir a colaboração de agentes da Abin sem um respaldo superior da direção da Polícia Federal, jamais teriam a capacidade de levar à anulação da operação. Em situações normais de temperatura e pressão, seus erros poderiam ser censurados e corrigidos, mas não teriam qualquer repercussão em termos de legalidade.
– Ao longo da apuração, você encontrou alguma prova ou indício de que o então presidente do STF, Gilmar Mendes, ou algum integrante do tribunal foi grampeado pela Policia Federal ou pela Abin?
– Sob vários pontos de vista (jornalístico, técnico, jurídico e mesmo ético), não é mais possível aceitar que essa suspeita continue a ser veiculada como fato, pois todas as imensas e complicadas investigações desencadeadas por diferentes órgãos públicos jamais localizaram qualquer prova material de grampo telefônico ou ambiental sobre qualquer ministro do STF. Eu cuidei de verificar esse ponto quase à exaustão. Ouvi com atenção e a necessária dose de desconfiança integrantes daOperação Satiagraha, li as conclusões das investigações policiais, vi os laudos do material apreendido. Não há uma linha sequer sobre constatação de grampo contra autoridades do Supremo. Esses são os elementos concretos que integram o processo. Fora disso, só mesmo a paranóia, alimentada por um estranho silêncio das autoridades encarregadas de verificar a existências desses supostos grampos. A Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República sabem muito bem que não existe prova alguma dos grampos, mas até hoje, mais de cinco anos depois, jamais vieram a público fazer o desmentido cabal. Nunca prestaram contas das investigações. Esse ato de transparência deveria ter ocorrido há muito tempo, pois instituições e figuras públicas foram colocadas em xeque.
– E quanto as supostas ilegalidades cometidas pela Abin?
– Li e reli várias vezes os diversos depoimentos e documentos que integram aSatiagraha e o inquérito aberto para apurar a participação da Abin. A única conclusão possível é que a Abin não usurpou o papel de investigação consagrado pela Constituição às polícias. A Abin não interceptou nenhum telefonema, não tomou nenhum depoimento e não requisitou ao juiz do caso nenhuma medida de qualquer natureza. Em suma, os agentes da Abin em momento algum conduziram o inquérito. Por todo o tempo a investigação continuou presidida pela autoridade policial, com a devida fiscalização do Ministério Público e sob os olhares do Judiciário. O papel dos agentes da Abin se restringiu a acompanhar e fotografar alvos nas ruas, ler e-mails interceptados por ordem judicial, transcrever conversas interceptadas com ordem judicial. Ou seja, era um papel meramente auxiliar. Um trabalho braçal. No pendrivedo delegado Protógenes foram apreendidos também documentos em wordproduzidos por agentes da Abin sobre algumas autoridades. Esses papéis, que incluem dados delirantes e informações de difícil comprovação, jamais foram anexados à Satiagraha. São imprestáveis como prova, tanto que o delegado não os juntou ao inquérito. E foi apenas esse o papel da Abin. Por que a eventual participação de agentes da Abin em certo ponto do inquérito poderia ser capaz de anular a operação inteira? Não há uma única participação, nem mesmo lateral, de agentes da Abin no episódio do suborno de dois delegados federais. A alegação de que a mera e pontual ajuda de alguns agentes da Abin em qualquer ponto da investigação seja capaz de anular um processo inteiro é inteiramente risível. É, na verdade, um tapa na cara dos cidadãos brasileiros pagadores de impostos e cumpridores das leis. Os advogados falam na teoria importada dos EUA dos “frutos da árvore contaminada”. Diz a tese que um processo gerado por uma prova ilícita deve ser anulado pelo vício na origem. Ocorre que a participação dos agentes da Abin n Satiagraha nada teve a ver com a origem do processo, foi sempre posterior, e portanto a teoria é totalmente inválida.
– Dantas já foi condenado fora do Brasil. Cortes britânicas e norte-americanas se referiram a ele em termos duros e o acusaram de fraude, entre outro crimes. No Brasil, a despeito da anulação posterior (agora em analise no Supremo), ele foi condenado em primeira instancia por suborno. Seu nome também tem sido citado nos principais escândalos da era FHC e Lula. Ele continua, porém, a ser tratado em diversos círculos e por considerável parcela da mídia como um “empresário polêmico”. E apenas isso. Pelo seu livro, conclui-se que ele e mais do que polêmico, certo?
– Dantas e o banco Opportunity aparecem referidos em diversos escândalos nos últimos anos: grampos do BNDES e as privatizações, caso do extinto banco Banestado, investigação privada da Kroll e a Operação Chacal, CPI dos Correios e o ‘mensalão’ e, por fim, a Operação Satiagraha. Essa sequência de acontecimentos coloca o banqueiro como um dos principais personagens da história brasileira contemporânea. Tratá-lo como “polêmico” é um resumo pobre e impreciso. Ele foi acusado e investigado não por suas supostas “polêmicas”, mas por fatos e atos que podem e devem ser averiguados.
– As relações de Dantas com o PSDB foram retratadas em varias reportagens e livros ao longo das ultimas décadas. Operação Banqueiro acrescenta novas e interessantes provas dessa relação umbilical. O banqueiro, por outro lado, sempre se declarou perseguido pelo PT, mas os interesses do Opportunity e do partido se entrelaçam na Satiagraha. Você chegou a buscar explicações para os motivos de os petistas terem saído em apoio ao banqueiro e participarem da força tarefa para desacreditar a operação?
– A Satiagraha veio a público em abril de 2008, no mesmo período de intensas negociações entre os fundos de pensão ligados ao PT, a telefônica Oi e o banqueiro com vistas à criação da gigante da telefonia BrOi. Havia um interesse público e manifesto do governo na criação da nova supertele, uma operação que acabou possível após um ato do próprio presidente Lula. Creio que as investigações daSatiagraha chegaram num péssimo momento para os interesses do governo, que queria logo concluir aquela fusão. Isso pode ter contribuído para a extrema má vontade do governo em relação ao inquérito policial. Por outro lado, Dantas havia conseguido se aproximar de petistas históricos. No livro procurei descrever o papel de dois desses petistas no processo de criação da BrOi. Houve um segundo fato: em 2008, a Polícia Federal havia incomodado muitos interesses de políticos de vários partidos, incluindo petistas e integrantes da base aliada. E a “tolerância” do PT e do governo em relação à PF havia chegado ao ponto máximo um ano antes, quando uma equipe de policiais invadiu a casa do irmão de Lula na Grande São Paulo. Por sua vez, Lula havia superado, do ponto de vista da sua imagem diante o eleitorado, o trauma da acusação do ‘mensalão’, e não estava tão dependente das ações espetaculares da polícia, que davam ao governo um discurso anti-corrupção.
– Dantas recorre a uma teoria conspiratória para se defender. Diz-se vitima da união de interesses políticos e econômicos de integrantes do PT, seu desafeto Luis Roberto Demarco e a Telecom Italia. Ele tem usado esse argumento para tentar influenciar processos contra ele no Brasil. Nos últimos anos, ele e seus advogados se referem a um inquérito em Milão que investigou e puniu funcionários da Telecom Italia por espionagem. Esse inquérito sempre é evocado em diversos processos pelo Opportunity. Ao longo de sua pesquisa, encontrou alguma evidência dessa conspiração ou alguma relação entre os processos no Brasil e a investigação italiana?
– Tive acesso e verifiquei milhares de páginas que integram a investigação realizada na Itália, incluindo os extensos depoimentos dos principais envolvidos. Como digo no livro, o Opportunity enfrenta sérias e talvez incontornáveis dificuldades para demonstrar uma prova objetiva sobre a alegada corrupção de autoridades do Brasil por funcionários da Telecom Italia de modo a “perseguir” o banco brasileiro. Até o momento, essa hipótese não passa disso, uma simples suspeita sem confirmação. Nos autos há apenas referências indiretas e imprecisas. Mas os advogados do Opportunity passaram a manobrar esse fantasma para relacionar a investigação no Brasil à outra da Itália, exigindo que uma acusação só fosse investigada depois da outra. É como se um motorista atropelasse alguém na rua e, quando encontrado pela polícia, alegasse ao juiz: “Lá na Itália uma pessoa disse que esse delegado que me prendeu aqui está me perseguindo. Então eu só posso ser acusado do atropelamento se antes vocês investigarem esse delegado”. É um argumento juridicamente absurdo. Mas que ganhou guarida em variados meios.
– No relatório da Satiagraha, Protógenes Queiroz dedica um capitulo às relações de Dantas com a mídia. Como você definiria essa relação?
– O foco do meu livro são as provas, acusações e explicações do caso Satiagraha e não o papel da mídia, embora ela seja uma personagem presente em toda a narrativa. Eu também entendi que o debate sobre o papel da mídia na cobertura daSatiagraha havia sido extenso e intenso na internet, por meio de blogs e sites e outras publicações, como CartaCapital, que remaram contra a maré, e por isso eu não precisava gastar páginas que poderiam ser usadas para avaliar outros aspectos do caso. Mas ao longo do livro eu procurei demonstrar diversas imprecisões e enganos divulgados pela mídia que acabaram por ajudar as posições do Opportunity. Outro aspecto notável foi ver que boa parte da mídia não viu nenhum problema na paralisação e anulação do caso Satiagraha, considerando-os fatos quase rotineiros, mas que de banais nada tinham.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Governo alagoano entrega as "cartas" !!!

GOVERNO “ARREPENDIDO”

Em dois momentos com a imprensa, o governador Vilela revelou novas facetas que bem caracterizam a sua personalidade política. Primeiro, a apologia de um suposto viés desenvolvimentista de seu governo, que não se encaixa com o vergonhoso cardápio de indicadores negativos que já marcam, de forma lamentável, a passagem tucana pelo Executivo. Basta citar 15 mil assassinatos em sete anos – e nada mais.


Nessa exaltação, Vilela chegou a revelar a razão da “mudança”, pois os empresários que aqui desembarcavam, segundo ele, eram “achacados” nos governos passados – e, agora, não são mais. Veja a gravidade dessa revelação de quem, por décadas, ocupou uma cadeira no Senado Federal e nunca denunciou o que seria um crime.

Ao apontar achaque dos governos passados contra empresários, Vilela também cospe no próprio prato. Quem não se lembra, por exemplo, da presença tucana e do apoio dele ao governo Suruagy-Mano? Agora – e depois de tanto tempo –, renega o passado e atinge até o próprio correligionário de partido.

Em outro momento, o governador se diz “arrependido” por não ter lutado contra a forma pela qual a União vem cobrando o serviço da dívida pública de Alagoas. Só não revela a origem dessa covardia cívica: foi exatamente o governo do tucano FHC que impôs a Alagoas um contrato escorchante de rolagem da dívida, empurrado goela abaixo naquela lamentável quadra histórica de 1997, quando o Estado viveu uma intervenção branca.

Anos depois, o então governador Ronaldo Lessa, que qualificava o pagamento da dívida como algo extorsivo contra o Estado, cobrou seguidas vezes uma ação mais contundente do senador Vilela, que era o homem forte do PSDB e do presidente FHC.

O “arrependimento” de Vilela pode ser visto, portanto, como mais uma dissimulação. Deveria produzir efeitos devastadores em sua consciência, haja vista o desastre tucano nas áreas da Segurança, da Saúde e da Educação, nesses últimos anos em Alagoas.
 
Artigo publicado no Jornal Gazeta de Alagoas do dia 09 deste mês, na coluna Fatos & Notícias

O “novo rumo” subserviente de FHC !!!



Por José Reinaldo Carvalho, no sítio Vermelho:

Na luta política, nada como enfrentar um adversário que fala, fala, fala e, no caso de um tucano, literalmente abre o bico. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso presta-nos este favor quando vem a público em seus artigos publicados nos jornalões do PIG defender seus pontos de vista.

Cumpre o seu papel de principal ideólogo do neoliberalismo e neoconservadorismo no País, sendo a liderança que exerce autoridade de fato no PSDB, partido em franca decadência e hoje carente de líderes e candidatos viáveis. Mas o “mérito” de FHC fica por aí, haja vista que suas opiniões e decisões revelam-se não só falsas, como resultam em rotundo fracasso. Basta exemplificar com a decisão que tomou de, com um dedaço, indicar Aécio Neves para se candidatar à Presidência da República em 2014. Foi outro favor que prestou à coalizão progressista liderada pela presidenta Dilma, cujas chances de reeleição residem nos seus próprios méritos e na fraqueza dos adversários.

A última tirada de FHC foi um tijolaço publicado no jornal O Globo no último domingo (5). O sociólogo, cujo governo foi caracterizado como aquele que exerceu a diplomacia de pés descalços pelo gesto de subserviência de seu chanceler ao submeter-se a duvidosas normas de segurança num aeroporto dos Estados Unidos, resolveu deitar falação sobre a política externa vigente, que para ele “precisa rever seu foco”. O ex-presidente acha necessário que o Brasil “estreite relações com os Estados Unidos e a Europa” e se separe do “bolivarianismo”, condição para que o país retome seu papel de liderança na América Latina.

Com ares de especialista em geopolítica, FHC diz que o governo “colocou suas fichas no ‘declínio do Ocidente’”. Desdenhando a inteligência do leitor, interpreta a tese do declínio do imperialismo estadunidense e europeu com uma nota forçada, para encobrir o seu fascínio com o poder dos centros do imperialismo no mundo. “Da crise surgiria uma nova situação de poder na qual os Brics, o mundo árabe e o que pudesse se assemelhar ao ex-terceiro mundo teriam papel de destaque. A Europa, abatida, faria contraponto aos Estados Unidos minguantes. Não é o que está acontecendo: os americanos saíram à frente, depois de umas quantas estripulias para salvar seu sistema financeiro e afogar o mundo em dólares, e deram uma arrancada forte na produção de energia barata”. Não foi isto o que dissemos, mas que o imperialismo estadunidense e europeu está vivendo um declínio histórico. Não fizemos prognósticos ingênuos. Apenas apostamos na objetividade do desenvolvimento histórico e na capacidade subjetiva das forças revolucionárias para organizar a luta anti-imperialista.

FHC não quer aceitar o óbvio, reage qual o velho do Restelo diante da força dos fatos. Despertaram-se forças irreversíveis no mundo contemporâneo que atuam no sentido contrário ao poder hegemônico estadunidense e europeu, engolfado em profunda crise sistêmica e atingido por insanáveis contradições. As expectativas do exercício do poder unipolar pelos Estados Unidos após o final da Guerra Fria não se confirmaram. Foi-se o tempo em que um arrogante Clinton dizia que a hegemonia econômica estadunidense recuperada com a globalização – que FHC glorificou como um novo renascimento – demonstrava a falência das teorias de Marx, arrancando aplausos até entre acadêmicos “de esquerda”.

Se tens interesse em continuar lendo este artigo, acesse http://altamiroborges.blogspot.com.br/2014/01/o-novo-rumo-subserviente-de-fhc.html
 













 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Atenção Partido dos Trabalhadores - PT !!!

Alô PT, divulga os erros do STF

Até QUANDO aguentaremos ???

Até quando vão torturar Genoino?

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Para ver quanto é absurdo o que estão fazendo com Genoino, basta atentar para o seguinte.

A Globo deve cerca de
1 bilhão de reais - comprovadamente - por conta de uma trapaça fiscal na compra dos direitos da Copa de 2002.

E ninguém cobra – embora tudo esteja documentado.

Os três irmãos Marinhos, como mostra a revista americana de negócios Forbes, são donos, juntos, da maior fortuna do país, superior a
50 bilhões de reais.

Mesmo assim, com tanto dinheiro, a Globo não paga o que deve e
ninguém cobra.

Genoino, em compensação, acaba de receber da Justiça dez dias para pagar uma dívida de
468 mil reais por ter feito alguma coisa que ninguém sabe o que é, tais e tantas as incoerências do processo do Mensalão.

A retirada mensal dos Marinhos é, certamente, bem superior aos 468 mil reais cobrados de Genoino.

Mas para Genoino é um dinheiro que ele simplesmente
não tem.

Seu patrimônio, como sabe a Justiça, consiste de uma casa modesta num bairro classe média de São Paulo, o Butantã.

Contra a Globo, a Justiça é
pusilânime.

Contra Genoino, é um
leão.

Não bastasse tudo, Genoino convalesce de um problema cardíaco sério. Parece que a cada semana decidem atormentá-lo, como que para testar seu
coração combalido.

No final do ano, Joaquim Barbosa (
esse canalha e canastrão), em seu melhor estilo natalino, negou a ele que pudesse ficar em sua casa em São Paulo para cumprir sua prisão domiciliar temporária.

Por quê? JB falou em “interesse público”, mas quem acredita nisso acredita em tudo, como disse Wellington.

Não bastasse, JB deu a entender que em fevereiro Genoino volta à cadeia. Isso significa que Genoino está enfrentando uma torturante contagem regressiva. Cada hora que passa é
uma hora a menos para ele no convívio com os seus.

Insisto: tudo isso sem que haja culpa comprovada. Tudo isso, enquanto ninguém dá satisfações sobre meia tonelada de cocaína encontrada num helicóptero de um amigo de
Aécio.

Isto é o Brasil que a Globo ajudou tanto a construir: injusto, abjeto, sem nexo. Rigor contra quem está no
chão, complacência com os verdadeiramente poderosos.

Querem minha opinião? Lula poderia fazer três ou quatro palestras — o necessário para juntar os 468 mil — e
doar o dinheiro para Genoino. Não porque Lula inventou JB, embora isso também conte, mas porque seria uma solução simples e eficaz para o problema.

Em sua histórica investida contra Catilina, um senador que conspirava para se tornar ditador de Roma, Cícero clamou:
“Até quando você vai abusar da nossa paciência?”

Pois é.

Até quando este Brasil iníquo vai abusar da nossa
paciência?

                                 Fonte:
ATENÇÃO: as palavras em negritas e na cor vermelha constam no texto, mas são DESTAQUES deste BLOGUEIRO

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Há "negro" que discorda do "negro quinqa" !!!


Foto Edson Santos

Os negros também se dividem com relação ao presidente do Supremo Tribunal Federal – STF, Joaquim Barbosa. O ex Ministro de Promoção da Igualdade e atual deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores – PT, do estado do Rio de Janeiro, Edson Santos(foto), em recente evento político naquela cidade, em defesa do José Dirceu, Delúbio Soares e José Genoino, se referiu ao “quinqa” citando um poema de Cruz e Souza:


“os negros que seguram o chicote para bater em outros negros não são meus irmãos.”