domingo, 11 de dezembro de 2011

Servidores municipais revoltados com a administração municipal!

Recebemos denúncia, por e-mail, da situação de servidores municipais contratados, da cidade de Calçado (PE), que se sentem lesados por não terem direito a gratificação Natalina, apesar de, segundo eles, o direito lhes ser constitucional. Segundo a denúncia, essa prática vem se repetindo ano a ano. Segue o que nos foi posto:

Já virou uma prática comum na Prefeitura de Calçado-PE. Todo final de ano é feito um grande estardalhaço em relação ao pagamento integral antecipado do 13º salário dos servidores. Até aqui a notícia seria motivo de comemoração. Seria. Pois, todos os funcionários contratados daquele município não têm o direito de ver a cor das “verdinhas” que ilustram o abono de natal.

A gratificação Natalina foi instituída no Brasil pela Lei 4.090, de 13/07/1962 e em 1988 passou a ser um direito garantido pelo art.7º da Constituição Federal.

O 130 salário é direito de toda categoria de empregados incluídos aqui os funcionários públicos municipais contratados. Ao contrário do cálculo feito para férias proporcionais, o Décimo Terceiro é devido por mês trabalhado, ou fração do mês igual ou superior a 15 dias. Desta maneira, se o empregado trabalhou, por exemplo, de primeiro de janeiro a 14 de março, terá direito a 2/12 (dois doze avos) de 13o.

Mesmo com esse direito garantido inclusive pela Constituição Federal de 1988, parece que em Calçado a Lei tem um significado e um peso diferente. Está em dúvida com relação ao valor que você deve receber do 130 salário? Abaixo a Agenda lista um site onde você pode entrar e fazer automaticamente o seu cálculo.


E você leitor como é esse processo na sua cidade? Não deixe que mais uma mentira ou engodo dos governantes vaidosos o aleije dos seus direitos. Você trabalhou? Então o 13° é seu e não dele.

Fonte: Blog Agenda Garanhuns

Maria Inês Nassif: A despolitização da crise política

A presidenta Dilma emprendeu, até aqui, uma estratégia de despolitização da ofensiva sistemática aos integrantes de seu Ministério. Quando isso não for mais possível, será mais difícil formular uma agenda política com partidos desgastados num processo onde a único resultado palpável, até agora, foi o de questionar a legitimidade de cada partido da base aliada. Inclusive do próprio PT.

Por Maria Inês Nassif(FOTO)

O que causa espécie nas crises políticas enfrentadas pela presidenta Dilma Roussef desde 1° de janeiro até o mês que encerra 2011 é a sua estratégia, até agora bem-sucedida, de despolizitar a ofensiva sistemática aos integrantes de seu Ministério pela imprensa, por partidos aliados ou, em menor intensidade, por partidos adversários.

Na verdade, a despolitização é o resultado mais evidente do comportamento da presidenta, de substituir ministros num prazo não tão pequeno que pareça rendição aos ataques ou dê a impressão de que suprimiu direito de defesa do acusado, nem tão grande que pareça que vá comprar a briga por um subalterno.

De qualquer forma, um comportamento político previsível como este não deixa de alimentar, do lado da imprensa, a vaidade do poder que decorre de uma derrubada de ministro; e, dos “amigos” do poder, a tentação de aproveitar as oportunidades que se colocam para ocupar espaços dentro de seu partido ou em favor da sua legenda na base de apoio do governo.

Para ambos, amigos e inimigos, prevalece a estratégia do “vazamento” de informações; a mídia entra com a escandalização do fato, existam ou não indícios de crimes cometidos (a estratégia da repetição é muito eficiente nisso).

Governo na defensiva

Até agora, houve despolitização porque a presidenta tem demitido o auxiliar sob a mira dos atiradores de elite antes que o ataque especulativo ao governo não resulte em um grande desgaste. Convenha-se, no entanto, que a soma de pequenos desgastes resultantes da queda de sete ministros, com grandes chances de emplacar um oitavo, acaba, no mínimo, colocando o governo em constante defensiva.

A opção de ir levando a administração com as orientações políticas emanadas do Palácio do Planalto, as soluções técnicas gerenciadas pela Casa Civil e uma gestão mais coesa das políticas econômica e monetária, reduzindo a importância dos ministros impostos pelos partidos da bases aliada, tem lá os seus limites.

Outra razão da despolitização é o estado de pauperização da oposição, que saiu pequena das eleições do ano passado e se viu ainda mais desimportante depois do racha do DEM, patrocinado pelo prefeito paulista Gilberto Kassab. A ofensiva oposicionista parte da imprensa, mas a denúncia, vinda de fora dos partidos e ao estilo “imprensa marrom”, como já designava Antonio Gramsci no início do século passado, tem bastante eficiência na formação de consensos.

Como se o problema fossem as alianças

Por enquanto, os consensos são sedimentados na parcela que lê jornal ou acessa mídias tradicionais – que no caso brasileiro é muito restrita, perto dos muitos recém-letrados que não entraram apenas na sociedade de consumo de bens duráveis, mas também na sociedade de consumo de cultura, mas pela porta da internet – são o de que todos os partidos são iguais (ou a esquerda no poder se corrompe mais do que a direita, portanto todo poder à direita); e que a democracia tem uma eficiência questionável do ponto de vista ético.

Mais adiante, depois de mais alguns ministros derrubados, pode consolidar-se o consenso nessa classe mais tradicional (que tem mais tempo de vida na sociedade de consumo e consome mais) de que Dilma é boa técnica, mas está inviabilizada pela política. Agora, a moda é bater no “presidencialismo de coalizão”, como se o problema fossem as alianças, e não a excessiva exposição dos partidos ao poder econômico, via financiamento privado de partidos e de eleições.

Quando despolitiza esse debate, colocando-o apenas na órbita das suspeitas que devem ser investigadas pela polícia e apuradas pela Justiça, Dilma se afasta dos partidos políticos que podem prejudicar a sua imagem perante a opinião pública que forma consensos via mídia tradicional (sem que possa prever até quando conseguirá separar os partidos da base aliada de seu governo).

Perde, todavia, a autoridade política para discutir, junto aos partidos, soluções estruturais para a renovação da estrutura partidária brasileira. Se a postura diante das sucessivas crises com os partidos tivesse sido a de assumir a discussão sobre as necessidades de financiamento do sistema que colocam a política no submundo da economia, poderia ter liderado um debate sobre a reforma política mesmo arriscando contrariar parte da base aliada.

E a reforma política?

Somente a Presidência da República tem, hoje, um poder de agendamento político que pode se contrapor ao da mídia – os veículos tradicionais podem estar ilhados, como formadores de opinião, nas classes tradicionais, mas ainda têm grande poder de definir os temas da agenda. Tanto que as denúncias contra ministros pautaram o cenário nacional, enquanto corria paralelamente no Congresso, a duras penas e sem qualquer ajuda do governo, o debate sobre a reforma política, adiado, como sempre, para outra oportunidade.

A neutralização “técnica” dessas denúncias, como lembrou Luís Nassif (7/12), em seu blog, foi de alguma forma sustentada pela gestão econômica. Com a errada de mão da política de juros do BC no primeiro semestre, e os resultados pífios de crescimento nesse final de ano, a eficiência da estratégia de sobrepor a gestão técnica aos problemas políticos do governo pode ser bem menor.

E quando a despolitização não for mais possível, será mais difícil formular uma agenda política com partidos desgastados num processo onde a único resultado palpável, até agora, foi o de questionar a legitimidade de cada partido da base aliada. Inclusive do próprio PT.

Fonte: Carta Maior

SALVE O POVO ARGENTINO! VIVA OS PORTENHOS!

Milhares comemoram nas ruas a posse de Cristina Kirchner Desde 2003, a economia argentina tem crescido em média 7% ao ano, graças em parte ao aumento dos preços do petróleo e de produtos agrícolas, como a soja. Mas o terceiro governo kirchnerista enfrenta hoje novos desafios


Milhares comemoram nas ruas a posse de Cristina Kirchner

Milhares de pessoas, militantes e membros de organizações governistas lotam neste sábado (10) as ruas de Buenos Aires em comemoração a posse do segundo mandato da presidente argentina, Cristina Kirchner. Ao prestar juramento na cerimônia de posse, Cristina quebrou o protocolo ao recordar o marido falecido e antecessor, Néstor Kirchner (2003-2007), com a frase "Que Deus, a pátria e ele me demandem", caso não cumpra as expectativas do mandato.


As imagens de Cristina e de seu falecido marido podem ser vistas em boa parte das bandeiras e cartazes dos militantes portenhos e de outras cidades argentinas. Muitas pessoas chegaram cedo também à histórica Praça de Maio, situada em frente à sede do governo, para onde Cristina foi após o ato no Parlamento para saudar as delegações estrangeiras e prestar juramento aos ministros, a maioria já remanescente do primeiro mandato.

Dezenas de policiais vigiaram as principais avenidas de Buenos Aires, por onde passaram entre sexta-feira e sábado a presidente Dilma Rousseff, o príncipe das Astúrias, Felipe de Bourbon, e os presidentes Evo Morales (Bolívia), José Mujica (Uruguai) e Fernando Lugo (Paraguai). Também é esperada a chegada dos presidentes Sebastián Piñera (Chile), Álvaro Colom (Guatemala) e Porfirio Lobo (Honduras).

Cristina, a primeira mulher das Américas a ser reeleita nas urnas, assume um novo mandato após ganhar as eleições gerais de outubro passado com mais de 54% dos votos.

A presidente, de 58 anos, vestida de luto fechado, mais de um ano depois da morte de Néstor Kirchner, recebeu a faixa presidencial das mãos da filha Florencia, não do vice-presidente Julio Cobos, como deveria acontecer.

Cobos tornou-se seu inimigo, ao votar contra ela em 2008, durante a crise dos agricultores no Senado. Mas ele esteve presente na solenidade, o que foi motivo, antes, de muitas especulações.

"Hoje, como podem imaginar, não é um dia fácil para a presidente", falou Kirchner, ao lembrar, com a voz embargada, a morte do marido que, há quatro anos, em 2007, passou a ela o comando do país.

O falecimento do marido, vitimado por uma crise cardíaca, a seu lado, no dia 27 de outubro de 2010, permitiu a ela transmitir a imagem de uma pessoa mais sensível e menos autoritária.

"Cristina, Cristina", gritavam milhares de jovens, em frente ao Congresso e que acompanhavam a cerimônia por uma tela gigante.

Chegou ao Congresso escoltada por um grupo de "granaderos" a cavalo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Zé do Rojão!


O cantor, radialista, compositor, poeta e forrozeiro Zé do Rojão, pioneiro da radiofonia alagoana, estará recebendo o Troféu “Luiz Gonzaga” na cidade de Maceió, capital alagoana, na noite de hoje, concedido pela Câmara Municipal. O evento dar-se-á no estacionamento de Jaraguá.

Seu nome é José Cícero dos Santos, tendo nascido no antigo distrito de Cana Brava, atual Taquarana, que na época pertencia ao município de Limoeiro de Anadia.

Zé do Rojão estreou o programa“O Rojão do Nordeste”, primeiro da emissora Novo Nordeste AM 570 no dia 21 de agosto de 1976 às cinco horas da manhã.

Foi vereador pela cidade de Coité do Nóia de 1982 à 1988 pelo PDS.

Atualmente tem um programa de forró aos sábados das 06 às 08h, juntamente com seu filho Jadielson, na Rádio Novo Nordeste AM 570.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

A beleza @ a tristeza!

santa-catarina
Esta foto foi tirada na Avenida Beira-Mar de São José, SC, de madrugada. Gosto muito dela porque aparecem os barcos dos pescadores locais no primeiro plano, os quais foram sendo "esmagados" pelo progresso (seja lá o que esse termo signifique), de modo que os que ainda persistem estão confinados a pequenos locais institucionalmente escolhidos e são vistos mais como representantes de uma cultura que sangra do que como pessoas, enquanto ao fundo aparece a silhueta dos edifícios e demais construções que compõem os bairros centrais da cidade, que representam essa força esmagadora. Numa vida cheia de contrastes, esse é mais um que se apresenta todo dia aos nossos olhos. Abraço! Fabyo Luiz Pereira

Lindo texto. Excepcional, diria!

Mino e a elite de São Paulo: é a mais reacionária

    Publicado em 07/12/2011  
'São Paulo é o reduto de uma elite brasileira ávida, egoísta, incapaz de ceder um pedacinho que seja das suas vantagens e benesses'



O Conversa Afiada reproduz artigo de Tão Gomes Pinto, no site da Carta Capital:



Na Bahia, Mino define São Paulo: o mais reacionário


A revista Carta Capital organizou na terçca-feira 6, em Salvador, o encontro “Nordeste – Século XXI”.


Foi no site da revista que eu li sobre a abertura do evento, onde Mino Carta, diretor da Carta Capital,  disse, entre outras grandes verdades, que “estava vindo do Estado mais reacionário do Brasil”. Ou seja, de São Paulo.


Mino Carta tem uma história única de serviços prestados ao povo brasileiro na área do jornalismo. Trabalhamos juntos, creio, mais de 18 anos. Somos jornalistas sobreviventes. Atravessamos, não sem amarguras, os chamados anos de chumbo.


Na revista Veja, foram sete, oito anos convivendo com a censura e a repressão mais absurda. E o Mino assumindo um combate  desigual.


Enfrentava, sozinho, a ditadura e seus parceiros da chamada sociedade civil.


Até o dia em que, um civil, o então ministro Armando Falcão – que batia continência a um sub-tenente se cruzassem na mesma calçada – chamou o Robert Civita, dono da Abril,  para uma conversa e perguntou: “Por que vocês insistem com esse tal de Mino Carta?” Civita respondeu: “É porque ele é simplesmente o melhor jornalista do Brasil”. Ao que o ministro Falcão observou: “Por que você não experimenta o segundo melhor jornalista do Brasil?”


Essa é uma versão da história, contada para mim pelo próprio Civita.


Verdadeira ou não, o  recado do “sistema” estava dado.  Robert Civita captou a mensagem.


Atiçou as chamas de um doloroso processo de fritura do Mino Carta, que na verdade se iniciara desde o primeiro número de Veja.


Desse processo, Mino foi obrigado a sair para fundar a revista IstoÉ… Foram mais sete anos juntos, até que nos separássemos de vez, por um longo período.


Leia mais:

A ‘aula’ de jornalismo que o general deu a Mino Carta

A vitória da direita: a pós-política

Bato na mesma tecla


Mino Carta nasceu na Itália, mas poucos brasileiros entendem do Brasil como ele.


Percebeu lá atrás que o grande problema do país era a elite brasileira, ávida, egoísta, incapaz de ceder um pedacinho que seja das suas vantagens e benesses.


São Paulo, tanto o Estado quanto a cidade, sem dúvida, sempre foi a melhor escola para se observar esse fenômeno. Uma região onde a média dos salários dos ricos é quase 60 vezes maior que o salário de um trabalhador.


E não é por falta de alerta.


Ainda ontem, a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) produziu um documento onde se diz textualmente que “o contrato social em vigor está começando a descarrilar em muitos países”.


Ou seja, a história de que o crescimento econômico geraria automaticamente uma melhor distribuição de renda não passou de uma ilusão. Ninguem progride apenas se alimentando das sobras da sociedade de consumo.


Ainda segundo a OCDE, a distância entre ricos e pobres acaba de atingir o maior nível em 30 anos.


O relatório recomenda que os países deveriam analisar a possibilidade de aumentar a taxação sobre os ricos como a única medida para reduzir o desequilíbrio.


Pois é, Mino Carta…  Pena que esses relatórios sejam simplesmente ignorados pela ignorância e pretensão dos herdeiros da “casa grande”, como você não se cansa de avisar.

A Petrobras é UM SUCESSO!

Hoje, o diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, recebeu o prêmio Dewhurst 2011, do 20º Congresso Mundial de Petróleo (WPC) em Doha, Catar. O prêmio leva o nome de Thomas Dewhurst, criador do primeiro WPC, em 1933. O presidente do Congresso Mundial de Petróleo, Randell Gossen, ressaltou que o Prêmio Dewhurst é um reconhecimento e uma celebração pela contribuição individual do geólogo ao setor. "Guilherme Estrella dedicou sua a vida à indústria de petróleo no Brasil e no exterior. E sempre teve a certeza de que o petróleo é encontrado, primeiro, nas mentes das pessoas", afirmou.

O diretor Estrella disse estar honrado pela escolha para o prestigiado prêmio. "Thomas Dewhurst, também geólogo, trabalhou na indústria por mais de 45 anos. Agradeço à Petrobras onde por tantos anos trabalhei e que me deu diversas oportunidades. Também agradeço a meus companheiros de trabalho", declarou.

No discurso "Indústria do Petróleo e Cidadania Global - a necessidade de estarem juntas", Estrella falou sobre as transformações na sociedade durante os últimos anos e como os novos meios de comunicação influenciam as novas gerações. "Suprir com energia bilhões de pessoas não é o bastante, é preciso promover melhor distribuição das riquezas e diminuir desigualdades. As novas gerações aumentam o criticismo em relação às empresas de petróleo e demandam mais informações. Essa nova geração hoje faz parte de nossas organizações e implementa processos de decisão mais transparentes, ambientalmente e socialmente responsáveis", disse. Ao fim da cerimônia, Renato Bertani, ex-executivo da Petrobras e eleito presidente do WPC para os próximos três anos, parabenizou o diretor pela conquista.