sexta-feira, 9 de outubro de 2020

A influência do Presidente LULA no Prêmio Nobel da Paz deste ano ! ! !

 Saiba por que o ex-presidente Lula foi o maior vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2020

Presidente LULA e José Graziano


O petista ficou mundialmente conhecida como “o cara” que tirou milhões de brasileiros da miséria e proporcionou, durante seu governo, três refeições diárias aos mais famintos por meio do programa Fome Zero.


O programa Fome Zero introduziu um novo modelo de desenvolvimento focado na erradicação da fome e na busca de inclusão social por meio de políticas macroeconômicas, sociais e industriais.

 

Em sua gestão, Lula criou o Ministério Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome cujo titular era José Graziano.

Ato continuo, Graziano ocupou a Diretoria-Geral da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), de 2012 a 2019, com o compromisso de transformar a visão de um mundo sustentável em realidade.

 

Durante seu primeiro mandato (2012-2015), Graziano realizou mudanças transformadoras dentro da organização, intensificando o foco do trabalho da FAO em cinco objetivos estratégicos:


- garantir a segurança alimentar;

-   promover a produção e o uso sustentável dos recursos naturais;

-   reduzir a pobreza rural;

-  melhorar os sistemas alimentares; e

-  reforçar a resiliência.

 

José Graziano consolidou muitas das iniciativas lançadas durante seu primeiro mandato, em parceria com países membros e organizações internacionais, com agências da ONU e com a academia, a sociedade civil e o setor privado.

 

Prêmio Nobel da Paz foi para… a luta contra a fome no mundo

 

Entre as conquistas mais notáveis, Graziano deu forma à contribuição crucial da FAO para a maioria dos principais ODS, incluindo:


a) Reforçar a pobreza rural como causa fundamental da migração forçada;

b) Destacar a fome como uma pré-condição essencial para o conflito, uma visão adotada pelo Conselho de Segurança da ONU em 2018;

c) Promover uma nova abordagem para facilitar a adaptação da agricultura e melhorar a resiliência como parte da mitigação dos impactos das mudanças climáticas;

d) Destacar a perda de biodiversidade como uma ameaça muito séria para a alimentação e a agricultura globais;

e) Trazer os temas de duas iniciativas de 2014, o Ano Internacional da Agricultura da ONU e a Segunda Conferência Internacional da FAO-OMS sobre nutrição para o topo da agenda do sistema das Nações Unidas, conforme manifestado pela Década de Nutrição (2016-2025) e Agricultura Familiar (2019-2028);

f) Destacar o papel da segurança alimentar como uma preocupação fundamental para a segurança alimentar e para o comércio;

g) Reforçar a visão da globalização da epidemia de obesidade e a necessidade de promover sistemas alimentares sustentáveis ​​que possam promover dietas saudáveis, bem como a necessidade de uma regulamentação global para a produção e consumo de alimentos.

Sobre o programa Fome Zero de Lula, que foi levado à ONU

Há dezessete anos, trinta dias após assumir o governo, Lula lançou o Programa Fome Zero, cujo desafio era integrar políticas estruturais e emergenciais no combate à fome. Com essa medida, o presidente começou a pôr em prática a principal bandeira de sua plataforma eleitoral e de sua trajetória política.


No Brasil do início de 2003, 44 milhões de pessoas viviam com menos de um dólar ao dia, em situação de insegurança alimentar. Até janeiro de 2004, o programa beneficiaria onze milhões de pessoas em 2.369 municípios, concentrados especialmente no semiárido e nas regiões mais pobres do Nordeste brasileiro. Nesse período, seria criado o Cartão Alimentação, para possibilitar às famílias a compra direta de alimentos, e o Programa de Aquisição de Alimentos, com compras públicas dirigidas para a agricultura familiar.


O Programa Fome Zero enfrentaria sérias dificuldades em sua implementação, especialmente na articulação com as demais políticas de seguridade social. Mesmo assim, a experiência de garantir renda mínima para as populações mais pobres se aprofundaria e seria o embrião do Bolsa Família, lançado em janeiro de 2004, que se tornaria o maior e mais bem-sucedido programa de transferência de renda do mundo.



FONTE: Blog do Esmael

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quinta-feira, 8 de outubro de 2020

"O É da Coisa" com Reinaldo Azevedo, Alexandre Bentivoglio e Bob Furuya ! ! !

  "O É da Coisa"  

   AO VIVO   

 com REINAldo aZEVEDO 
Covid mata por dia no país 6 vezes vítimas do Líbano, que comovem ...
 Bob Furuya 
O Ézinho da Coisa com Reinaldo Azevedo, 23/08/2019 (RESUMIDO ...
 Alexandre Bentivoglio 


 "ministro Fux, o ódio é um VENENO que a gente toma esperando que o outro morra" 


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https://www.youtube.com/watch?v=8Nb2fyxdTcw

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

SENSACIONAL: A história do povo NORDESTINO foi escrita com sangue e sofrimento ! ! !

Decassílabo: A História do Povo Nordestino 


Valdir Teles e Moacir Laurentino


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https://www.youtube.com/watch?v=XirZZFlm-us

Quem conhece a história da Bahia

Não precisa pesquisa nem estudo

Pra saber que o massacre de canudos

Não passou de uma grande covardia


Conselheiro morreu porque queria

Ver os pobres com terra e alimento

Foi aí que o governo violento

Conseguiu impedir o seu destino


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento

Era o tempo que a lei do usineiro

Implantava o regime que quisesse

Só não ia pra forca quem tivesse

O prestígio político ou o dinheiro


Padre Cícero salvou seu Juazeiro

Com promessa, milagre e juramento

Enfrentou barricada e armamento

Pra salvar o romeiro peregrino


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento

Foi Gregório Bezerra massacrado

Só porque discordava do regime

O governo podia fazer crime

Mas o povo vivia amordaçado


Pernambuco ainda está envergonhado

Sem poder apagar este momento

Como é que se mata um elemento

Porque diz "tá errado, eu não combino"


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento

Os escravos comprados de encomenda

Eram todos jogados na senzala

Uns morriam na peia outros na bala

Se tentasse uma fuga da fazenda


O barão escolhia para a venda

Muitas vezes a mãe sem o rebento

Que esse monstro cruel e violento

Separava a coitada do menino


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento


Tinha um rastro de sangue no sertão

Quando a lei perseguia os cangaceiros

A volante atirava em bandoleiros

Mas também acertava em cidadão


Muitas vezes nem era lampião

Que roubava dinheiro e alimento

Mas pra o povo da lei ser cem por cento

O culpado era sempre Virgulino


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento

Faz vergonha lembrar da ditadura

Conversar com Vandré, Caetano e Gil

E saber que os cantores do Brasil

Foram vítimas das armas da censura


Muitos deles sofreram até tortura

Sem poder expressar seu sentimento

Quem fugisse daquele seguimento

Não fugia das mãos do assassino


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento

Enfrentando o patrão escravocrata

O escravo perdia a sua vida

Trabalhando por água e por comida

Fora isso era a ponta da chibata


Quem passar no quilombo vê a data

Que Zumbi fez o último movimento

Nem os negros tiravam documento

Nem a mãe batizava o seu menino


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento

João Pessoa morreu assassinado

Zé Pereira fez guerra no sertão

Zé Lourenço sofreu no caldeirão

Muito mais do que os irmãos no contestado


Frei Caneca foi preso e fuzilado

Enfrentando o mais sujo julgamento

Lendo o novo e o velho testamento

Entregou sua alma ao Pai Divino


A história do povo nordestino

Foi escrita com sangue e sofrimento

Vídeo e Letra da BELÍSSIMA música "LUAR DO SERTÃO" ! ! !

 "LUAR DO SERTÃO" 

Composição

 d e 

 

Catulo da Paixão Cearese
 João Pernambuco

"Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Oh que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão
Este luar cá da cidade tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um sol de prata prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a lua cheia a nos nascer do coração

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Coisa mais bela nesse mundo não existe
Do que ouvir um galo triste no sertão que faz luar
Parece até que a alma da lua que descansa

Escondida na…" 




domingo, 4 de outubro de 2020

"Aqueles que QUEIMAM livros", por Carlos Carvalho ! ! !

A cada novo dia somos tomados de indignação e espanto diante do caos que se alastra por aqui, transformando o Brasil em um arremedo de nação, numa Sucupira, uma Bruzundanga fascistóide.

 

 Por  Carlos Carvalho*

Quando a pandemia nos empurrou para o isolamento, passamos a ouvir de forma recorrente a pergunta: “ao término da pandemia, sairemos pessoas melhores ou piores?”.


Chegados aos sete meses de pandemia, com um milhão de mortos no mundo todo, sendo quase 150 mil somente no Brasil, percebe-se que, se havia alguma dúvida de como sairíamos da quarentena, a resposta já nos parece bastante óbvia, com a normalização do absurdo, a saber, praias cheias, shoppings e bares lotados, ruas e praças movimentadas. E assim, em nome do grande deus mercado, fomos apresentados ao “novo normal”, pois a economia não pode parar. Se morreu, morreu porque que tinha que morrer, diriam alguns cidadãos e cidadãs de bem. 

Os que defendem coisas desse tipo são, na maioria das vezes, pessoas que também costumam bradar dizeres em defesa da família tradicional brasileira, professar alguma fé e responder com a palavra “gratidão” a cada mensagem que recebem.

Algumas vezes, protagonizam cenas que fariam corar de horror, vergonha e repulsa até um frade de pedra, estejam tais pessoas em carros conversíveis, ruas ermas ou restaurantes bregas e caros. O cavalo-de-pau (ou seria aquele grande acordo nacional?) que deram no Brasil, colocou-o “Titanic” de cara para um abismo que, mais cedo ou mais tarde, o engolirá.

O que se vê, no entanto, não é nada mais nada menos que o resultado de trezentos anos de escravização, criminalização dos menos favorecidos socialmente e do projeto de destruição da educação brasileira.

Assim, a cada novo dia somos tomados de indignação e espanto diante do caos que se alastra por aqui, transformando o Brasil em um arremedo de nação, numa Sucupira, uma Bruzundanga fascistóide. Das inúmeras bizarrices da semana, nos chamou a atenção o vídeo que mostra dois idosos queimando os livros do escritor Paulo Coelho na churrasqueira de casa. Ao ser questionada pela pessoa que filma acerca da razão do ato, a velha senhora diz que ele, Paulo Coelho, teria pedido “pra não comprarem os produtos do Brasil, lá fora falando mal do Brasil. Agora eu estou aqui queimando os livros dele, miserável”, disse. E, parafraseando Darcy Ribeiro, nos perguntamos: como o Brasil deu no que deu?

Inaceitável, por seu caráter bárbaro, a atitude dos idosos é pra lá de criminosa em um país carente de livros e leitores, sendo, além disso, perigosa. Na história da humanidade, já vimos livros serem queimados, e sabemos exatamente no que deu. O ato hediondo protagonizado pelo casal de velhos nos remete à narrativa Fahrenheit 451, romance distópico de Ray Bradbury (1920-2012), lançado no ano de 1953, cujo cenário é um tempo futuro no qual não se admite que as pessoas tenham suas próprias opiniões as quais, para o Estado, são hedonistas e antissociais. Nada de “Defund Lukashenko”, por exemplo. Pensamento crítico? De jeito nenhum. Logo, nada de livros. Se encontrados, arderão no fogo.

A incivilidade do ato protagonizado pelo casal de idosos nos lembra George Steiner (1929-2020) quando na obra Aqueles que queimam livros (2017), traduzida por Pedro Fonseca e publicada no Brasil pela editora Âyiné, diz: “aqueles que queimam livros, que banem e matam poetas, sabem exatamente o que fazem. Seu poder (do livro) é incalculável. Precisamente porque o mesmo livro e a mesma página podem ter efeitos totalmente díspares sobre diferentes leitores. Podem exaltar ou aviltar; seduzir ou enojar; estimular à virtude ou à barbárie; acentuar a sensibilidade ou banaliza-la”, pois os livros, continua Steiner, “são a chave de acesso para nos tornarmos melhores”. 

Assim sendo, 

é preciso que a sociedade esteja atenta, 

pois aqueles que queimam livros hoje 

são capazes de queimar gente amanhã. 


* Carlos Carvalho é Doutor em Linguística Aplicada

ô-XENTE, CUIDADO, pois as palavras na cor vermelha constam originariamente no texto, mas os destaques e ênfases são deste BLOGUEIRO.