segunda-feira, 28 de abril de 2014

A primeira SEMANA da Presidenta ! ! !


A primeira semana de Dilma
3 anos e 4 meses depois
É muito, muito arriscado fazer profecias. Essa é a razão pela qual este Blog nunca fez uma. Contudo, este é o momento para rever o que foi escrito aqui 3 anos e 4 meses atrás; mais precisamente, no dia 9 de janeiro de 2011. À época, disseram que aquele texto não passava de “exercício de futurologia”. Vejamos hoje, então.
O post “A primeira semana de Dilma” (2011) não fez uma profecia – até porque, o que pareceu “profetizado” não se concretizou e, se a sorte nos sorrir, não se concretizará. Aquele texto fez, simplesmente, um exercício da mais pura lógica, um exercício mental baseado nos fatos então disponíveis, mas que, à luz dos dias que correm, parece ganhar caráter “profético”.
O resgate daquele texto se faz em momento adequado – talvez o último de 2014, antes das eleições. Aqui se propõe à presidente Dilma e ao seu partido estratégia político-eleitoral a ser encetada nos próximos meses. Uma estratégia que se coadune com o tipo de jogo que seus adversários pretendem estabelecer no período que se avizinha.
Sejamos diretos: só a presidente da República tem como denunciar publicamente a atuação político-partidária dos grandes meios de comunicação, inclusive das concessões públicas de rádio e tevê que, de forma ilegal, vêm trabalhando a favor do PSDB em todos os níveis da administração pública (federal, estadual e municipal) e que, neste ano, por via das dúvidas, colocaram seus pés mastodônticos também no barco do PSB.
Só para contextualizar: a mídia partidarizada faz racionamento real de água em São Paulo virar racionamento imaginário de energia elétrica. Com São Paulo às portas de um desastre ambiental na Cantareira e explosão no preço da água, o que toma as manchetes são futricas sobre o custo da eletricidade, que despencou no Brasil.
Vamos, então, ao texto de 2011. Havia passado uma semana e dois dias desde a posse de Dilma e seus primeiros movimentos induziram a crer que sua atuação política ao longo dos anos seguintes seria o que acabou sendo, com os resultados que todos temos visto e sobre os quais há que refletir enquanto ainda é tempo.
—–
Publicado no Blog da Cidadania em 9 de janeiro de 2011
Por Eduardo Guimarães
No sábado, completou-se uma semana desde que a presidente Dilma Vana Rousseff tomou posse e começou a governar. Desde a posse até o presente momento, os movimentos iniciais do novo governo – repletos de simbolismo – induzem à crença em uma drástica mudança de estilo na Presidência da República, ao menos do ponto de vista político.
A começar pela diferença entre a posse de Lula, em 2002, e a de Dilma agora. Há oito anos, Lula chegou ao poder passando por uma campanha eleitoral light, em que a virulência da direita foi constrangida pelo estado de miséria em que estava o país; Dilma se elegeu na campanha mais suja e violenta desde a redemocratização, que deixou a de 1989 na poeira.
Já nos discursos de posse de cada um, afloraram os indícios do que seria o governo Lula e do que será o governo Dilma. Lula fez um discurso politizado, com referências à “esperança” ter “vencido o medo” – referência que enlouqueceu de raiva a direita e a mídia – e ao preconceito por ele não ter diploma universitário; Dilma fez um discurso burocrático e despolitizado.
Aliás, enquanto que o discurso de Lula, em 2002, foi de afronta aos inimigos políticos que amealhou nas três campanhas eleitorais anteriores (1989, 1994 e 1998), o de Dilma foi todo no sentido de amainar os ânimos ainda exacerbados ao espantoso durante a campanha eleitoral.
Houve dois momentos isolados de maior emoção no discurso de posse de Dilma e nas duas vezes ela foi às lágrimas. No primeiro momento, ao se emocionar com a afirmação de que era presidente de “todos os brasileiros”, como que propondo a “paz”; no segundo, ao lembrar dos colegas que tombaram diante da ditadura, da qual a presidente garantiu não guardar rancor.
Durante a primeira semana de Lula, declarações sobre “Herança Maldita” e de que “A esperança venceu o medo” exacerbaram o clima político de uma forma que dura até hoje – mesmo depois de ele ter deixado o cargo, continua sendo atacado pela mídia como se ela quisesse lhe dizer que agora pode insultá-lo sem que tenha como reagir, pois não tem mais o palanque presidencial.
A primeira semana do governo Dilma foi fria, do ponto de vista político, e restrita a fotos de reuniões da presidente com sua equipe de governo, sem que se metesse nas polêmicas da estadia de Lula e família em instalações militares e dos passaportes diplomáticos dos seus filhos.
Acostumados que estamos a ver o ex-presidente fazer discursos diários durante anos, com respostas aos ataques da imprensa, com críticas às elites, a potências estrangeiras, de exaltação dos feitos que o seu governo inegavelmente ia logrando, enfim, com a emoção transbordando por cada poro, todos estão sentindo que Dilma pretende despolitizar o seu início de governo.
Haverá que combinar com os russos. Dilma tem imensos abacaxis para descascar, como a questão dos aviões militares que o Brasil tem que escolher ou o caso Cesare Battisti e o projeto do marco regulatório da mídia, nos quais o novo governo terá que se posicionar, em algum momento.
Há vários fatores que explicam a postura de Dilma. Em primeiro, sai de cena a emotividade de Lula para dar lugar à atitude sempre cerebral que marca o perfil técnico da presidente, em contraposição com a formação eminentemente política do antecessor.  E também o fato de que ela ainda parece pretender desfazer a especulação de que seria mais de esquerda do que ele.
A menos que Dilma comece a ceder sem parar às exigências da direita midiática, confrontos surgirão. Se o seu governo não se tornar tucano, terá que enfrentar o debate político. A única manifestação que a mídia não poderá ignorar ou distorcer muito será a dela. Se não se manifestar, seu governo será censurado.
É cedo para dizer que Dilma cometerá o erro de governar o Brasil como uma gerente. Mas se fizer isso, será, sim, um erro. O cargo de presidente é político. Os brasileiros votaram nela seguindo um líder político – o maior da história brasileira, ao lado de Getúlio Vargas. Ninguém segue gerentes. E sem liderar politicamente, ela não se reelegerá.

Eduardo Guimarães.

Fonte: http://wwwterrordonordeste.blogspot.com.br

DIRCEU, HOMEM-TESTE ! ! !

Paulo Moreira Leite
É autor de "A Outra História do Mensalão". Foi correspondente em Paris
e Washington. Também escreveu "A Mulher que Era o General da Casa".
Esforço de Joaquim Barbosa para 
impedir Dirceu de exercer um 
direito saiu do plano racional -- e 
isso é mais perigoso do que parece





É inacreditável que, no Brasil de 2014, se tente levar a sério – por um minuto – o pedido de investigar todas as ligações telefônicas entre o Planalto, o Supremo, o Congresso e a Papuda entre 6 e 16 de janeiro.
A rigor, o pedido de investigação telefônica tem um aspecto terrorista, como já disse aqui. 
Implica em invadir poderes -- monitorar ligações telefônicas é saber quem conversou com quem mesmo sem acessar o conteúdo da conversa  -- e isso o ministério público não tem condições de fazer antes que o STF autorize a abertura de um processo contra a presidenta da República. 
O que queremos? Brincar de golpe?
Criar o clima para uma afronta aos poderes que emanam do povo? 
Quem leva a sério o pedido de monitorar telefones do Planalto, com base numa denúncia anônima, sem data, nem hora nem lugar conhecido -- o que permite perguntar até se tenha ocorrido -- nos ajuda a pensar numa hipótese de ficção científica. Estão querendo um atalho atingir a presidenta? Assim, com a desculpa de que é preciso apurar um depoimento secreto? 
Nem é possível fingir que é possível levar a sério um pedido desses. 
Por isso não é tão preocupante que uma procuradora do DF tenha feito tenha assinado um pedido desses. É folclórico, digno dos anais da anti-democracia e da judicialização.
O preocupante é a demora de Joaquim Barbosa em repelir o pedido. Rodrigo Janot, o PGR, já descartou a solicitação. Mas Joaquim permanece mudo.
O que ele pretende? 
O que acha que falta esclarecer? 
Honestamente, cabe perguntar: qual é a dúvida? 
Indo para o terreno prático. Estamos falando de uma área por onde circulam milhares de pessoas, que mantém conversas telefônicas longas, curtas, instantâneas ou intermináveis com chefes, assessores, amigos, maridos, motoristas, namoradas, amantes...sem falar na frota de taxi, no entregador de pizza e no passeador de cachorro...
Monitorar quem ligou para quem?
Imagine. Num dia qualquer entre 6 e 16 de janeiro de 2016 uma jovem assessora do Senado, que trabalha de minissaia e namora um musculoso agente penitenciário na Papuda, resolve encontrá-lo para tomar um sorvete. Mas o rapaz não aparece. Ela liga para o celular do amor de sua vida. O namorado atende dentro de um ônibus que, naquele momento, se encontra parado no sinal vermelho em frente ao Planalto. 
Três meses depois, aparece o grampo:
-- Alô, Zé Dirceu na linha? Onde você está? Aqui é a Maça Dourada. Aquela, de 68. Lembra, na Maria Antônia....A gente não tinha marcado um encontro, 50 anos depois? Nossa turma tinha essa mania, lembra?
Está na cara que nada se pretende descobrir com uma investigação desse tipo. O que se pretende é ganhar tempo, como se faz desde 16 de novembro, quando Dirceu e outros prisioneiros chegaram a Papuda. Com ajuda dos meios de comunicação mais reacionários, os comentaristas mais inescrupulosos, pretende-se criar um ambiente de reação contra o exercício de um direito típico dos regimes democráticos. Aguarda-se por uma comoção que impeça a saída de Dirceu. Você entendeu, né...
No plano essencial, temos o seguinte: Dirceu nunca deveria ter passado um único dia em regime fechado, pois  jamais recebeu uma sentença que implicasse em pena desse porte após o trânsito em julgado.
Suas condições de detenção na Papuda se tornaram inaceitáveis a partir do momento em que ele – cumprindo as determinações legais à risca – conseguiu uma oferta de emprego para trabalhar em Brasília, obtendo a aprovação do Ministério Público e da área psicossocial.
No plano da investigação policial, temos o seguinte: nenhuma das possíveis alegações para impedir o exercício desse direito foi provada. Nenhuma.
O que mantém Dirceu na prisão?
Apenas a vontade política de negar um direito que a lei assegura a todos. Um pedido de monitoramento de milhares (ou centenas de milhares? Milhões?) de telefonemas expressa o tamanho dessa vontade delirante de  castigar, de punir. Já se ultrapassou qualquer limite civilizado. E aqui entramos em nova área de risco.
Depois de passar por um campo de concentração do nazismo, e, mais tarde, conduzido a um campo soviético porque fazia oposição política a Josef Stalin, o militante David Roussett fez uma afirmação essencial:
“As pessoas normais não sabem que tudo é possível.”

Ele se referia à câmara de gás, aos trens infectos, ao gelo, a fome, o frio – a todo sofrimento imposto a seres humanos em nome do preconceito de raça, de classe, da insanidade política, do ódio, da insanidade que dispõe de armas poderosas para cumprir suas vontades.
Não temos câmaras de gás no Brasil de 2014. Mas temos anormalidade selvagem.  Já tivemos um julgamento onde os réus não tiveram direito a presunção da inocência. Quem não tinha foro privilegiado não teve direito a um segundo grau de jurisdição. As penas foram agravadas artificialmente.  

Dirceu está sendo desumanizado, como se fosse uma cobaia de laboratório, mantida sob vigilância num cubo de vidro, 24 horas por dia.
Foi transformado num caso-teste.  
O direito que hoje se nega a Dirceu amanhã poderá ser negado a todos.
Será tão difícil captar a mensagem? 


ATENÇÃO: As palavras na cor vermelha constam no texto, mas os destaques são deste BLOGUEIRO.   

PITACO DO DIA ! ! !

PITACOS DO DIA


BLOG CONVERSA AFIADA
                                           Paulo Henrique Amorim

“A PF serve ao Zé, o Zé Cerra!!!!”
— Ozzy

“A PF navega por mares sempre Dantas navegado”
— Flaino

“O problema do PT é o Zé: no competente tá na Papuda e o incompetente na Justiça”
— Jacinto

Presidente LULA confirma: não houve mensalão ! ! !


LULA: NÃO HOUVE MENSALÃO ! 

E DILMA VAI GANHAR !

Deixa o povo ir pra rua !
Esse Bessinha...
Em entrevista à RTP portuguesa , rede de televisão estatal, Lula disse: “não houve mensalão”.

O julgamento foi, segundo Lula, “80% político e 20% jurídico”.

Essa história ainda vai ser recontada, disse ele.

“O julgamento foi um massacre para destruir o PT e não conseguiu”.

Sobre a Copa, “deixa o povo ir pra rua !”

Um povo vai para a rua e outro para o estádio ver os jogos.

O povo foi para a rua – explicou Lula – pedir Saúde “padrão FIFA”, Educação “padrão FIFA”.

Lula explicou à entrevistadora:

Em 11 anos o Brasil criou 22 milhões de empregos, 36 milhões saíram da miséria absoluta e 42 subiram à Classe Média.

Tinha 3 milhões de universitários e agora tem 7 milhões.

E o povo quer mais !

É assim a humanidade.

Você hoje passou a comer contra-filé, mas vai querer filé !

O Brasil passou de 1 milhão 700 mil carros por ano a 3 milhões 800 mil: é o quatro mercado mundial e sétimo maior produtor.

E o carro vai ser produzido pra rico ? Pra classe média  e o povo andarem só de ônibus ?

Não !, o povo também tem que poder andar de carro.

Em onze anos não é possível resolver mazelas de cinco séculos.

Em 100 anos, o Brasil construiu 140 escolas técnicas (o Fernando Henrique proibiu construir escola técnica – PHA)

Em 11 anos construiu 365.

Ele, que não tem diploma universitário, construiu 14 universidades federais (o FHC, nenhuma !) e 146 extensões.

O pessoal quer mais !

Ótimo ! 

Tem que querer !

Sobre a Copa, não tem um tostão do Orçamento gasto em estádio.

Ainda no Governo dele fico estabelecido que seriam destinados R$ 400 milhões em EMPRÉSTIMOS a Governos e R$ 400 milhões em EMPRÉSTIMOS a empresas privadas que quisessem construir os estádios.

Os gastos em mobilidade urbana, ruas, metrôs, pontes … a FIFA não leva embora !

Mas, a Copa não é uma questão financeira.

É o encontro de civilizações através do Esporte.

Me perguntam: o que o estrangeiro vai ver na Copa ?

Ele responde: vai ver a cara do Brasil.

A pobreza e a beleza, a beleza de um povo maravilhoso, como ele é: índio, negro e europeu, como os portugueses !

Clique aqui para votar em trepidante enquete sobre quem não pediu licença a Alckmin para vir a São Paulo.

Clique aqui para ler a entrevista histórica de Lula aos blogueiros.

E aqui para ver que o PiG não pode deixar o Lula falar.

Imagine, amigo navegante: como ele mesmo diz: filho de pai analfabeto e mãe analfabeta, que não sabia fazer um “o” com um copo, desmoralizar a elite de São Paulo, essa aí, que acusa o governador – petista – do Acre de desovar haitiano e de ser coyote.

Essa elite não pode ver haitiano – nem o Lula !

Clique aqui para ver o telefonema de um Governador ao Alckmin sobre quem chega a Guarulhos !

Paulo Henrique Amorim


Em tempo: 
Foi nessa mesma viagem que a Folha (*) e O Globo mentiram sobre uma declaração do Lula ao falar da Petrobras.

(*)  Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é,  porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.

"quinqa" próximo do FIM (oba, oba, oba) ! ! !

BARBOSA NO STF: UM PESADELO PRÓXIMO DO FIM

O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, começou a preparar sua saída da corte. A informação é de Lauro Jardim, da coluna Radar On-Line, que tem uma relação próxima com a assessoria do ministro. "Recentemente, pediu ao Itamaraty o cálculo exato do tempo em que trabalhou como oficial de chancelaria no ministério, entre 1976 e 1979", diz em nota. Com uma gestão marcada por abusos, choques com advogados, juízes e ilegalidades, pode-se dizer que o pesadelo está próximo do fim.
A arbitrariedade do magistrado passou do ponto na perseguição ao ex-ministro José Dirceu, preso na Penitenciária da Papuda em condições ilegais desde novembro. De todos os condenados na Ação Penal 470 ao regime semiaberto, Dirceu é o único que ainda não recebeu autorização para trabalhar fora do presídio. E para prolongar a situação, Barbosa tem usado uma série de medidas protelatórias e argumentos questionáveis.

Nas últimas semanas, o ministro tem sustentado investigação sobre uma denúncia de que Dirceu fez uso de celular dentro da cela, caso já arquivado pela sindicância da Papuda. Desde então, o juiz Bruno Ribeiro encaminhou pedido sobre quebra de sigilo da Papuda, envolvendo até o Palácio do Planalto, mesmo já estando fora de seu cargo, o que não seria permitido. Barbosa, por sua vez, encaminhou o gravíssimo requerimento à Procuradoria-Geral da República, em vez de rejeitá-lo imediatamente.

Durante o julgamento da Ação Penal 470, Barbosa conseguiu criar atrito com a classe dos advogados, revoltada com a afirmação do presidente do STF de que eles estariam acostumados a acordar "lá pelas 11 horas"; com os juízes, que acusaram Barbosa de tratamento inadequado a outros ministros, por exemplo quando acusou o colega Ricardo Lewandowski de fazer "chicana"; ou ainda na tentativa de instalação de quatro Tribunais Regionais Federais, medida aprovada no Congresso, mas suspensa por ele por meio de liminar.

Em novembro de 2013, o ministro recebeu o troco por uma de suas decisões mais políticas à frente do Supremo: dezenas de juízes, intelectuais e personalidades da sociedade civil assinaram um manifesto de repúdio às prisões ilegais dos principais réus da AP 470 (relembre aqui). Sem dúvida, se estiver mesmo no fim, como ele mesmo já afirmou em entrevistas, sua gestão na corte suprema terá uma marca forte no Judiciário brasileiro: a marca dos excessos, dos abusos e das arbitrariedades. Um pesadelo, do qual o STF levará algum tempo para se recuperar.

sábado, 26 de abril de 2014

Zé Dirceu QUER trabalhar e vai CONSEGUIR ! ! !

Não há mais como adiar direito de Dirceu ao trabalho externo



A defesa de José Dirceu divulgou nota ontem, sexta-feira, sobre o parecer da Procuradoria Geral da República recomendando a rejeição do pedido feito pela promotora Márcia Milhomens Corrêa para quebrar o sigilo telefônico do Palácio do Planalto.
Para o advogado José Luis Oliveira Lima, “a manifestação da Procuradoria-Geral da República, fundamentada com profunda consistência, é a demonstração cabal da total improcedência e ilegalidade do pedido apresentado pela promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal”. Ele acrescenta que “não resta mais como adiar” o direito  do ex-ministro ao trabalho externo.
O pedido de quebra de sigilo foi feito dentro da investigação sobre suposto uso de telefone celular pelo ex-ministro José Dirceu na prisão – uso este que já se provou inexistente. A promotora afirmou ter pedido a quebra – que também inclui o Congresso e o STF – com base em “depoimentos informais”.
O parecer do procurador-geral, Rodrigo Janot, vai ser encaminhado ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que precisa decidir sobre o pedido de trabalho externo de Dirceu.
Veja abaixo a íntegra da nota da defesa de Dirceu:
“A manifestação da Procuradoria-Geral da República, fundamentada com profunda consistência, é a demonstração cabal da total improcedência e ilegalidade do pedido apresentado pela promotora de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal. Como já havíamos apontado, um pedido sem qualquer fundamento e respaldo legal. O próprio procurador-geral, dias atrás, também já havia se pronunciado a favor do arquivamento do inquérito disciplinar contra José Dirceu e também da autorização de seu pedido de trabalho, uma vez que foram cumpridos todos os requisitos formais exigidos pela Lei. Não resta mais como adiar tal decisão e garantir ao meu cliente o seu direito ao trabalho externo.”
José Luis Oliveira Lima
O parecer
No parecer, o procurador-geral afirma que o pedido de quebra de sigilo “não merece acolhimento, desbordando de todos os procedimentos normais” em situações como essa.
Para Janot, a “a adoção de medidas invasivas [a quebra do sigilo]” tem que ser pautada pelo princípio da “proporcionalidade”.
O procurador ainda lembra que a suposta conversa pelo telefone teria ocorrido no dia 6 de janeiro, mas a promotora fez um pedido referente a 15 dias. “Desde já, verifica-se o total descompasso da injustificada pretensão de pedir quebras de sigilos telefônicos (chamadas efetuadas/recebidas) dentro desses quadrantes, se o suposto uso do equipamento teria ocorrido dentro do local onde está sendo cumprida a pena.”
“Além disso, o prazo injustificado revela uma pretensão muito além. Há um excesso sem justificativa plausível e uma pretensão totalmente desarrazoada”, acrescenta o procurador.