domingo, 29 de março de 2015

Maioridade penal não irá sequer ajudar a resolver o problema na segurança ! ! !


Conheça alguns motivos que explicam porque reduzir a maioridade penal não irá sequer ajudar a resolver o problema na segurança pública no Brasil

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara Federal está discutindo a redução da maioridade penal e o tema é considerado prioritário pela Bancada da Bala. A votação da Proposta de Emenda Constitucional PEC 171/93 foi adiada mas a discussão continua quente no congresso e também na sociedade civil. Separamos aqui 18 motivos que explicam porque reduzir a maioridade penal não resolve o problema na segurança pública
                                

Porque já responsabilizamos adolescentes em ato infracional

A partir dos 12 anos, qualquer adolescente é responsabilizado pelo ato cometido contra a lei. Essa responsabilização, executada por meio de medidas socioeducativas previstas no ECA, têm o objetivo de ajudá-lo a recomeçar e a prepará-lo para uma vida adulta de acordo com o socialmente estabelecido.

Porque a lei já existe, resta ser cumprida

O ECA prevê seis medidas educativas: advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. Recomenda que a medida seja aplicada de acordo com a capacidade de cumpri-la, as circunstâncias do fato e a gravidade da infração.
Muitos adolescentes, que são privados de sua liberdade, não ficam em instituições preparadas para sua reeducação, reproduzindo o ambiente de uma prisão comum.

Porque o índice de reincidência nas prisões é de 70%

Não há dados que comprovem que o rebaixamento da idade penal reduz os índices de criminalidade juvenil. Ao contrário, o ingresso antecipado no falido sistema penal brasileiro expõe as(os) adolescentes a mecanismos/comportamentos reprodutores da violência, como o aumento das chances de reincidência,

Porque reduzir a maioridade penal não reduz a violência

Muitos estudos no campo da criminologia e das ciências sociais têm demonstrado que NÃO HÁ RELAÇÃO direta de causalidade entre a adoção de soluções punitivas e repressivas e a diminuição dos índices de violência.

Porque fixar a maioridade penal em 18 anos é tendência mundial

Diferentemente do que alguns jornais, revistas ou veículos de comunicação em geral têm divulgado, a idade de responsabilidade penal no Brasil não se encontra em desequilíbrio se comparada à maioria dos países do mundo.
De uma lista de 54 países analisados, a maioria deles adota a idade de responsabilidade penal absoluta aos 18 anos de idade, como é o caso brasileiro.

Porque a fase de transição justifica o tratamento diferenciado

A Doutrina da Proteção Integral é o que caracteriza o tratamento jurídico dispensado pelo Direito Brasileiro às crianças e adolescentes, cujos fundamentos encontram-se no próprio texto constitucional, em documentos e tratados internacionais e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Tal doutrina exige que os direitos humanos de crianças e adolescentes sejam respeitados e garantidos de forma integral e integrada, mediando e operacionalização de políticas de natureza universal, protetiva e socioeducativa.
 

Porque reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa

A constituição brasileira assegura nos artigos 5º e 6º direitos fundamentais como educação, saúde, moradia, etc. Com muitos desses direitos negados, a probabilidade do envolvimento com o crime aumenta, sobretudo entre os jovens.
O adolescente marginalizado não surge ao acaso. Ele é fruto de um estado de injustiça social que gera e agrava a pobreza em que sobrevive grande parte da população.

Porque educar é melhor e mais eficiente do que punir

A educação é fundamental para qualquer indivíduo se tornar um cidadão, mas é realidade que no Brasil muitos jovens pobres são excluídos deste processo. Puni-los com o encarceramento é tirar a chance de se tornarem cidadãos conscientes de direitos e deveres, é assumir a própria incompetência do Estado em lhes assegurar esse direito básico que é a educação.

Porque reduzir a maioridade penal isenta o estado do compromisso com a juventude

O Brasil não aplicou as políticas necessárias para garantir às crianças, aos adolescentes e jovens o pleno exercício de seus direitos e isso ajudou em muito a aumentar os índices de criminalidade da juventude.

Porque, na prática, a pec 33/2012 é inviável

A Proposta de Emenda Constitucional quer alterar os artigos 129 e 228 da Constituição Federal, acrescentando um paragrafo que prevê a possibilidade de desconsiderar da inimputabilidade penal de maiores de 16 anos e menores de 18 anos. A PEC apenas delega ao juiz a responsabilidade de dizer se o adolescente deve ou não ser punido como um adulto.

Porque reduzir a maioridade penal não afasta crianças e adolescentes do crime

Se reduzida a idade penal, estes serão recrutados cada vez mais cedo.
O problema da marginalidade é causado por uma série de fatores. Vivemos em um país onde há má gestão de programas sociais/educacionais, escassez das ações de planejamento familiar, pouca oferta de lazer nas periferias, lentidão de urbanização de favelas, pouco policiamento comunitário, e assim por diante.


Não adianta só endurecer as leis se o próprio Estado não as cumpre!

A redução da maioridade penal não visa a resolver o problema da violência. Apenas fingir que há “justiça”.

Reduzir a maioridade é transferir o problema. Para o Estado é mais fácil prender do que educar.

As causas da violência e da desigualdade social não se resolverão com adoção de leis penais mais severas. 

É mais fácil quebrar o termômetro do que enfrentar com seriedade a infecção que gera a febre?

O UNICEF expressa sua posição contrária à redução da idade penal, assim como à qualquer alteração desta natureza. 

O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) defende o debate ampliado para que o Brasil não conduza mudanças em sua legislação sob o impacto dos acontecimentos e das emoções. 

O CRP (Conselho Regional de Psicologia) lança a campanha Dez Razões da Psicologia contra a Redução da idade penal.


CNBB, OAB, Fundação Abrinq lamentam publicamente a redução da maioridade penal no país.

Este é o BRASIL que alguns médicos vagabundos brasileiros NÃO querem ! ! !

Mortalidade infantil chega a zero após Mais Médicos no Piauí

Programa ‘Mais Médicos’ zera a mortalidade infantil em municípios do Piauí. Médicos cubanos Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, professores da Universidade Che Guevara, em Cuba, comemoram o feito e pacientes brasileiros se dizem satisfeitos: “O médico cubano dá atenção a gente, pergunta, fica ouvindo, explica o que gente deve fazer, orienta os exames. Eu achei melhor do que os outros, já fui atendida por vários.”
médicos cubanos piauí
Os médicos cubanos Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz (Imagem: MeioNorte)

Os médicos cubanos Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, professores da Universidade Che Guerava, em sua cidade natal, Pina del Rio, em Cuba, estão trabalhando há um ano no do Posto de Saúde de Barras, na região Norte de Piauí, e sorriem quando falam da conquista em vida que obtiveram no trabalho da atenção básica.

“Há um ano não registramos nenhuma morte de criança e de gestante. Estamos sem mortalidade materna e infantil”, afirmam Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, no Posto de Saúde de Barras, atuando no Programa Mais Médicos, do Governo Federal.
  
Esta realidade de redução com a capacidade de zerar a mortalidade infantil e materna se espalhou nos municípios onde o Programa Mais Médicos foi implantando para oferecer atenção básica de saúde onde era a permanência de médicos ou de número suficientes de médicos brasileiros para atender a população.

“Tem sido uma experiência muito boa. Encontramos uma comunidade muito carente, mas acolhedora, pessoas muito sensíveis, muito boas e necessitadas”, relata Olívia Rodriguez.

Segundo ela, as doenças mais frequentes são doenças respiratórias, doenças parasitárias, 

Os médicos cubanos Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, professores da Universidade Che Guerava, em sua cidade natal, Pina del Rio, em Cuba, estão trabalhando há um ano no do Posto de Saúde de Barras, na região Norte de Piauí, e sorriem quando falam da conquista em vida que obtiveram no trabalho da atenção básica.

“Há um ano não registramos nenhuma morte de criança e de gestante. Estamos sem mortalidade materna e infantil”, afirmam Olívia Rodriguez Gonzalez e Omar Diaz, no Posto de Saúde de Barras, atuando no Programa Mais Médicos, do Governo Federal.

Esta realidade de redução com a capacidade de zerar a mortalidade infantil e materna se espalhou nos municípios onde o Programa Mais Médicos foi implantando para oferecer atenção básica de saúde onde era difícil a permanência de médicos ou de número suficientes de médicos brasileiros para atender a população.

“Tem sido uma experiência muito boa. Encontramos uma comunidade muito carente, mas acolhedora, pessoas muito sensíveis, muito boas e necessitadas”, relata Olívia Rodriguez.

Segundo ela, as doenças mais frequentes são doenças respiratórias, doenças parasitárias, hipertensão, diabetes. Olívia Rodriguez e Omar Diaz fazem visitas domiciliares aos pacientes de Barras, que são programas e os pacientes atendidos são pessoas que não podem ir ao posto de saúde. São crianças com hidrocefalia, puérperas (mulheres que tiveram bebês recentemente), gestantes, hipertensos e idosos.

“Nós não temos mortalidade infantil, nem mortalidade materna. Temos registros de crianças e mães doentes, mas nenhuma chegou a óbito”, enfatiza Olívia Rodriguez, 30 anos trabalhando como médica. “Isso é uma vitória”, comemora Omar Diaz.

Olívia Rodriguez e Omar Diaz afirmam que trabalhar é diferente de onde trabalharam antes com atenção básica na Venezuela, Paraguai e Paquistão, que não tinham uma rede constituída de atenção primária. “Na Venezuela não tínhamos nada, tudo era precária.

No Paraguai igual, não tinha rede implantada. No Brasil, nós temos uma rede de atenção básica de saúde, não temos médicos, mas temos uma rede criada. Nos outros países foram nós que criamos a rede de atenção primária”, falou Olívia Rodriguez.

Omar Diaz, 23 anos formado em Medicina, sendo que oito deles trabalhando na Venezuela, avalia como muito boa a sua experiência de um ano em Barras.

“Temos encontrado uma população muito necessitada de atenção médica e todos são muito receptivos porque a população é muito receptiva com os médicos cubanos, fica muito contente com o nosso trabalho, muito compreensiva porque nós estamos ajudando a melhorar a saúde dessa população que estava carente de atenção”, falou Omar Diaz, que encontra crianças com baixo peso e desnutrição, mas não com desnutrição extrema.

Abraços e atenção ajudam na cura dos pacientes
Omar Diaz percebeu que muitos pacientes ficam curados mais rápidos com um abraço, um cuidado mais afetuoso e fraterno. As pessoas ficam muito agradecidas.

Omar Diaz afirma que quando estão fazendo visitas domiciliares, os pacientes dizem que nunca um médico foi em suas casas. Pedem desculpas porque não podem oferecer refeição melhor, mas Omar Diaz e Olívia Rodriguez avisam que as famílias estão se alimentando com as mesmas refeições com que se alimentavam.

“São pessoas muito carentes e quando vemos as pessoas acamadas e não podem caminhar, elas ficam muito contentes porque elas falam dos problemas de saúde que têm e nós também falamos muitas coisas. Essas pessoas ficam muito agradecidas”, fala Omar Diaz.

Omar Diaz afirma que abraçar e ouvir o paciente ajuda psicologicamente os doentes e em sua cura.

“As pessoas que estão acamadas ficam depressivas. A gente fala com elas, falamos que vão melhorar a saúde. Essas pessoas ficam psicologicamente animadas, é a palavra do médico animando o paciente. Isso ajuda na cura”, diz Omar Diaz.

“Tem pacientes que dizem que bastou o médico olhar e já melhoraram. Dizem: ‘esse médico me olhou e eu já me senti bem”, afirma Olívia Rodriguez.

“Quando o médico fala, conversa é muito importante para o paciente e também é muito importante o médico escutar o que o paciente fala. Isso é muito importante para a recuperação e melhorar ao paciente”, falou Omar Rodriguez.

Médica cubana faz terapia contra vício em medicamentos
A médica cubana Olívia Rodriguez Gonzalez iniciou um trabalho com 42 mulheres de uma comunidade da periferia de Barras com atividades fisioterápicas com 42 mulheres para que rompam o ciclo fármaco, vício de medicamentos para dormir, medicamentos ansiolíticos usados como tranquilizantes e contra ansiedade.

O ciclo fármaco é formado por medicamentos como o diazepan, rivotril, contra insônia, antidepressivos e ansiolíticos.

“O resultado é que as mulheres não tomam mais cinco medicamentos que tomavam, estão mais alegres, perderam peso. São 42 mulheres integradas nas atividades fisioterápicas”, falou Olívia Rodriguez.

O trabalho é realizado com mulheres do bairro Residencial Morada de Barras. São realizadas atividades físicas com as mulheres. A coordenadora de Atenção Básica de Barras, Saara Serafim, disse que o trabalho dos médicos cubanos é muito positivo no município.

“Foram muito bem recebidos pela comunidade. Hoje nós temos médicos pela manhã e tarde de segunda-feira a quinta-feira atendendo os pacientes da maneira adequada e a população está muito satisfeita.

Já estamos até ampliando a rede de atenção básica. Nós começamos com 17 equipes e já estamos com 19. Graças a Deus estamos conseguindo isso porque, antes, nós tínhamos dificuldades com médicos porque eles só atendiam duas vezes na semana”, falou Saara Serafim, adiantando que chegou a ficar seis meses sem médicos para atender a população na atenção básica. Hoje Barras tem seis equipes do Programa Mais Médicos.

“A médica pergunta, fala e sorri”, diz vendedora em Piripiri
A lavradora e vendedora Maria Aparecida Ferreira, de 48 anos, estava sendo atendida no Posto de Saúde João Mariano dos Santos, no bairro Caixa D´Água, em Piripiri.

Ela vinha sendo atendida por um médico cubano que viajou de volta para Cuba e foi substituído por outra médica cubana, Maritza Duquen Labore.
Maria Aparecida Ferreira diz que os médicos cubanos dão atenção ao paciente, fazem perguntas, ficam ouvindo o que o paciente tem a dizer e sorriem.

“O médico cubano é melhor, ele dá atenção a gente, pergunta, fica ouvindo, explica o que gente deve fazer, orienta os exames. Eu achei melhor do que os outros, já fui atendida por vários médicos. Os outros médicos não falavam, nem olhavam para a gente, não dava atenção, só escrevia no papel. O médico cubano ouve a gente, fala, sorri. Foi melhor, eu adorei”, falou Maria Aparecida.

A estudante do curso de Administração na Universidade Estadual do Piauí (Uespi) Laiana Moreira, de 25 anos, faz acompanhamento e controle de sua diabetes no Posto de Saúde no bairro Caixa D´Água, em Piripiri, e é atendida por médico cubano do Programa Mais Médico.

“O tratamento é mais adequado, o médico cubano dá atenção, avalia o nível de glicemia (taxa de açúcar no sangue), faz exames. A diferença entre os médicos cubanos e os outros (MÉDICOS VAGABUNDOS BRASILEIROS*) é grande.
Eles são mais atenciosos. Dão mais atenção, perguntam o que a gente está sentindo, já os outros não, só passam os exames. Os médicos cubanos perguntam antes de pedir e autorizar os exames”, fala Laiana Moreira.

Fonte: Saite Pragmatismo Político http://www.pragmatismopolitico.com.br/

ATENÇÃO: as palavras na cor vermelha constam originariamente no texto, mas os destaques são deste BLOGUEIRO.

*MÉDICOS VAGABUNDOS BRASILEIROS (Este detalhe é deste BLOGUEIRO)

sábado, 28 de março de 2015

PITACOS DO DIA ! ! !

PITACOS DO DIA

BLOG CONVERSA AFIADA
                                                         Paulo Henrique Amorim

                                                                                             
“A demora alheia incomoda o Gilmar Mendes. Que cara-de-pau!”
Ronaldo Pacheco

“Em vez de irem atrás de tucano gordo, vão atrás de tucano morto.”
Sávio Valença

“Em visita a Fujimori, Aécio lhe disse que no Brasil ele estaria solto por falta de juiz para julgá-lo.”
      — Totonho

Renato Janine Ribeiro é o novo Ministro da Educação ! ! !


A presidenta da República, Dilma Rousseff, convidou, nesta sexta-feira (27), o professor doutor Renato Janine Ribeiro para assumir o cargo de ministro da Educação. A posse do novo ministro será no dia 6 de abril.

Perfil
Renato Janine Ribeiro tem formação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP), mestrado pela Université Paris 1 Pantheon-Sorbonne, doutorado pela USP e pós-doutorado pela British Library. Renato é professor titular de Ética e Filosofia Política da USP.
Tem 18 livros editados, além de inúmeros ensaios e artigos em publicações científicas. Em 2001, recebeu o prêmio Jabuti de melhor ensaio.
O novo ministro foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq (1993-1997), do Conselho da SBPC (1997-1999), secretário da SBPC (1999-2001) e diretor de Avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) (2004-2008).
Além disso, atuou como membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da USP e é membro do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp. 
Fonte: 

sexta-feira, 27 de março de 2015

Governador do Maranhão quer imposto sobre fortunas ! ! !

Dino vai ao STF: Quer imposto sobre fortunas     O    impeachment é um disparate   

Um metalúrgico, uma mulher ... por que não um comunista ?

O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB-MA) anunciou que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) nessa semana com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) com o objetivo de criar o imposto sobre grandes fortunas.

Em entrevista ao BLOG Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, Dino lembrou que a Constituição Federal  prevê o imposto, mas precisa ser regulamentado.

“A Constituição prevê que haverá esse imposto, destinado a garantir justiça tributária e justiça fiscal. Infelizmente,  já se vão quase 27 anos e esse imposto nunca foi regulamentado por lei”, disse o governador na conversa com Paulo Henrique Amorim nesta sexta-feira (13).

Dino levará ao STF um projeto da deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), em que os patrimônios superiores a R$ 4 milhões paguem o imposto.

“Nós apresentamos como proposta ao STF que, enquanto não houver a ação do Congresso Nacional, passem a vigorar as regras previstas no projeto da deputada Jandira Feghali, com alíquotas que vão de 0,4% até 2%, com um detalhe muito importante: apenas para os patrimônios superiores a R$ 4 milhões”, revelou Dino.

Para continuar: “A nossa estimativa é que a aplicação moderada iria gerar uma arrecadação de R$ 14 bilhões. Então, estamos falando de uma conjuntura em que há um ajuste fiscal sendo aplicado e nós queremos que ele seja para todos. Não é justo que apenas os mais pobres paguem a conta da crise”.



Leia a entrevista completa ou ouça em duas partes:


Parte 1:




Parte 2:




PHA: O senhor vai entrar no Supremo Tribunal Federal com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade sobre a questão do imposto sobre grandes fortunas. O senhor pode explicar isso?

Flávio Dino: A Constituição prevê que haverá esse imposto, destinado a garantir justiça tributária e justiça fiscal. Infelizmente, já se vão quase 27 anos e esse imposto nunca foi regulamentado por lei.

Por isso, eu irei propor, em nome do Estado do Maranhão, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão no STF, pedindo a ele que reconheça a omissão legislativa do Congresso. Para que, em seguida, (o STF) determine quais serão as regras temporárias vigentes para a cobrança do imposto até que a lei venha a ser editada. De modo que seja possível, já a partir do próximo ano, o recolhimento desse imposto para garantir o financiamento de políticas públicas, sobretudo para os mais pobres.



PHA: O governo do Maranhão tem legitimidade para fazer isso?
Dino: A Constituição prevê que os governadores podem entrar com essa ação, na medida em que a ausência desse imposto prejudica as finanças públicas e o financiamento de serviços como Saúde e Educação. Nós consideramos que isso nos dá a legitimidade para pleitear no STF essa medida porque diz respeito a toda a  Nação e atinge as unidades federadas. No caso, os Estados exatamente ( diante da) necessidade de recursos para manter o nível de investimento e a continuidade das políticas sociais.

PHA: Eu tenho a experiência de acompanhar o trabalho heroico de Fábio Konder Comparato que, ao lado do PSOL e uma federação sindical, também entrou com uma ADIN no STF para obrigar o Congresso a regulamentar os artigos da Carta de 1988 referentes às questões da liberdade de expressão, do monopólio da mídia, da programação regional e direito de resposta. O problema é que eles esperam uma decisão há mais de cinco anos.
Dino: Nós precisamos fazer o debate público sobre a necessidade de se haver uma plena efetividade da Constituição. Ela não pode valer só para alguns casos ou em proveito, apenas, em determinadas situações. Neste caso de omissões inconstitucionais, o Supremo deu um grande passo quando passou a dar eficácia ao Mandato de Injunção, ou seja, começou a admitir que o Mandato de Injunção proposto o STF pode reconhecer a ausência da norma e, ao mesmo tempo, suprir a omissão, ou seja, fixar as regras.

O que eu pleiteio é que o mesmo avanço jurisprudencial seja aplicado em relação à ADIN por omissão, pois fica evidente que há ausência de normas e isso está impedindo que haja o cumprimento de uma determinação constitucional.

Nós apresentamos como proposta ao STF que, enquanto não houver a ação do Congresso Nacional, passem a vigorar as regras previstas no projeto da deputada Jandira Feghali, com alíquotas que vão de 0,4% até 2%, com um detalhe muito importante: apenas para os patrimônios superiores a R$ 4 milhões.

A nossa estimativa é que a aplicação moderada iria gerar uma arrecadação de R$ 14 bilhões. Então, estamos falando de uma conjuntura em que há um ajuste fiscal sendo aplicado e nós queremos que ele seja para todos. Não é justo que apenas os mais pobres paguem a conta da crise. A Constituição manda, não pede, ela determina que haja um sistema tributário progressivo, ou seja, quem ganha mais e tem o patrimônio maior tem que pagar mais impostos. E isso está sendo impedido pela omissão do Congresso.



PHA: O senhor disse em uma conversa recente com a Presidenta Dilma Rousseff que considerava a hipótese do impeachment como um disparate. Por quê?
Dino: É porque o nosso país não é parlamentarista. No parlamentarismo, quando não há mais confiança no Governo por parte do Congresso Nacional pode haver a substituição do governante.

No presidencialismo é totalmente diferente. Mesmo que a maioria do Congresso, eventualmente ou transitoriamente, ache que o governo não está acertando, isso não é causa para impeachment.

O impeachment no presidencialismo é uma punição diante do cometimento de um crime de responsabilidade, que, nessa conjuntura, não há demonstração, comprovação, não há sequer nenhuma acusação séria que possa chegar a um impeachment. De modo que juridicamente é um absurdo e politicamente é um imenso equívoco porque conduz o país a uma sectarização política, que atrapalharia o país



PHA: E o que o senhor acha da tese do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), de que é preciso sangrar a Presidenta até o fim do mandato?
Dino: É a negação da política. É natural que tenham divergências e posições políticas diferentes já que a sociedade é plural. Até o uso dessa expressão (“sangramento”) acaba conduzindo a uma visão segundo a qual é pela força, quando na verdade precisamos do bom funcionamento das instituições. Essa foi uma conquista do povo brasileiro – a construção de uma democracia plena – e isso exige que as regras do jogo sejam respeitadas, de modo que a disputa política exige o respeito a fronteiras.


PHA: O senhor vive uma situação típica no Brasil que é o cerco da mídia, pois foi praticamente eleito contra todos os órgãos de imprensa (rádios, televisão e jornais) do Maranhão. Como o senhor sobrevive com essa situação?
Dino: Buscando canais alternativos de comunicação. Nós usamos muito intensamente a internet, as redes sociais. Os veículos da mídia tradicional que nos franqueiam democraticamente o espaço, claro que nós nós fornecemos as informações necessárias. E, ao mesmo tempo, muito contato direto com movimentos sociais, fóruns e sociedade civil que são fundamentais para a manutenção do nível alto de legitimidade de qualquer governo. A legitimidade política nasce nas urnas e se sustenta, sobretudo, nesse modo aberto de governar.


PHA: O senhor certamente viu que a sua antecessora, Roseana Sarney (PMDB-MA) foi citada pelo procurador da República, Rodrigo Janot e pelo ministro Teori Zavascki, do STF, na Operação Lava-Jato. O senhor pretende fazer – como se diz que fará em Minas Gerais o governador Fernando Pimental (PT-MG) – um levantamento dos possíveis desmandos do antecessor ?
Dino: Nós estamos fazendo isso de acordo com as situações concretas que aparecem. Não temos atitudes de perseguição, mas não faremos proteção.


PHA: O senhor conversou com a Presidenta Dilma sobre a suspensão da refinaria Premium da Petrobras, que estava prevista para o Maranhão. A Presidenta deu alguma esperança de que está refinaria voltasse a ser construída. Na verdade, ela começou a ser construída…
Dino: Houve um inicio de obra sem o planejamento adequado e isso resultou em uma imensa frustração. Alguns investimentos foram iniciados por parte da própria Petrobras e a obra está paralisada há três anos. Eu expus à Presidenta Dilma o desejo do povo do Maranhão de ver o empreendimento retomado. Naturalmente, é preciso esperar a situação da Petrobras voltar à normalidade administrativa plena, para que o dialogo chegue ao fim. Fiquei muito feliz de ouvir da Presidenta Dilma o entendimento que o Maranhão possui excelentes condições técnicas para receber o empreendimento.


PHA: Eu vi que o senhor acaba de lançar o que chama de Gabinete de Ação Integrada na área de Segurança Pública. Eu me lembro que, durante a Copa, o Governo Federal fez o trabalho integrado de todas as áreas de segurança. Eu pergunto: Como será essa ação integrada, se ela se espelha naquilo que a Presidenta Dilma fez e como pretende se integrar aos organismos de segurança do Governo Federal?
Dino: Esse é um princípio fundamental de nossa política de Segurança Pública: buscar o funcionamento articulado entre as instâncias federativas e também com as prefeituras e com a sociedade. Estamos fazendo investimentos com a contratação de mais policiais, contratação de equipamentos de viaturas, ajudando a difundir uma cultura da legalidade, da paz, de respeito aos direitos humanos, e isso não compete somente ao Estado, de modo que a ação integrada é uma derivação da experiência da Copa e de outras.


PHA: O senhor gosta do sistema de Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) no Rio de Janeiro?
Dino: O sistema de polícia de proximidade é bem-sucedida em vários lugares do mundo. É, de fato, um caminho imprescindível. É necessário fazer ajustes em cada experiência concreta. Mesmo a UPP do Rio enfrenta questionamentos, mas isso não invalida o modelo, que é o melhor, o correto. Então, a gente vai caminhar para aproximar o Estado do cidadão.


PHA: Uma das notícias mais fortes originárias do Maranhão que ocupou a imprensa brasileira foram as cenas de barbaridade no sistema carcerário de Pedrinhas? O que o senhor fez em Pedrinhas?
Dino: Nós conseguimos reestabelecer a autoridade do Estado sobre o sistema. Tomamos medidas gerenciais nessa questão. E estamos fazendo o investimento mais importante que é a conclusão de obras para conseguirmos, de fato, combater atos de violência. Conseguimos reduzir sensivelmente, mas não conseguimos zerar ainda. Hoje, os presos estão nas celas e seguindo regras de comportamento. Melhorarmos a alimentação dos presos. O caminho é garantir o respeito a pessoa humana.



PHA: Eu não sei se o senhor tomou conhecimento da entrevista com a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ao Conversa Afiada e sua candidatura à Presidência da República foi lançada. Como o senhor recebe essa notícia?
Dino: Eu vi, Paulo, e fiquei muito honrado e eu atribuo à generosidade de ambos, mas essa é uma ideia que não aparece nem de longe para mim. Estou muito focado na tarefa de transformar o Maranhão. Mostrar que é possível  pegar uma gestão totalmente desestruturada, com marcas terríveis de improbidade e fazer um bom Governo. Esse é o meu objetivo e eu leio todo dia o livro do Eclesiastes, capítulo 3, que diz que há tempo para tudo debaixo do céu.



PHA: O Brasil já teve um metalúrgico Presidente, tem uma mulher Presidenta, por que não pode ter um comunista?
Dino: Acho uma grande ideia, mas temos ótimos quadros que podem se oferecer para essa tarefa.

Lago da Perucaba recebe 200 mil peixes ! ! !

Evento contou com a presença de autoridades e estudantes

por Davi Salsa no saite 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           Foto Davi Salsa
Representando a prefeita Célia Rocha (PTB), que está em viagem institucional, o vice-prefeito Yale Fernandes (PMDB) e o secretário municipal de Meio Ambiente, Ivens Leão, participaram, na manhã desta quinta-feira (26), de atividades da programação alusiva ao Dia Mundial da Água, que foram iniciadas no último fim de semana.

O ato também contou com a presença do secretário de Estado do Meio Ambiente, Gustavo Lopes, do assessor especial da Governadoria do Agreste, Josenildo de Souza, e de representantes da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf), para a colocação de 200 mil peixes (alevinos) nas águas do Lago da Perucaba - um dos mais belos cartões-postais da segunda maior cidade de Alagoas.
Dezenas de estudantes das escolas Santa Esmeralda, Virgem dos Pobres, Padre Anchieta, Colégio Alfa e da Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) também acompanharam o peixamento.

Os alevinos jogados no lago são das espécies piau, xira, piabas e matrinxã, que são criados em laboratório e cativeiro no centro de tecnologia da Codevasf, em Penedo.
Na ocasião, o secretário de Estado do Meio Ambiente, Gustavo Lopes, destacou as atividades que estão sendo realizadas desde o domingo (22), em Maceió e nas cidades de Jequiá da Praia, Penedo e Arapiraca.

A programação inclui palestras e peixamentos, entre outras atividades educativas e de conscientização ambiental.

“É muito importante a presença dos jovens, para que eles possam ser os multiplicadores desse trabalho que tem por finalidade maior sensibilizar as pessoas acerca dos cuidados com o meio ambiente e os nossos recursos minerais”, frisou.

Antes do peixamento no Lago Perucaba, os engenheiros-agrônomos Fernando Veras e Hugo Pedrosa deram palestras para os estudantes e convidados, tendo como local o auditório do Planetário Municipal e Casa da Ciência, que está localizado a poucos metros da margem do lago.

As atividades estão organizadas em parceria pelo IMA, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Eduardo Cunha, o presidente da maioria CANALHA da Câmara ! ! !

Patrick Mariano: Sociedade precisa se mobilizar rápido contra escalada autoritária e risco de barbárie no Congresso

publicado em 26 de março de 2015 às 20:58
Eduardo Cunha
por Patrick Mariano, especial para o Viomundo
O deputado Glauber Braga do PSB/RJ subiu à tribuna do plenário da Câmara dos Deputados (vídeo abaixo)e fez um contundente discurso contra a preocupante escalada autoritária patrocinada pelo presidente Eduardo Cunha nos últimos dias.
Projetos de lei que podem contribuir ainda mais para agravar o já nefasto quadro do sistema penal brasileiro são votados e antigos fantasmas são ressuscitados, como a redução da maioridade penal e a ampliação dos crimes hediondos. Etapas procedimentais e regimentais são suplantadas no afã de um toque de caixa.
Vale a pena ler o que disse o deputado:
“semana passada os deputados e deputadas federais quase tiveram oportunidade de votar a flexibilização da tortura sem que a gente soubesse que estava sendo votado isso. Nós temos que ter responsabilidade com o país, com o processo, com o que tá acontecendo como um todo”.
Para quem gosta de seriado, um retrato mais fiel dos tempos atuais não é o de Frank Underwood de House of Cards, mas sim o do Rei Joffrey de Game of Thrones. Sem nenhuma ética, o Rei mandava matar, prender e torturar porque sentia pulsão punitiva e retirava dai o seu mais profundo prazer. As propostas de alteração legislativas penais que estão sendo debatidas e votadas nos dias atuais estão mais para um exercício de poder despótico e medieval.
A correlação de forças no Parlamento brasileiro que já se anunciava tremendamente desfavorável a uma visão democrática, garantista e humanista, deu uma guinada ainda maior no contexto de crise política.
O atual presidente da casa ganhou as eleições com o apoio dos grupos mais conservadores e, pragmático ao extremo, tem colocado em votação projetos de lei sem o mínimo debate para atender a agenda desses setores. Por evidente, não se trata somente de prestação de contas, mas sim de afinidade ideológica.
Em outra passagem, Glauber dá-nos um quadro da realidade:
“A liderança do governo fica em dificuldade de enfrentar o presidente da Câmara porque existe uma fragilidade institucional que precisa ser superada. O PSDB, por exemplo,  e as oposições agradam o presidente da casa esperando que tenham nele quem vai facilitar a existência de um golpe. Nos não podemos mais fazer com a que a agenda conservadora seja colocada em pauta como se nada tivesse acontecendo. O deputado Bolsonaro não seria tao eficaz no estabelecimento dessa agenda como tem sido o presidente da casa Eduardo Cunha”.
Vê-se, portanto, que as grandes forças políticas estão de mãos atadas por razões distintas. O PT ainda tentando se encontrar em meio à crise e o PSDB apostando na tese do quanto pior melhor.  Dessa forma, reina absoluta uma visão de mundo obscurantista que fere e avilta a dignidade da pessoa humana em nosso parlamento.
Projetos de lei como a redução da maioridade penal, tipificação do terrorismo, ampliação dos crimes hediondos podem se tornar lei sem o mínimo debate. Seja na própria casa legislativa, seja com a sociedade.
Dias atrás, o então ministro da Educação, Cid Gomes, deu de dedo no presidente da casa, no mesmo plenário em que Glauber fez sua denúncia. Saiu de lá demitido pela presidenta da república. Ao que parece, o poder caminhou uns 100 metros e hoje está mais próximo das duas torres de Niemeyer do que de suas belas colunas em frente à praça dos Três Poderes.
As razões do discurso do deputado carioca são muito mais nobres que a do ex-ministro, sua indignação é mais genuína e comprometida com os ideais de um país mais justo e menos desigual, mas infelizmente não terá sequer um terço da repercussão, porque os grandes meios de comunicação são entusiastas desse discurso punitivo sem freios e se nutrem politica e ideologicamente desse atual trágico estado das coisas.
Parlamentares como Glauber, Jean Wyllis, Molon e outros poucos não conseguirão segurar sozinhos essa escalada. O tempo político acelerou e é preciso que juristas, professores, movimentos, entidades e toda sociedade se mobilize rápido para tentar frear esse quadro, do contrário assistiremos impassíveis ao retorno da barbárie. Se é que ela já não chegou.
Patrick Mariano é doutorando em Direito, Justiça e Cidadania no século XXI na Universidade de Coimbra, Portugal. Mestre em direito, estado e Constituição pela Universidade de Brasília, integrante da Rede Nacional de Advogados e Advogadas Populares-RENAP, do coletivo Diálogos Lyrianos da UnB e autor do livro 11 Retratos por 20 Contos