domingo, 30 de dezembro de 2018

Alguém de VERGONHA nega participar do CONLUIO ! ! !

O primeiro ato da Resistência
Por José Reinaldo Carvalho (*)


Foi justa a decisão do PT, acompanhada pelo PSOL e o PCdoB, de não comparecer à cerimônia de investidura do governo da extrema direita.

É o primeiro ato de uma Resistência que nas novas circunstâncias se afigura prolongada, complexa e sinuosa.

A situação política criada com a eleição do governo de extrema direita é por si só anormal, agravada pelo fato de ser um governo resultante da fraude e do engodo.

Sua posse não será uma cerimônia, uma festa, um protocolo, uma juramentação constitucional, mas o ato oficial de inauguração de uma nova época política. Ilusão pensar que em Primeiro de Janeiro procede-se a uma mera alternância de governo.

O regime de extrema direita é a imagem e semelhança das classes dominantes reacionárias e de potências imperialistas vorazes. Sua essência é antidemocrática, antipopular, antissocial, antinacional. Um regime de exceção, baseado na perseguição judicial e incriminação dos partidos progressistas, da luta social, que encontra sua maior expressão no encarceramento do maior líder popular da história nacional, por quem os politiqueiros de direita, procuradores, juízes e generais que agora assumem o posto de comando político nutrem medo pânico. Um regime que à partida se revela facinoroso, pela vocalização do titular e de seus principais porta-vozes, que incluem o extermínio da esquerda na estratégia de liquidação da democracia, aniquilação dos direitos sociais e vilipêndio da soberania nacional.

Um regime que enverga a fantasia da teocracia neopentecostal, de catolicismo anacrônico, com apego a valores vigentes em tempos idos. Por serem anacrônicos não se podem impor a não ser pela disseminação do ódio, a cizânia, ameaça, força, violência e morte.

Um regime que subordina o Brasil ao imperialismo estadunidense, isola a nação dos amigos que conquistou pelo mundo e situa-se na contramão das tendências contemporâneas.

Um regime de entrega das riquezas nacionais, do arrocho para o povo e desbragada cedência ao capital monopolista-financeiro nacional e internacional.

Assim, soam patéticas as críticas em setores da própria esquerda à decisão de não comparecer à posse. Baseiam-se num institucionalismo de fancaria, num democratismo de fachada, numa exaltação abstrata ao Estado, num culto ao social-liberalismo, em apelos inócuos ao diálogo, em considerações descontextualizadas sobre a nova correlação de forças, no reconhecimento passivo da derrota eleitoral. Só falta a congratulação efusiva e o beija-mão ao vencedor.

Antes de investir contra a unidade do campo democrático-popular oposicionista, pergunte-se primeiro quem rompeu a institucionalidade democrática, violou a Constituição, vilipendiou o Estado democrático de direito.

Sobre a correlação de forças e as táticas correspondentes, tempo haverá para debater e compreender a fundo as causas da derrota estratégica, tarefa que incumbe às forças da esquerda política e social, bom tema para as direções partidárias e a Frente Brasil Popular. Mas o ponto de partida do debate não pode ser a capitulação nem muito menos a adesão ao regime.

Este não conseguirá no médio e longo prazos sustentar sua “popularidade” apenas com denuncismo aos inimigos e demagogia.

A usina de mentiras e tergiversações tende a se esboroar na medida em que o exercício do poder acarretar desgastes. Inevitavelmente, a contrarrevolução política e o retrocesso econômico e social engendrarão conflitos, e mesmo contradições internas, que por sua vez apresentarão novos desafios. É uma questão de tempo histórico. A esquerda consequente não se deve deixar levar pelo imediatismo nem a impaciência.

Popularidade de um momento pós-eleitoral, comparecimento em massa a uma cerimônia na Esplanada não significam necessariamente a expressão da vontade do povo. Seus interesses fundamentais, como as aspirações profundas dos trabalhadores e o sentimento patriótico emanam de outras determinações. Revelam-se quando menos se espera, percorrendo acidentados caminhos, sorteando ínvias encruzilhadas.

As forças que compõem a esquerda hoje são legatárias de um patrimônio histórico formado em longo percurso de vitórias e derrotas, fluxos e refluxos das lutas sociais. É o que lhes imprime caráter, identidade, responsabilidade, experiência e visão estratégica. Não é raro que a elas se incorporem marinheiros de primeira viagem, pretensos profissionais que deploravelmente mareiam ante a primeira procela. É que a luta política e social não cabe num protótipo de congressos estudantis nem nas coxias da vida parlamentar e governativa. Obedece a outras determinações que olhos pragmáticos não conseguem enxergar.

A decisão de não ir à posse foi, sim, madura e carregada de conteúdo. É o primeiro ato de uma longa Resistência. Sinaliza para a formulação de uma estratégia e tática de combate, em cuja execução serão indispensáveis partidos de combate, frentes de combate, blocos de combate, bancadas parlamentares de combate e movimentos sociais de combate, como premissas para reconquistar a democracia e fazer valer os direitos do povo.

Se há alguém pretendendo costear e saltar o alambrado que o faça. A esquerda, não!

(*)José Reinaldo CarvalhoJosé Reinaldo Carvalho Jornalista, editor do Saite Resistência, pós graduado em Política e Relações Internacionais, diretor do CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz. Integra o projeto “Jornalistas pela Democracia” e membro do Comitê Central e da Comissão Política Nacional do PCdoB. 

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Músicas de alto PADRÃO nesta manhã ! ! !

"Inicie seu FINAL de semana com melodias de BOM gosto”

Feira de Mangaio 
clã sivuca
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Na base da chinela 
com ELbA RAMAHO E GILBERTO GIL
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Saudosa maloca 
com demônios da garoa
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Chuva de Honestidade 
com flavio leandro, cícero mendes e chico justino
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com joão bosco e djavan
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Bela melodia com BELCHIOR ! ! !

"A minha história é talvez. É talvez igual a tua"

Fotografia 3x4 
com belchior
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Eu me lembro muito bem do dia que eu cheguei
Jovem que desce do Norte pra cidade grande
Os pés cansados e feridos de andar légua tirana
De lágrimas nos olhos de ler o Pessoa
E de ver o verde da cana

Em cada esquina que eu passava um guarda me parava
Pedia os meus documentos e depois sorria
Examinando o 3x4 da fotografia
E estranhando o nome do lugar de onde eu vinha

Pois o que pesa no Norte, pela lei da gravidade
Disso Newton já sabia: cai no Sul, grande cidade
São Paulo violento, corre o Rio que me engana

Copacabana, Zona Norte e os cabarés da Lapa onde eu morei

Mesmo vivendo assim, não me esqueci de amar
Que o homem é pra mulher e o coração pra gente dar
Mas a mulher, a mulher que eu amei
Não pôde me seguir não

Esses casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem
Veloso, o sol não é tão bonito pra quem vem do Norte e vai viver na rua

A noite fria me ensinou a amar mais o meu dia
E pela dor eu descobri o poder da alegria
E a certeza de que tenho coisas novas
Coisas novas pra dizer

A minha história é talvez
É talvez igual a tua, jovem que desceu do Norte
Que no sul viveu na rua
E ficou desnorteado, como é comum no seu tempo
E que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
E que ficou apaixonado e violento como, como você

A minha história é talvez
É talvez igual a tua, jovem que desceu do Norte
Que no sul viveu na rua

E que ficou desnorteado, como é comum no seu tempo
E que ficou desapontado, como é comum no seu tempo
E que ficou apaixonado e violento como, como você

Eu sou como você
Eu sou como você
Eu sou como você que me ouve agora
Eu, eu sou como você

Ficheiro:Belchior (2004).jpg
Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes
Cantante, poeta, letrista, escritor, músico e filósofo cearense