segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

"BBB é um lixo da PIOR espécie", Reinaldo Azevedo ! ! !

  "O É da Coisa - AO VIVO" 

 com REINAldo aZEVEDO 
Covid mata por dia no país 6 vezes vítimas do Líbano, que comovem ...
 Bob Furuya 
 O Ézinho da Coisa com Reinaldo Azevedo, 23/08/2019 (RESUMIDO ...
 Alexandre Bentivoglio 


 "quem não gosta de INTELECTUAL é o bolsonaro...eu GOSTO " 


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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

QUANDO A CASA DOS AVÓS SE FECHA ! ! !




Acho que um dos momentos mais tristes da nossa vida é quando a porta da casa dos avós se fecha para sempre, ou seja, quando essa porta se fecha, encerramos os encontros com todos os membros da família, que em ocasiões especiais quando se reúnem, exaltam os sobrenomes, como se fosse uma família real, e, sempre carregados pelo amor dos avós, como uma bandeira, eles (os avós) são culpados e cúmplices de tudo.

 

Quando fechamos a casa dos avós, também terminamos as tardes felizes com tios, primos, netos, sobrinhos, pais, irmãos e até recém-casados que se apaixonam pelo ambiente que ali se respira.

 

Não precisa nem sair de casa, estar na casa dos avós é o que toda família precisa para ser feliz.

 

As reuniões de Natal, regadas com o cheiro a tinta fresca, que cada ano que chegam, pensamos “...e se essa for a última vez”? É difícil aceitar que isso tenha um prazo, que um dia tudo ficará coberto de poeira e o riso será uma lembrança longínqua de tempos talvez melhores.

 

O ano passa enquanto você espera por esses momentos, e sem perceber, passamos de crianças abrindo presentes, a sentarmos ao lado dos adultos na mesma mesa, brincando do almoço, e do aperitivo para o jantar, porque o tempo da família não passa e o aperitivo é sagrado.

 

A casa dos avós está sempre cheia de cadeiras, nunca se sabe se um primo vai trazer namorada, porque aqui todos são bem-vindos.

 

Sempre haverá uma garrafa térmica com café, ou alguém disposto a fazê-lo.

 

Você cumprimenta as pessoas que passam pela porta, mesmo que sejam estranhas, porque as pessoas na rua dos seus avós são o seu povo, eles são a sua cidade.

 

Fechar a casa dos avós é dizer adeus às canções com a avó e aos conselhos do avô, ao dinheiro que te dão secretamente dos teus pais como se fosse uma ilegalidade, chorar de rir por qualquer bobagem, ou chorar a dor daqueles que partiram cedo demais. É dizer adeus à emoção de chegar à cozinha e descobrir as panelas, e saborear a “comida da nona”.

 

Portanto, se você tiver a oportunidade de bater na porta dessa casa e alguém abrir para você por dentro, aproveite sempre que puder, porque ver seus avós ou seus velhos, ficar sentado esperando para lhe dar um beijo é a maior sensação, maravilhosa, que você pode sentir na vida.

 

Descobrimos que agora nós temos que ser os avós, e nossos pais se foram, nunca vamos perder a oportunidade de abrir as portas para nossos filhos e netos e celebrar com eles o dom da família, porque só na família é onde os filhos e os netos encontrarão o espaço oportuno para viver o mistério do amor por quem está mais próximo e por quem está ao seu redor.

 

Aproveite e aproveite a casa dos avós, pois chegará um tempo em que na solidão de suas paredes e recantos, se fechar os olhos e se concentrar, poderá ouvir talvez o eco de um sorriso ou de um grito, preso no tempo. De resto, posso dizer que ao abri-los, a saudade vai pegar você, e você vai se perguntar: por que tudo foi tão rápido? E vai ser doloroso descobrir que ele não foi embora ... nós o deixamos ir . . .


Artigo de autor(a) desconhecido(a)

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Profissionais de saúde recebem HOMENAGEM durante voo com destino a Manaus ! ! !

Um grupo de 15 profissionais de saúde que estavam a caminho de Manaus para trabalhar no combate à covid-19, foi aplaudido por passageiros de um voo da Gol Linhas Aéreas.

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https://www.youtube.com/watch?v=Whfp2bYkDCE

Fonte

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

“AMAR E MUDAR AS COISAS ME INTERESSA MAIS" - Belchior, um GÊNIO ! ! !


“Presentemente eu posso me considerar um sujeito de sorte/Porque apesar de muito moço(IDOSO), me sinto são, salvo e forte”

“Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro/Ano passado eu morri, mas esse ano eu não morro”

“A minha alucinação é suportar o dia a dia/E meu delírio é a experiência com coisas reais”

“Meu bem, o meu lugar é onde você quer que ele seja/Não quero o que a cabeça pensa/Eu quero o que a alma deseja”

 

“Eu quero o corpo (E O COPO), tenho pressa de viver”

“O meu coração selvagem tem (ESSA) pressa de viver”

 “Meu coração é como vidro, como um beijo de novela”

 

“Tenho ouvido muitos discos, conversado com pessoas/Caminhado meu caminho, papo, som, dentro da noite/E não tenho um amigo sequer/Que 'inda acredite nisso não”

 

“Não me peça que eu lhe faça uma canção como se deve/Correta, branca, suave, muito limpa, muito leve/Sons, palavras, são navalhas/E eu não posso cantar como convém...sem querer ferir ninguém”

 

“Mas não se preocupe, meu amigo/Com os horrores que eu lhe digo/Isto é somente uma canção/A vida realmente é diferente/Quer dizer, ao vivo é muito pior”


“Eu quero gozar no seu céu, pode ser no seu inferno/Viver a divina comédia humana onde nada é eterno”

“Enquanto houver espaço, corpo, tempo e algum modo de dizer não, EU CANTO...ora, direis”

 

“Até parece que foi ontem minha mocidade/Com diploma de sofrer de outra Universidade/Minha fala nordestina...quero esquecer o francês”

 

No escritório em que eu trabalho . . . e fico rico/Quanto mais eu multiplico . . . diminui o meu amor”

“John, eu não esqueço (oh, no, oh, no!)/A felicidade é uma arma quente/Quente, quente”

 

“Eu tenho medo de abrir a porta/Que dá pro sertão da minha solidão"

 

“Apertar o botão: cidade morta/Placa torta indicando a contramão”

 

“Faca de ponta e meu punhal que corta/E o fantasma escondido no porão”


“Eu tenho medo e já aconteceu/Eu tenho medo e inda está por vir/Morre o meu medo e isto não é segredo”

“Ei, moço! E eu inda sou bem moço pra tanta tristeza/Deixemos de coisas, cuidemos da vida/Senão chega a morte ou coisa parecida/E nos arrasta moço sem ter visto a vida”

“O que é que pode fazer o homem comum/Neste presente instante senão sangrar"?


“Tentar inaugurar/A vida comovida/Inteiramente livre e triunfante?”

 

“O que é que eu posso fazer/Com a minha juventude/Quando a máxima saúde hoje/É pretender usar a voz?/O que é que eu posso fazer/Um simples cantador das coisas do porão?”

 

“Eu não sou do lugar dos esquecidos!/Não sou da nação dos condenados!/Não sou do sertão dos ofendidos!/Você sabe bem: Conheço o meu lugar!”

 

“Não quero regra nem nada/Tudo tá como o diabo gosta, tá/Já tenho este peso, que me fere as costas/E não vou, eu mesmo, atar minha mão”


“O que transforma o velho no novo/Bendito fruto do povo será/E a única forma que pode ser norma/É nenhuma regra ter”

 

“Eu era alegre como um rio/Um bicho, um bando de pardais/Como um galo, quando havia/Quando havia galos, noites e quintais/Mas veio o tempo negro e, à força, fez comigo/O mal que a força sempre faz”



”Fotografia 3X4”


Eu me lembro muito bem do dia que eu cheguei

Jovem que desce do Norte pra cidade grande

Os pés cansados e feridos de andar légua tirana

De lágrimas nos olhos de ler o Pessoa

E de ver o verde da cana


Em cada esquina que eu passava um guarda me parava

Pedia os meus documentos e depois sorria

Examinando o 3x4 da fotografia

E estranhando o nome do lugar de onde eu vinha


Pois o que pesa no Norte, pela lei da gravidade

Disso Newton já sabia: Cai no Sul, grande cidade

São Paulo violento, corre o Rio que me engana

Copacabana, Zona Norte e os cabarés da Lapa onde eu morei


Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar

Que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar

Mas a mulher, a mulher que eu amei

Não pôde me seguir não


Esses casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem

Veloso, o Sol não é tão bonito pra quem vem do Norte e vai viver na rua

A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia

E pela dor eu descobri o poder da alegria

E a certeza de que tenho coisas novas

Coisas novas pra dizer


A minha história é talvez

É talvez igual a tua, jovem que desceu do Norte

Que no sul viveu na rua

E que ficou desnorteado, como é comum no seu tempo

E que ficou desapontado, como é comum no seu tempo

E que ficou apaixonado e violento como eu, como você


Eu sou como você

Que me ouve agora

 

 

“E vou viver as coisas novas

Que também são boas;

O amor, humor das praças

Cheias de pessoas;

Agora eu quero tudo, 

Tudo outra vez”