Porchat, minha mulher Dôia, e eu
Entre os novos comediantes do Brasil destaco o brilho e o talento de
Fábio Porchat. Mas há nele qualidades muito importantes que somam-se a
estas outras: respeito, elegância, simpatia, bom humor e generosidade.
Não há coisa pior que um humorista
deselegante, aquele que faz piadas grosseiras com excluídos, minorias , e
coisas tais como uma mãe que amamenta e é chamada de vaca leiteira. Humor é
sobretudo para ser feito com elegância.
Mas além da elegância Porchat é
sobretudo generoso, divide com seus colegas e com todos as bênçãos que recebe
dos deuses das artes cênicas.
Qual não foi minha surpresa dia
desses ao assistir um espetáculo de teatro aqui no Rio ver, ao final da peça, o
elenco agradecer a Fábio Porchat por ter destinado uma generosa verba para a
produção do mesmo. Exatamente isto: doou dezenas de milhares de reais, sem
nenhum outro interesse ou retorno que ver os colegas poderem produzir o
espetáculo.
Ao mesmo tempo criou ano passado o
Prêmio de Humor. Feito para premiar o melhor do humor nacional no teatro. Cinco
jurados remunerados de seu próprio bolso, já que até hoje não conseguiu
patrocínio para este projeto. Bancou também a entrega do premio em março deste
ano no Teatro Rival, Rio, com casa lotada e buffet garantido para a mais de
centena de profissionais que acorreu ao local.
Sou muito feliz por ver uma nova
geração de comediantes surgindo, e entre eles o Porchat. Um querido.