domingo, 3 de janeiro de 2016

Ninguém pode prender meus sonhos ! ! !

O sonho de um Brasil livre da ditadura me levou à luta, à prisão e anos e anos longe de minha família e meu país.
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O sonho de fazer um partido que desse voz aos trabalhadores e lutasse por eles me levou a ser um dos fundadores do PT.
O sonho de tornar um operário presidente da República fez com que eu trabalhasse muito em todo o país.
O sonho que tinha de ser declarado inocente porque nada fiz e não há nenhuma prova contra mim virou uma injustiça com a condenação.
Mas quem sonhou a vida toda por um Brasil melhor, com menos miséria, sem fome, com mais valor aos trabalhadores, não pode parar de sonhar.
O peso da injustiça pode tudo. 

Só não pode prender meus sonhos.




Que você realize todos os seus sonhos no ano novo.



José Dirceu
Presidiu a União Estadual de Estudantes (UEE), firmando-se como líder estudantil. Em 1968 foi preso em Ibiúna, no interior de São Paulo, durante uma tentativa de realização do XXX Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Retornou ao Brasil em 1971, vivendo clandestino em São Paulo. Em 1979, com a anistia, voltou definitivamente para o Brasil, onde passou a participar das atividades políticas em curso, que deram origem ao PT. Em 1986 foi eleito deputado estadual constituinte em São Paulo pelo PT, exercendo mandato entre 1987 e 1991. Em 1995 foi indicado por Lula para disputar o encontro nacional do partido e ganhar a presidência nacional do Partido dos Trabalhadores, cargo para o qual se reelegeria em 1997 e 2001 José Dirceu foi Ministro-Chefe da Casa Civil no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de 1 de janeiro de 2003 até 16 de junho de 2005

sábado, 2 de janeiro de 2016

O último 'Golpe Moral' no golpismo ! ! !

O derradeiro 'Golpe Moral' no golpismo

O golpismo terá mais dificuldade de se articular e sobretudo de justificar moralmente a derrubada da presidente Dilma.

por Francisco Fonseca - Professor de ciência política na FGV/Eaesp e PUC/SP

Fábio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
2015 está terminando e, com ele, aparentemente o golpismo da direita contra a Democracia e o Estado de Bem-Estar Social brasileiro. Embora toda e qualquer análise peremptória sobre a crise política, social e institucional brasileira seja, em larga medida, precária, em razão da fluidez da conjuntura e de potenciais movimentos provindos da controversa “Operação Lava Jato”, do Congresso Nacional, do STF, do TSE e do jogo político como um todo, alguns fatos políticos são essenciais nesse complexo tabuleiro da vida política nacional. Procurei analisar essa precariedade analítica nos artigos “A fluidez da conjuntura política e os próximos lances” e “A virada de Dilma”, publicados neste site respectivamente em 21 outubro e 20 de dezembro deste ano.
 
Tais fatos políticos referem-se à batalha sobre a “moralidade do golpe” (entendida como legitimação moral), chamada pelos golpistas – das raposas políticas aos inocentes úteis – de impeachment. Nesse sentido, três grandes fatos, de uma inumerável cepa, devem ser ressaltados:
 
O primeiro refere-se à “peça” supostamente jurídica que “fundamentou” a abertura do processo de impeachment pelo Congresso Nacional produzida pelos advogados Bicudo e Reali que mais se parece um “faz-me-rir” à guisa dos processos kafkanianos. Ressentimentos pessoais e políticos, de um lado, e oportunismo político – devidamente sustentados pelo PSDB e pela oposição derrotada nas última eleições – se imiscuem à peça que tem de tudo, menos fundamentação jurídica. Não é por outro motivo que os principais magistrados brasileiros e suas associações representativas posicionaram vigorosamente contrários a tal processo. Tratou-se de um importantíssimo golpe moral lancetado pelo golpismo contra si.
  
Um outro golpe moral, de importância ainda maior, refere-se ao fato de que a liderança pró destituição da presidente Dilma responde pelo nome de Eduardo Cunha, cuja permanência no Congresso Nacional –  sobretudo como presidente da Câmara –, e em liberdade, só podem ser compreendidas pelo papel prioritariamente político e secundariamente jurídico do Supremo Tribunal Federal. A velha imagem da “raposa cuidando do galinheiro” encaixa-se perfeitamente a Eduardo Cunha, o que contribuiu vigorosamente para deslegitimar o golpismo parlamentar, cuja articulação vinha da própria vice-presidência da República.  Ambos os fatos – o “faz-me-rir” jurídico aceito por um parlamentar cuja biografia confunde-se com ficha policial, no dizer do próprio Procurador Geral da República, Rodrigo Janot – confluem para o descrédito político/institucional do golpismo. Nesse sentido, em razão do impeachment ser encarnado por Cunha, embora não apenas por isso, as manifestações das classes médias minguaram fortemente.
 
O terceiro fato político não se encontra no âmbito político/institucional, mas social, em sentido lato. Trata-se da abordagem beligerante, truculenta, desrespeitosa e intelectualmente “analfabeta” de jovens ricos ao grande artista Chico Buarque. Embora esse tipo de fascismo cotidiano esteja presente em inúmeras situações desde o segundo turno das eleições presidenciais – nas ruas, em lugares públicos e privados, no mundo digital, na cobertura da mídia golpista, e sobretudo no ignóbil senso comum –, o aspecto distintivo diz respeito à moralidade da figura de Chico Buarque. Em outras palavras, um dos maiores artistas brasileiros de todos os tempos, conhecido tanto por sua genialidade como por sua coerência política e intelectual – que se pode concordar ou discordar, pouco importa –, barrou a suposta moralidade golpista. Afinal, aqueles jovens, verdadeiros “filhinhos de papai, do rentismo e da mídia”, expressaram todo o ódio (e ignorância) de classe de, se tanto, 10% dos brasileiros, isto é, dos mais ricos inconformados com a maior igualdade social no país. As respostas de Chico Buarque sobre o PSDB ser, segundo ele, um “partido bandido” e sobre a “desinformação de quem lê a Revista Veja”, entre outras respostas, são, por si só, desconstrução da legitimação moral do golpe. Mas a própria imagem do episódio já seria significativa do modus operandi dos proto fascistas filhinhos do privilégio e da ignorância. Após esse episódio ficou mais difícil ir às ruas defender o impeachment, assim como achincalhar figuras públicas, tendo em vista que se escancarou a precariedade da “peça” jurídica de Bicudo/Reale e a não moralidade de Cunha para liderar o impeachment da presidente: afinal, como pode alguém que se locupletou comprovadamente de recursos públicos destituir uma presidente acusada, sem provas, de algo muito menor? Nesse sentido, um dos “filhinhos” ter chamado Chico Buarque de “merda” coroa a insensatez fascista, afastando, pouco a pouco, grande parte dos inocentes úteis que, devido ao massacre midiático e ao ódio de classes das elites que, contudo, transbordou aos segmentos populares, veem no PT a causa de todos os males brasileiras. Ruiu, portanto, do ponto de vista social, em seu veio simbólico, o golpismo..


Pois bem, esses três fatos políticos possivelmente enterrarão, cada qual a seu modo, o golpismo, notadamente quanto à imoralidade política que representa: a tentativa de derrubada do poder de quem se elegeu legitimamente pelo voto, assim como – e ainda mais significativo – a derrogação da democracia política e social/trabalhista no país, cuja consolidação ainda está em processo.
 
Portanto, daqui para frente, salvo acontecimentos completamente imprevistos, o golpismo terá mais dificuldade de se articular e sobretudo de justificar moralmente – isto é, sua legitimidade moral – a derrubada da presidente Dilma. Trata-se de mais uma obra de nosso maior artista!
 
Ainda assim, resta um longo caminho: político/institucional (barrar o golpe e refazer pactos sociais de outras naturezas), econômico (voltar-se ao desenvolvimento com distribuição de renda) e sobretudo proveniente da pressão popular ao ocupar as ruas, encarar o debate e o embate público e propor concretamente reformas no sentido de aprofundar a democracia no país: reforma da mídia, combate ao rentismo, reordenação do agronegócio, entre tantos outros. Para tanto, o enfrentamento moral – referente à moralidade pública, típica da ação política, enfatize-se – é elemento-chave. Em outras palavras, conquistar “as mentes e os corações” para a causa da democracia política (o que inclui direitos civis) e social (que implica direitos voltados à igualdade, direitos trabalhistas e outros) é a grande batalha que reserva o ano de 2016!
 
A moralidade política é, dessa forma, aliada crucial na batalha das “mentes e dos corações”. Nesse sentido, 2015 termina bem comparativamente ao que se viu durante todo o ano. Contudo, não há espaço para tréguas, uma vez que a ânsia golpista permanece articulada, embora com muitas contradições.
 
Por fim, somente o encerramento do processo de impeachment, conjugado com um novo modelo de desenvolvimento (a queda de Joaquim Levy é, nesse sentido, alvissareira) a à articulação com movimentos sociais progressistas poderá fazer com que o Governo Dilma realmente comece! A partir daí pode-se pensar na reforma do sistema político – causa maior de nossa imoralidade pública ao abarcar quase todos os partidos –, mesmo que a médio prazo, a rigor iniciada pelo STF com a proibição do financiamento empresarial a campanhas, pois absolutamente crucial para o futuro da democracia brasileira.

Grande PAPA quer espaço para boas notícias ! ! !


Papa quer espaço para boas notícias no PiGViu, Globo?

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A partir do DCM:

Mídia precisa dar mais espaço para boas notícias, diz papa após ano sombrio
 

DaReuters

Os meios de comunicação precisam abrir mais espaço para histórias inspiradoras e positivas para contrabalançar a preponderância do mal, da violência e ódio no mundo, disse o papa Francisco nesta quinta-feira em sua mensagem de fim de ano.

Francisco recebeu cerca de 10 mil fiéis em uma solene cerimônia tradicional às vésperas do fim de ano, o “Te Deum” de ação de graças, na Basílica de São Pedro, no Vaticano.

Em sua breve homilia, Francisco disse que o ano encerrado foi marcado por muitas tragédias.

“Violência, morte, sofrimento indizível de tantas pessoas inocentes, os refugiados forçados a deixar seus países, homens, mulheres e crianças sem lar, alimentos ou meios de subsistência”, afirmou.

Mas ele disse que também houve “muitos grandes gestos de bondade” para ajudar os necessitados “mesmo que eles não apareçam em programas noticiosos da televisão (porque) as coisas boas não fazem notícia”.

Ele disse que a mídia não deveria permitir que tais gestos de solidariedade sejam “ofuscados pela arrogância do mal”.

O papa argentino, em sua terceira cerimônia pelo ano-novo desde sua eleição em 2013, condenou a “sede insaciável de poder e a violência gratuita que o mundo viu em 2015″.

Bravo Mino, o jornalista do ano 2015 ! ! !


Mino Carta é o jornalista do ano

"Desmascarou FHC, Cunha, Aécio, a mídia e tantos outros que lutaram, e ainda lutam, por cassar 54 milhões de votos"
publicado 01/01/2016
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Paulo Nogueira: Mino combate o bom combate
O Blog Conversa Afiada, do jornalista Paulo Henrique Amorim reproduziu artigo de Paulo Nogueira, extraído do DCM:

O Jornalista do Ano

É triste ver como certas pessoas pioram com o correr dos dias. FHC e Helio Bicudo são dois casos. São o antivinho.

Em compensação, há aqueles que não cessam de melhorar, e é importante louvá-los.

Um caso notável é o do jornalista Mino Carta, editor e fundador da Carta Capital.

Já passado dos 80 anos, Mino reúne virtudes em geral associadas à juventude: é vigoroso, intrépido, infatigável, explosivo na defesa de uma sociedade menos abjetamente desigual.

Sua revista marcha gloriosamente na contracorrente de uma mídia que serve apenas aos próprios interesses da classe que representa – a plutocracia.

Todos são iguais, na lógica infame da imprensa, mas alguns são mais iguais que os outros, para lembrar a célebre sentença de Orwell. Os mais iguais são os plutocratas, à frente dos quais estão os próprios barões da imprensa, com suas fortunas fabulosas derivadas maciçamente de dinheiro público.

Mino é o oposto disso.

Ele combate o bom combate, aquele em cujo centro estão os desvalidos, os excluídos, os invisíveis.

E faz isso com classe, num dos textos mais elegantes que você poderia encontrar em jornais e revistas. Mino é um mestre na arte de pensar e de escrever.

Não bastasse, fala como poucos, como se pode ver nos vídeos semanais em que conversa com o editor do site da Carta, Lino Bocchini, entre goles de bom vinho.

Em 2015, ele foi um dos focos de resistência ao golpe armado pela direita. Desmascarou FHC, Cunha, Aécio, a mídia e tantos outros que lutaram, e ainda lutam, por cassar 54 milhões de votos.

Pelo que fez no ano que se encerrou, e mais ainda pelo conjunto da obra, o DCM elegeu Mino Carta o melhor jornalista de 2015.

Sem Mino a Veja não existiria – e é irônico que hoje você possa perguntar se ele prestou um bom ou um mau serviço ao Brasil com isso, dado o ganguesterismo editorial que é agora a marca da revista.

Mino pôs de pé a Veja, em 1968. Quando percebeu a natureza de seus chefes, Victor e Roberto Civita, se insurgiu. Jamais perdoou Roberto Civita, e eis um dos raros traços negativos de Mino, um rancor à prova do tempo.

Acabou demitido.

Isso o obrigou, dali por diante, a ser seu próprio patrão. Por um breve período, infelizmente, comandou no começo dos anos 80 um jornal dos sonhos, o República, no qual trabalhavam estrelas do jornalismo como Claudio Abramo.

O custo era alto demais para quem, como Mino, não tinha um grande grupo por trás, e o República fechou.

Ele criou depois a IstoÉ, então o exato oposto do que a revista é hoje, assim como a Veja.

Finalmente veio a Carta Capital, alvo desde o início de uma campanha vergonhosa das grandes empresas.

Elas diziam que a Carta era favorecida por anúncios do governo. Quando, enfim, foram revelados os números da publicidade estatal, ficou claro o tamanho da mentira.

A Carta recebia uma fração insignificante dos valores extraordinários que jorravam sem cessar para empresas como Globo e Abril.

Os governos petistas financiaram quem tentou desde logo destruí-los, e deixaram virtualmente a pão e água quem defendia não a eles — mas a ideia de uma sociedade igualitária.

Mino jamais esmoreceu.

Por tudo isso, é o Jornalista do Ano.

Eu (também) acuso Aécio ! ! !

Eu acuso Aécio

aé-çim, bebum maconheiro

por Paulo Nogueira* 

Um homem que:
  • Constrói um aeroporto privado com dinheiro público;
  • Coloca recursos do contribuinte mineiro, como governador, em rádios da própria família;
  • Não se envergonha de, sendo político, ter rádios, num brutal conflito de interesses;
  • Faz uso pessoal do avião do Estado de Minas, como se houvesse vôo gratuito;
  • Nomeia fartamente parentes e amigos para a administração pública e depois ousa falar em meritocracia;
  • É capaz de apoiar Eduardo Cunha, em nome do impeachment, mesmo depois de conhecidas as avassaladoras provas contra ele fornecidas pelos suíços;
  • Jamais teve a hombridade de aceitar a derrota nas urnas e, por isso, se pôs a conspirar contra a democracia desde que saíram os resultados como um golpista psicótico;
  • Dá como comprovadas quaisquer acusações contra seus adversários, por mais frágeis que sejam;
  • Tem a ousadia de recusar um teste de bafômetro como se estivesse acima da lei que rege os demais brasileiros;
  • Recebe dinheiro dos contribuintes para atuar como senador e não devolve com um único projeto aprovado;
  • Aceita uma boca livre em Nova York de um banqueiro como André Esteves;
  • Não poupa esforço pelo financiamento privado de campanhas mesmo quando é sabido que esta é a origem maior da corrupção e que foi daí que surgiram ganguesteres como Eduardo Cunha;
Tudo isto posto, e a lista poderia seguir muito adiante, por que este homem não poderia fazer pressão para receber dinheiro de propina segundo delação homologada no SFT.

Paulo Nogueira O jornalista Paulo Nogueira* é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Vídeo de governador que CRÊ na capacidade, ousadia e coragem da Presidenta ! ! !

Marconi Perillo,
Governador de Goiás,
reeleito em 2014 pelo PSDB

O rapadureiro VOLTA . . .




. . . revigorado, ativo e altivo para novas BATALHAS neste 2016, 100 medo de ser FELIZ e com o coração VALENTE.