sábado, 27 de dezembro de 2014

A manipulação da mídia causa um empobrecimento da cultura jornalística ! ! !

A deterioração da linguagem jornalística

 
Por Luciano Martins Costa,  no Observatório da Imprensa


A uma semana do encerramento deste que foi um dos anos mais intensos do jornalismo no Brasil, é preciso colocar em discussão uma questão que a imprensa evita o quanto pode: a linguagem jornalística dá conta de decifrar adequadamente a realidade?

Analisada contra o cenário deteriorado da mídia brasileira, a pergunta pode parecer impertinente e até mesmo cândida, uma vez que o campo da comunicação institucionalizada se deixou contaminar por outros vícios, que levaram ao fim da ilusão da objetividade e do pressuposto da honestidade intelectual como princípios fundadores da imprensa.

Há muitos outros aspectos a serem contemplados numa análise do que vem a ser o jornalismo nesse contexto, em que uma tecnologia de ruptura se impõe ao mesmo tempo em que a gestão dos principais veículos da mídia tradicional se concentra e verticaliza. Esse movimento do sistema da imprensa para dentro de si mesmo
bloqueia a inovação e condiciona as iniciativas a uma doutrina que em tudo é contrária ao espírito de liberdade do jornalismo.

A doutrina conservadora que domina a imprensa no Brasil levanta um muro de contenção para a criatividade, desestimula os espíritos livres e encoraja a mediocridade com melhores oportunidades de carreira. O fato de que os nomes mais lustrosos da mídia nacional, aqueles que mais vezes conquistam o espaço nobre dos noticiários, são justamente os que cumprem com entusiasmo o trabalho
sujo da manipulação, é causa de empobrecimento da cultura jornalística. Existem, mas são raros os profissionais que, descolando-se da orientação centralizadora, ganham distinção pelo trabalho independente e de qualidade.

Por que a gestão vertical e centralizada resulta num jornalismo mais pobre, burocrático e em linha direta com a opinião do comando das empresas de comunicação? Porque a atividade jornalística exige que, na origem, o material que vai compor o noticiário e o conjunto de opiniões seja colhido
livremente, condicionado apenas pela ética – e seja trabalhado até a edição final sob o crivo das múltiplas possibilidades de interpretação.

Uma reportagem que vem definida desde a pauta não entusiasma o bom repórter e não cumpre sua função: apenas confirma os pressupostos que colocaram o tema na agenda.


Os filhos de Francis


A observação diária e por longo prazo da mídia tradicional no Brasil induz a concluir que a ligação direta entre os donos das empresas e as bases da redação
limita as possibilidades de interpretação dos acontecimentos.

Décadas atrás, quando as redações eram caracterizadas pela diversidade, o debate se fazia desde a pré-pauta, e os repórteres tinham um papel mais ativo na discussão sobre o que era importante em cada edição. Com as principais reportagens direcionadas desde a pauta até a manchete, o sinal que se dá aos repórteres é que, se quiserem subir na carreira, têm que ser principalmente
dóceis ao comando. Esse é um elemento limitador da linguagem jornalística.
Para manter-se conectada com a realidade em volta, a imprensa precisa, ao mesmo tempo, preservar o paradigma linguístico que caracteriza e define a comunicação social institucionalizada, e manter-se aberta a elementos da linguagem que ajudem a interpretar novos aspectos dessa realidade. Mas o controle centralizado das redações define os elementos que estarão presentes no discurso e na narrativa jornalística, preservando o paradigma apenas naquilo que interessa aos pressupostos desse comando central.

A introdução, no texto jornalístico, de expressões bizarras, adjetivando o discurso e a narrativa, é feita por colunistas e articulistas que têm a função de romper o paradigma e tornar de uso comum conceitos que a direção do veículo quer ver implantados sem reflexão no imaginário coletivo. O falecido colunista Paulo Francis foi um destacado agente desse tipo de ação, criando e popularizando entre os leitores expressões reducionistas e obtusas para estigmatizar certos protagonistas da cena política brasileira.

Nos últimos anos, a partir do segundo mandato do ex-presidente Lula da Silva, os principais meios de comunicação do Brasil alimentam esse canil de pitbulls, cuja função é introduzir elementos estranhos ao paradigma da linguagem jornalística. Essa “novilíngua” empobrece o jornalismo e reduz o leque de interpretações que a mídia tradicional deveria oferecer ao público.


ATENÇÃO: as palavras com fundo na cor vermelha constam originariamente no texto original, mas os destaques são deste BLOGUEIRO.

Globo: o maior partido de oposição ! ! !

Pré-sal: Petrobras bate recordes históricos


Solange, no face do C Af

O BLOG Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim, reproduz do site da Petrobras


PETROBRAS BATE RECORDES HISTÓRICOS E SUPERA PATAMAR DE 700 MIL BARRIS DIÁRIOS NO PRÉ-SAL


A Petrobras informa que bateu um novo recorde histórico de produção própria diária de petróleo e LGN (líquido de gás natural) no último dia 21/12, quando produziu 2 milhões 286 mil barris. O volume produzido não considera a parcela de seus parceiros e supera o recorde anterior de 2 milhões 257 mil barris, alcançado no dia 27/12/2010. A Petrobras também bateu recorde diário de produção operada no dia 21/12, tendo produzido 2 milhões 470 mil bpd.

O novo patamar histórico decorre principalmente da contribuição de nove sistemas de produção. Cinco deles começaram a operar em 2013 e tiveram novos poços interligados ao longo de 2014. Outros quatro sistemas de produção foram instalados este ano.
Das plataformas instaladas em 2013, contribuíram para esse resultado a P-63, no campo de Papa-Terra, e P-55, no campo de Roncador – ambas na Bacia de Campos, além do FPSO Cidade de Itajaí, em Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos. No pré-sal da Bacia de Santos, destaque para a produção dos FPSOs Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá, e Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste.
Os sistemas de produção que entraram em operação em 2014 e que colaboraram para o desempenho da produção foram a P-58, no Parque das Baleias, e P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos; além dos FPSOs Cidade de Mangaratiba, na área de Iracema Sul, e Cidade de Ilhabela, na de Sapinhoá Norte, ambos no pré-sal da Bacia de Santos.

Contribuiu para o recorde a alta eficiência operacional dos campos localizados nas porções fluminense e capixaba da Bacia de Campos, como resultado do Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef). Essas áreas têm mantido a produção sustentável, diante do declínio natural dos reservatórios. Cabe destacar a alta eficiência operacional e a manutenção da estabilidade da produção nas Unidades Operacionais do Norte e Nordeste do país, que praticamente compensaram todo o declínio natural dos campos maduros da área.

Com a chegada de novas embarcações de apoio do tipo PLSV (Pipe Laying Support Vessel) e com a redução do tempo não produtivo dessas unidades – fruto das ações do Programa de Redução de Custos em Sistemas Submarinos (PRC-Sub) – a companhia interligou 68 novos poços, produtores e injetores, até novembro de 2014, o que já se constitui em um número bem superior aos 45 poços interligados ao longo de todo ano de 2013.
Produção operada pela Petrobras no pré-sal bate novo recorde e ultrapassa o patamar de 700 mil barris de petróleo por dia
A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na província do pré-sal das bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd) no dia 16 de dezembro de 2014. Desse volume, cerca de 74% (523 mil bpd) correspondem à parcela da companhia e o restante à das empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal.
A produção de 700 mil barris por dia foi alcançada apenas oito anos depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006, e apenas seis meses após a marca dos 500 mil barris, obtida em junho. Essa produção representa uma marca extremamente significativa na indústria do petróleo, especialmente diante do fato dos campos se situarem em profundidade de água profundas e ultraprofundas.
O patamar de 700 mil bpd foi conseguido com a contribuição de somente 34 poços produtores. Isso evidencia a elevada produtividade dos campos já descobertos na camada pré-sal. Desses poços, 16 estão localizados na Bacia de Santos, que responde por cerca de 61% do volume produzido no pré-sal – aproximadamente 429 mil barris por dia. Os demais 18 poços estão localizados no pré-sal da Bacia de Campos e respondem pelos 39% restantes da produção – cerca de 273 mil barris por dia.
Atualmente, o petróleo do pré-sal é produzido por 12 diferentes plataformas, oito delas produzindo exclusivamente naquela camada geológica.
O aumento da produção deve-se, também, ao excelente desempenho operacional das atividades de construção e interligação de poços, com suporte dos programas estratégicos PRC-Poço (Programa de Redução de Custos em Poços) e PRC-Sub. Esses programas integram iniciativas que vêm incorporando melhorias contínuas na redução da duração e dos custos não só de poços, como também de instalações submarinas dos projetos de Exploração e Produção.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Posse da Presidenta ! ! !


Quem tiver interesse em participar da posse da Presidenta Dilma, dia primeiro em Brasília, pode entrar em contato comigo pelo celular da operadora TIM 82-9961.8713. Diretamente de Arapiraca, interior de Alagoas.    

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

O QUE REPRESENTA PARA TI O NATAL ? ? ?


O natal foi, em sua origem, uma festa pagã. Como sabemos, o paganismo é uma doutrina religiosa politeísta que era predominante antes da era cristã. As festas pagãs de Saturnália (17 a 24 de dezembro) e Brumália (25 de dezembro) faziam parte da cultura popular na Roma Antiga (e na região da Pérsia) e foram substituídas pelo natal cristão. Na Brumália, o nascimento de Júpiter (também chamado Mitra), o Deus-Sol, era comemorado no dia 25 de dezembro e se chamava Mitraica. Apesar disto, a festa em si não tinha caráter religioso e sim “mundano”.

O Papai Noel tem sua origem na lenda de Nicolau, Bispo de Mira, Século 5. A lenda diz que ele presenteava, em segredo, três crianças de uma família pobre, todos os anos, no dia 06 de dezembro. No entanto, a mitologia babilônica de Ninrode, citada anteriormente, já colocava a oferta de presentes, mas que era feita para a “divindade” e não para crianças pobres. Outras versões do Papai Noel existiram, tal como a expressa no conto popular russo Babushka. O conto relata a história de Babuskha, uma velhinha que foi convidada pelos três reis magos para ir à Belém ver o Menino Jesus que havia acabado de nascer e que recusou o convite devido ao frio intenso que fazia naquela noite. No dia seguinte, ela juntou presentes para o menino jesus, mas como não sabia o caminho e os três anciãos já haviam partido, partiu procurando-o sem nunca encontrá-lo, mas deixando para todos os meninos que encontrava um brinquedo como presente de natal.

O significado original do natal era mundano, como dito no parágrafo anterior, de caráter pagão, ou seja, orientado para os prazeres da alimentação farta, alegria, etc. A igreja romana forneceu uma resignificação do natal, dando-lhe um significado religioso. Este significado predominou durante toda a Idade Média, período em que a religião cristã dominou absoluta no mundo feudal ocidental, embora tenham sobrevivido alguns resquícios da influência pagã na cultura popular.

O NOVO NATAL

Qual é este novo significado do natal? É o significado mercantil. O natal se torna uma grande festa consumista, amplamente explorada pela publicidade. O significado mercantil assimila o significado religioso e transforma o sentido dos símbolos natalinos.

Infelizmente o presente e a figura preponderante passa a ser o Papai Noel, um velhinho que distribui presentes para todas as crianças (e não apenas para as pobres, como originalmente) sem nenhuma justificação. Isto é, os pobres dos nossos tempos não fazem parte do contexto. Este personagem vem apenas para apresentar como natural e universal algo que é constituído histórica e socialmente e que serve a interesses “ocultos” (?).

Essa troca de presentes generalizada tem atrás de si um conjunto de interesses maléficos. Oferece-se um presente em troca de outro presente ou então de um favor, ou, ainda, de algo que revela um interesse oculto. Uma pessoa pode dar um presente para outra visando receber outro presente em troca e tal troca pode representar uma posição social ou status (o valor financeiro do presente varia com a posição do indivíduo na hierarquia social).

As firmas exploram os seus empregados durante todo o ano e no final deste lhes oferece uma cesta “básica” para enganá-los. Provoca que você “produza” muito no próximo ano, pois a “cesta” será mais farta. Quanta hipocrisia.

Afinal, o presente pode ser expressão de afetividade: presenteia-se a quem se gosta e, se ele for um “igual” (adulto), espera-se que ele retribua sob a mesma forma, e, se for uma criança, espera-se a retribuição em forma de afetividade ou gratidão. Acontece que neste último caso, devido ao fato de que o processo de mercantilização das relações sociais cria em muitas pessoas a ideia de que o presente é equivalente ao amor e não apenas uma forma, entre inúmeras outras, sob a qual ele se manifesta. Realiza-se, assim, uma inversão entre o símbolo (presente) e o simbolizado (amor), no qual a primazia passa a pertencer ao primeiro em detrimento do segundo. Desta forma, não receber um presente aparece como o mesmo que não ser amado.


O melhor presente é o carinho e a demonstração de afeto ao outro.

Os meios de comunicação, principalmente a terrível televisão, se encarregam de inculcar nas pessoas a necessidade de receber e dar presentes. O desejo de receber presente tem sua fonte na ideia transmitida pela publicidade e pelos meios de comunicação de que ele é um equivalente ao amor (quanta maldade). O desejo de dar presentes é produto tanto da publicidade quanto da pressão social (aquele que não dá presente não ama…) que, caso não seja efetivado, produz remorso (sentimento de culpa) no indivíduo.

Nestas circunstâncias, o capitalismo selvagem manipula sentimentos e produz valores visando aumentar o mercado consumidor.

PS.: este artigo teve a inestimável colaboração do Mestre NILDO VIANA. Ele é graduado em Ciências Sociais, Especialista e Mestre em Filosofia; e Mestre em Sociologia da Universidade de Brasília - UnB.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

"quinqa" no “du jamais vu” ! ! !





O Doutor Joaquim Barbosa – autor da “tuitada” acima – certamente sabe que, na Constituição, o princípio da autonomia dos poderes vem “colado” a outro: o da harmonia entre eles.
O Ministério Público, que não é um poder mas a este se assemelha, em razão da autonomia, também não deve seguir o mesmo preceito?
Ou seja, no que não lhe interfira na autonomia, não pode dialogar com o Presidente da República, com o Presidente do Congresso ou com o Presidente do Supremo?
Não apenas pode como deve. Como estes entre si.
Certamente não falta ao Dr. Barbosa a compreensão de que há uma suposição gravíssima pairando sobre os parlamentares e políticos brasileiros: a de que estejam envolvidos como co-autores ou beneficiários da ladroagem de Paulo Roberto Costa.
Ninguém, a começar de Dilma Rousseff, disse que ia se pedir a violação do segredo de Justiça em que correm as investigações sobre o caso.
Embora, fica claro na leitura da lei, este sigilo se prenda aos termos do acordo de delação e à eventual proteção do delator frente à organização criminosa e não às imputações que este faz, que sequer têm a presunção da verdade ( ““nenhuma sentença condenatória será proferida com fundamento apenas nas declarações de agente colaborador”, diz a lei), não é possível em falar em que não possa haver consultas informais sobre a extensão do que estas contêm.
Até porque listas e listas, supostamente vazadas pelo próprio Ministério Público, pululam nos jornais, sites e televisões, sem que isso provoque qualquer indignação nem em Joaquim Barbosa nem entre os procuradores.
A nomeação de um ministro é prerrogativa de quem ocupa a Presidência e isso não está em questão. Mas é dever de qualquer presidente democrático promover consultas  a quem ele desejar. E às pessoas consultadas o direito de dar opinião ou de não dar.
Se quiser e puder dizer, diga. Se não quiser ou puder, não diga.
É a chamada eloquência do silêncio.
Parece incrível que um ex-chefe de Poder, como Barbosa, falte esta mínima capacidade de convívio dentro das responsabilidades de cada um.
Só deixa de ser incrível porque uma mídia que endeusa personagens destemperados como ele capaz de apontar-lhe outras “faltas que lhe abundam”.
A de educação, a de compostura, a de decoro de quem ocupou o cargo de presidente da mais alta corte brasileira.
Uma longa galeria onde Barbosa se porta como “du jamais vu”.


Fonte: Blog TIJOLAÇO - “A política, sem polêmica, é a arma das elites.” http://tijolaco.com.br/blog/

PITACO DO DIA ! ! !

PITACOS DO DIA

BLOG CONVERSA AFIADA
                                                         Paulo Henrique Amorim


“O Brasil não tem infra-estrutura para receber Papai Noel.”
Urubóloga, segundo Gilmar

“Globo faz do Brasil o Brasileirinho do futebol. Só ela ganha!”
João Saldanho

“jn fará de Caiado o candidato da Direitona 2018”
JA Montebianco

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Um choro sem lágrima (ui) ! ! !

“Choro” de Venina no Fantástico é igual a suas “denúncias”

venina

A entrevista que a ex-gerente da Petrobrás Venina Veloso da Fonseca concedeu ao programa Fantástico, da Globo, no último domingo, não acrescentou nada ao que disse anteriormente. A entrevista apenas tratou de dar cor e forma aos ataques que a nova “heroína” da mídia vem fazendo aos superiores na empresa e que, agora, estendeu, sem provas, ao ex-presidente Lula.

A entrevista inócua e politizada dessa senhora ocupou ¼ de um programa de cerca de duas horas de duração, mas, de novo mesmo, tal entrevista só “revelou” que o ex-diretor Paulo Roberto Costa teria lhe feito uma declaração que implicaria o ex-presidente Lula em irregularidades na Petrobrás.

Ao dizer que Costa apontou o retrato de Lula ao insinuar que ele seria “derrubado” caso as “denúncias” da subordinada fossem investigadas, a ex-gerente implicou um ex-presidente da República com base em nada. A Globo, com essa entrevista, fez a mesma coisa que a revista Veja na véspera da eleição presidencial em segundo turno, há menos de dois meses.

Como tudo o que Venina diz não tem sustentação em nada mais do que sua palavra, na mesma linha do que faz poder-se-ia dizer que a investigação interna da Petrobrás a que está sendo submetida está por trás de suas denúncias tardias, que demoraram anos para ser feitas publicamente.

A “explicação” dessa senhora para a autorização que deu à Petrobrás em 2004 e em 2006 para que firmasse contratos de quase oito milhões de reais com a empresa do homem com quem se casaria em seguida, é risível. Dizer que tudo está esclarecido porque só se casou com ele um ano depois de lhe autorizar o segundo contrato, não dissolve suspeita alguma.

A Petrobrás, em resposta às denúncias de Venina, alega que mandou investigar tudo que ela fez chegar à direção da empresa. Porém, a empresa informa também que, paralelamente, a denunciante é alvo de suspeitas e investigações.

Esse fato foi minimizado pelo Fantástico.

A extensa entrevista dessa senhora ao programa global, portanto, parece ter tido o único objetivo de, em determinado ponto, envolver Lula da mesma forma covarde com que ele sempre foi envolvido em acusações de seus adversários políticos, ou seja, sem prova alguma e sem possibilidade de defesa eficiente, porque fica a palavra de um contra o outro.

Lá pelo fim da entrevista, como seria de esperar de quem faz o papel de heroína, coube a Venina apresentar a Pièce de résistance do que soa como farsa: o choro.

A voz embargada e a longa pausa, apesar de sugerirem fortemente que a nova heroína midiática chorava, não se fizeram acompanhar de um elemento que falta ao pranto assim como as provas faltam às acusações: Venina chorou sem derramar uma mísera lágrima, sem seus olhos marejarem.

Dizer que o choro de Venina resumiu-se à modulação da voz é tão válido quanto ela fazer as acusações que fez. Nem este que escreve nem aquela que acusa têm provas de que, respectivamente, o choro foi simulado ou os fatos relatados pela ex-gerente são verídicos.


Diante da denúncia sem provas da tal Venina, portanto, é que decorre presunção igualmente sem provas de que o choro dela foi forjado. A tese é tão boa quanto a do Fantástico ao levar essa mulher ao ar para enlamear a imagem de Lula, quem a mídia partidarizada e os políticos que essa mesma mídia apoia temem que se candidate à sucessão de Dilma em 2018.

Diante da denúncia sem provas da tal Venina, portanto, é que decorre presunção igualmente sem provas de que o choro dela foi forjado. A tese é tão boa quanto a do Fantástico ao levar essa mulher ao ar para enlamear a imagem de Lula, quem a mídia partidarizada e os políticos que essa mesma mídia apoia temem que se candidate à sucessão de Dilma em 2018.

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Confira, abaixo, a íntegra da entrevista e o choro “seco” de Venina

Fonte: