Por Jeferson Miola*
“O Brasil não merecia passar o que está passando”. “Quando é que vamos acordar?”, Lula questiona.
A resposta a esta pergunta indignada
está no discurso histórico do próprio Lula no Sindicato dos Metalúrgicos de São
Bernardo do Campo nesta 4ª feira, 10 de março de 2021.
Neste discurso de estadista, Lula
trouxe esperança e confiança para uma Nação devastada, destroçada e dilacerada pela facção mais abjeta e extremista da classe
dominante.
Lula sempre acreditou que a verdade triunfaria sobre a mentira; sempre confiou que
este dia chegaria, mesmo que por uma justiça tardia que, por tardia, geraria
todas as irreparáveis injustiças de que ele foi vítima.
Mas este dia finalmente chegou, e a
verdade, enfim, venceu!
Hoje, o mundo inteiro sabe que criminosos como Moro, Deltan, Erika &
comparsas, infiltrados nas instituições, promoveram “a maior mentira
jurídica em 500 anos de história” para encarcerá-lo e impedí-lo de vencer a
eleição presidencial de 2018.
O martírio imposto pelos seus
verdugos, cruel e profundamente injusto, não contaminou
sua mente e sua alma com rancor, ódio e com o
sentimento mesquinho de vingança.
Lula transcende a dor pessoal. Para
ele, a dor vital, aquela que domina seu coração, mobiliza sua consciência e
atiça seu agir político, é a dor do povo brasileiro jogado no desespero, no
desemprego e no desamparo pela classe dominante que perpetrou o atentado à democracia para
assaltar o país.
É doloroso, para um líder que há 10
anos ergueu o Brasil à 5ª economia mundial, tirou o país do mapa da fome e
retirou mais de 40 milhões de brasileiros da miséria, aceitar a “escolha muito
difícil” que a oligarquia fez pelo negacionismo, pelo terraplanismo e pelo
milicianismo.
O Brasil está vivendo um pesadelo horroroso com a destruição da
soberania, da economia, do alento e da esperança no futuro.
De acordo com epidemiologistas, 3 a
cada 4 das quase 270 mil mortes poderiam ter sido evitadas, mas a fábrica mortífera do Bolsonaro e do seu governo de generais aprofunda o genocídio e a barbárie. No dia de hoje, o país
atingiu novo recorde macabro e ultrapassou, pela primeira vez, a cifra de 2 mil
mortes diárias – a maior mortandade diária do mundo.
“O Brasil não merecia passar o que
está passando”, insiste Lula, com a legitimidade de quem conhece seu povo,
suas urgências e sabe, principalmente, como e para quem os governos devem
funcionar.
Nestes últimos dias experimentamos
uma evolução vertiginosa dos acontecimentos. A história se acelerou e a verdade
se estabeleceu. Lula é, hoje, o sujeito histórico do nosso tempo que é capaz de interromper a continuidade do
projeto fascista para iniciar a restauração da democracia e impulsionar a
reconstrução do Brasil.
Com o programa de emergência
apresentado por ele para o diálogo nacional – imunização de toda população,
proteção econômica dos pobres e desamparados e retomada do emprego e
investimentos – Lula assume a liderança da agenda democrática e civilizatória.
Privilegiado o povo e a Nação que tem
um líder com a grandeza ética, moral e humana do Lula. Com ele, o Brasil,
finalmente se reencontra com a possibilidade de futuro. Lula, este líder da
esperança, da democracia e da justiça, libera uma impressionante e incontível energia política e social.
A conjuntura mudou. O Brasil, destroçado, agora
recupera a esperança de conseguir agarrar a alegria no horizonte próximo.

ô-XENTE, CUIDADO, pois as palavras na cor vermelha e com fundo 'branco' (final do artigo), constam originariamente no texto, mas os
destaques e ênfases são deste BLOGUEIRO.
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